Seropédica ganha sua primeira grande fábrica trazida pelo Arco

Alberto Carvalho, presidente da P&G no Brasil, destacou a importância da parceria com os governo estadual e municipal para a conclusão do empreendimento Com investimento de R$ 280 milhões a P&G começa a funcionar com 200 empregos diretos

Inaugurada ontem, a nova fábrica da multinacional Procter & Gamble (P&G) no Brasil, começa a funcionar gerando inicialmente 200 empregos diretos (80% de mão de obra local), empregando moradores do município de Seropédica, cidade da Baixada Fluminense que já começa a colher os frutos das "arvores" que estão sendo plantadas nas margens do Arco Metropolitano. Ao todo, segundo dados da Companhia de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro (Codin), 3,3 mil novos postos de trabalho foram abertos na região por gigantes como a própria P&G, Rolls Royce, Niely, Deca e Ciferal. Ainda de acordo com a Codin, outras 41 empresas estão a caminho, com investimentos estimados de R$ 5,3 bilhões ao longo da estrada que é chamada pelos prefeitos da Baixada de "Via Expressa do Progresso".

Apadrinhados de Paulo Melo perdem ‘boquinha’ na Alerj

Paulo diz que todos trabalhavam, mas o MP está investigando Denúncia encaminhada ao MP e ao TCE diz que 14 indicados pelo hoje secretário de Governo recebiam sem trabalhar

Dirigir um carro de som para o deputado estadual licenciado Paulo Melo (PMDB), pode ser um excelente emprego. Pelo menos poderia ter sido até semana passada, quando Alcides Gomes de Oliveira foi exonerado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani. Ele e outras 13 pessoas indicadas por Melo estavam nomeadas em cargos de confiança na Alerj, uma delas no gabinete do suplente em exercício de mandato, Jorge de Moura Teodoro, o Dica, que assumiu a vaga deixada por Paulo, que saiu para exercer o cargo de secretário de Governo. Alcides, que segundo uma denúncia encaminhada ao Ministério Público, dirigia um carro de som em Saquarema, recebia salário de R$ 9.853,00.  De acordo com a denúncia, que será apurada em inquérito aberto pelo MP, todos recebiam salários sem exercerem funções na Casa.

Nome de vereadora de Cambuci contratada como professora temporária em Rio das Ostras é retirado do site da Prefeitura

Quem busca pelo nome de Leila Cristina Pinheiro Barcelos - vereadora em Cambuci pelo PSC (mesmo partido do prefeito Alcebíades Sabino dos Santos), que ganhou um contrato de trabalho como professora nível I a 221 quilômetros da cidade onde mora e cumpre mandato - no site da Prefeitura de Rio das Ostras, não mais o encontra entre os servidores contratados. Leila figurava como “em atividade” até o dia 29 de junho e no dia seguinte passou ao status de licenciada, mas agora seu nome não é encontrado, mesmo buscando pelos meses anteriores. O sumiço do nome de Leila levantou ainda mais as suspeitas de que ela tinha o contrato, mas não trabalhava efetivamente, pois para ir e voltar de uma cidade para outra ela gastaria cerca de seis horas todos os dias.

A relação funcional da vereadora com a Prefeitura de Rio das Ostras só se tornou pública no dia 30 de junho, quando o vereador Deucimar Talon Toledo (PT, fez a denúncia em plenário, afirmando que já havia feito o levantamento na rede municipal de ensino e na Casa de Educação onde a vereadora se dizia lotada, mas foi informado de que ninguém conhecia Leila Cristina por lá.

Maternidade de Nova Iguaçu funciona no improviso

Faltam condições de trabalho, mas a unidade está sendo ampliada. Os funcionários temem que as coisas piorem Faltam condições de trabalho e até alimentação

Inaugurada em dezembro de 2013, a Maternidade Mariana Bulhões, localizada no bairro Posse, em Nova Iguaçu, não passa de uma grande enganação. Pelo menos é essa a opinião de funcionários e parentes de pacientes, que estão convivendo com falta de medicamentos e até materiais básicos de consumo, como luvas e seringas descartáveis. Nos últimos dias tem faltado também alimentação devido a um esquema de racionamento em relação aos funcionários, que agora tem que levar comida de casa. No último domingo, por exemplo, não teve almoço nem janta. Em dezembro do ano passado, para comemorar o nascimento de quatro mil bebês em doze meses de funcionamento, a Prefeitura investiu pesado em publicidade, mas esqueceu do principal: garantir condições de trabalho para os funcionários (a maioria de contratados temporariamente), que se reclamarem correm risco de perder o emprego. "É tudo muito bonito por fora, mas muito feio por dentro. Só que tem trabalha aqui conhece a realidade", diz uma funcionária.

Rio das Ostras faz emenda pior que o soneto

Vereadora que nunca teria trabalhado ficou na folha de pagamento pelo menos até a segunda quinzena de junho e agora aparece como demitida a pedido em abril

Além de explicar qual a mágica que fazia para atuar na Câmara de Cambuci e trabalhar no município de Rio das Ostras, a 221 quilômetros ou a três horas de viagem, a vereadora Leila Cristina Pinheiro Barcelos (PSC), vai ter de esclarecer o fato de ter figurado - segundo o Portal da Transparência de Rio das Ostras - como "em atividade" durante o mês de maio e pelo menos até o dia 29 de junho deste ano, se afirma ter pedido demissão em abril "por não dar conta", ou seja, não conseguir estar nas duas cidades em um mesmo dia. A demissão da vereadora, a pedido, consta da Portaria 659, assinada pelo prefeito Alcebíades Sabino no dia 3 de julho, três dias após o vereador Deucimar Talon Toledo (PT) ter denunciado no plenário da Câmara de Rio das Ostras que por várias vezes procurou por Leila Cristina nas escolas e na Casa da Educação, onde ela se dizia lotada  e foi informado de que ela nunca fora vista por lá ou em salas de aula, que é o lugar onde uma professora que recebe salário como tal deveria estar. Benevolente com a vereadora e colega de partido que o ajudou na campanha para deputado estadual, o prefeito Alcebíades Sabino dos Santos foi duro na semana passada com um motorista, que em seus dias folga trabalhava na Prefeitura de Búzios: demitiu o rapaz, alegando que ele não poderia ter dois empregos.

Ponte Magé-Caxias: Será que dessa vez sai?

Perigo de acidentes deve tirar do papel o projeto da estrada RJ-103 Incêndio em Santos desengaveta projeto, pois a estrada RJ-103 é vista também como rota de fuga em caso de possíveis acidentes na base petroquímica de Campos Elíseos

Paralisado por causa da instalação de dutos da Petrobrás na área onde seria construída a ponte que ligaria Magé a Duque de Caxias, pela localidade de Mauá, o projeto da estrada RJ-103 voltou a ser discutido ontem e o edital será refeito pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para incluir uma nova extensão, uma vez que a ponte terá de ser construída em outro local. A obra, que deveria ter sido iniciada em janeiro de 2013, voltou a ser assunto na pauta do governo estadual por conta do incêndio que destruiu vários tanques de combustíveis em Santos, no litoral paulista. O acidente chamou a atenção para a base industrial de Campos Elíseos, em Duque de Caxias, que, segundo especialistas, reúne condições muito favoráveis para incêndio semelhante. Uma inspeção feita por vários órgãos estaduais nas empresas do setor petroquímico instaladas na localidade, comprovou o perigo iminente e apontou para a necessidade de se criar uma rota de fuga, sendo a RJ-103 indicada como solução.

Rio tem o maior salário no setor de economia criativa

A economia criativa vem sendo fortalecida no estado do Rio de Janeiro ano após ano Com remuneração média de R$ 8.632, estado gerou 107 mil empregos em 2013

Desde que o conceito de Economia Criativa surgiu no Brasil, em 2004, o Rio de Janeiro tem se destacado na geração de emprego e renda para os trabalhadores deste setor. Somente em 2013, o estado gerou 107 mil dos 892,5 mil empregos criativos do Brasil, segundo pesquisa da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). A vocação natural dos empresários fluminenses para empreendimentos culturais e o trabalho realizado pelo Rio Criativo, principal plataforma de economia criativa vinculada à Secretaria de Cultura, ajudam a explicar os números.

Bonito, mas não funciona

A inauguração aconteceu no dia do aniversário da cidade. Foi o único dia que a piscina funcionou Centro Olímpico de Nova Iguaçu ainda não está sendo aproveitado 

Inaugurado no último dia 15, durante as comemorações dos 182 anos do município, o Centro de Formação Olímpica de Nova Iguaçu, localizado nas proximidades do aeroclube, na Avenida Governador Roberto Silveira, ainda não está sendo utilizado pela Secretaria Municipal de Esportes, que também não providenciou a devida segurança para o espaço, que na última sexta-feira tinha apenas um vigia e esse estava preocupado com a possibilidade de uma invasão para usar a piscina, que, segundo a Prefeitura, vai ajudar na formação de atletas.

Magé fechou 2014 entre as dez cidades que mais empregaram

O secretário estadual de Trabalho e Renda, Sergio Romay, destaca a parceria entre o estado e o município O município de Magé fechou 2014 entre os dez municípios do estado do Rio de Janeiro que mais geraram empregos formais. É o que informa o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo os registros, só em novembro a cidade teve uma expansão de 375 novos postos de trabalho. Os números de dezembro serão conhecidos até o dia 31 de janeiro.

O Caged informa que o Rio de Janeiro foi o primeiro colocado no cenário nacional na geração de vagas formais em novembro, com a geração de 14.051 empregos com carteira assinada, atingindo a melhor marca entre todos os estados brasileiros, com expansão de 0,36% em relação a outubro.  Os setores que mais empregaram são comércio e de serviços.

Salve-se quem puder em Rio Bonito

Crise afeta saúde, mas repasse são feitos normalmente pelo governo federal

Onde e em que a prefeita Solange Almeida (PMDB) está aplicando os recursos que o governo federal repassa todos os meses para Rio Bonito, município da região das Baixadas Litorâneas fluminense? Essa pergunta se faz necessária para explicar, por exemplo, uma dívida de R$ 3 milhões com o Hospital Darcy Vargas, responsável pelo atendimento de emergência e em algumas especialidades, além da falta de recursos para outros setores da administração municipal. Embora a prefeita alegue que "2014 foi um ano difícil para os cofres públicos", os números do governo federal dizem outra coisa: mostram que o volume de repasses totais feitos pela União nos últimos dez anos não sofreu queda, muito pelo contrário: mais que triplicou em relação ao total repassado em 2005, que foi de pouco mais de R$ 18 milhões, saltando para mais de R$ 75 milhões em 2014, valor total recebido pelo município de Rio Bonito até o dia 30 de novembro.