Ex-prefeito com ficha borrada quer voltar ao poder indiretamente

Riverton decidiu abraçar o pré-candidato Chico Machado Riverton Mussi monta força tarefa para tentar eleger Chico Machado em Macaé

Cheio de pendências com o Tribunal de Contas do Estado e enquadrado pela Justiça Eleitoral na Lei da Ficha Limpa em 2014, o ex-prefeito de Macaé, Riverton Mussi, já sabe que não conseguiria registrar uma eventual candidatura às eleições deste ano e já escolheu a quem apoiar. Ele optou pelo pré-candidato do PDT, o vereador Francisco Alves Machado Neto, o Chico Machado.  A má situação jurídica de Riverton ficou muito clara para ele em 2014, quando sua candidatura a deputado estadual pelo PMDB foi impugnada pelo TRE. Mussi disputou amparado por uma liminar e teve 26.035 votos, mas sua votação (suficiente para deixá-lo na nona suplência) não foi computada.

Austeridade ou jogada de marketing, prefeito?

Aluizio levou três anos para descobrir fantasmas em seu gabinete Aluizio levou três anos para descobrir que sua gestão em Macaé é “mal-assombrada”

A Secretaria de Administração de Macaé ainda não divulgou quantos servidores que estavam cedidos à Câmara de Vereadores e a outros órgãos atenderam ao chamado do governo, se reapresentando nos locais de trabalho de origem. Só na Câmara estavam 218 funcionários, mas o número de servidores nessa situação, incluindo o Legislativo, outros setores e até outros municípios, segundo uma fonte ligada a secretaria, pode chegar a 400. A fonte disse ainda que nem todos voltaram às suas funções e que a maioria dos que se reapresentaram não foi relotada ainda. Os vereadores não gostaram nada da decisão do prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio em chamar o pessoal de volta e chegam a questionar o que Aluizio classificou como austeridade. Para muitos a decisão do prefeito não passa de uma jogada de marketing, com vistas às eleições municipais.

Para cuidar de quais animais, senhores?

O presidente Eduardo Cardoso já disse que não vai revelar quantos servidores estavam cedidos à Câmara porque esses estavam à disposição dos vereadores e não da Casa Câmara de Macaé tinha até uma veterinária em disponibilidade, assim como professoras, médicos e agentes de saúde

Entre as centenas de servidores da Prefeitura de Macaé colocados à disposição da Câmara de Vereadores estava a médica veterinária Mariana da Silva Machado, com salário líquido de R$ 4.032,72 pago pelos contribuintes, que ainda não receberam nenhuma satisfação do prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio, sobre o que esses funcionários faziam nessa disponibilidade e para quais vereadores foram cedidos. A necessidade de uma veterinária na Câmara é tão estranha quanto a de uma camareira e ou de um auxiliar de manutenção de estradas, mas além de servidores admitidos pela administração municipal nessas funções os nobres representantes dos macaenses, membros da impoluta Casa Legislativa, tinham à sua disposição médicos, professoras, arquiteto, psicólogo e até merendeiras, além de porteiros de escola, assistentes de logística e vários auxiliares de serviços gerais, boa parte deles aprovados no concurso público realizado em 2011.

Câmara esconde o jogo sobre servidores cedidos em Macaé

Eduardo diz que cessão de funcionários é acertada particularmente entre vereador e prefeito e que os servidores trabalham para os mandatos e não para a Câmara Presidente da Casa se nega a revelar à serviço de quem funcionários pagos pelo contribuinte estavam

Quantos servidores efetivos foram cedidos pela Prefeitura de Macaé à Câmara Municipal nos últimos anos, à serviço de quais vereadores estavam e quais funções exerciam? Ao que parece isto só deverá ser respondido pelo presidente da Casa, Eduardo Cardoso, se a Justiça assim determinar, pois nenhuma informação nesse sentido consta do Portal da Transparência do Legislativo e a posição do presidente continua sendo a mesma de setembro do ano passado, quando, questionado sobre o assunto em plenário, afirmou que informaria só a relação dos funcionários cedidos e completou: "Penso que seja o mais apropriado, já que a cessão de servidores do Executivo para o gabinete dos vereadores é feita em negociação direta entre o prefeito e o parlamentar".

Filho do prefeito de Macabu teria sido “fantasma” até agosto

O gabinete de Riverton Mussi era chamado de coração de mãe, pois nele sempre cabia mais servidor privilegiado Advogado que chegou a ser preso em março de 2012 estava encostado no gabinete do prefeito de Macaé

Embora formado em Direito e exercendo a profissão de advogado, Pedro Costa Linhares, filho do prefeito de Conceição de Macabu, Claudio Linhares, é servidor efetivo da Prefeitura de Macaé, onde pode ter passado os três últimos anos recebendo sem trabalhar. Pelo menos é isso que está sendo apurado pelo governo, que resolveu chamar de volta às funções nas quais foram admitidos todos os funcionários que estavam cedidos à Câmara de Vereadores e à disposição de outros órgãos da municipalidade. De acordo com o sistema que registra as lotações dos servidores macaenses, Pedro Linhares foi admitido em 2006 como assistente administrativo de logística e ganha R$ 2.912,14. Ele estava “aos cuidados do gabinete do prefeito” desde a gestão passada e lá permaneceu até agosto de 2015.

Dois irmãos de ex-prefeito na lista dos disponíveis de Macaé

Adrian Mussi foi admitido pela Prefeitura de Macaé em 1989 Adrian e Carla Mussi terão de voltar a marcar ponto na Prefeitura

Irmão do ex-prefeito Riverton Mussi, o ex-deputado federal Adrian Mussi está brigando na Justiça (como suplente do PMDB) pela cadeira ocupada na Câmara dos Deputados pelo ex-prefeito de Cabo Frio, Marcos Mendes, mas poderá ser alvo por parte da Procuradoria Geral de Macaé de uma ação judicial para devolver valores recebidos da Prefeitura supostamente sem trabalhar. Servidor efetivo na função de assistente administrativo de logística, Adrian foi colocado à disposição do setor de Recursos Humanos da administração municipal para cumprir o mandato encerrado em fevereiro de 2015 e deveria ter retornado ao trabalho em março daquele ano, mas até ontem seu nome figurava na lista dos encostados no RH. De acordo com o sistema da Prefeitura Adrian tem salário bruto de R$ 7.293,47, mas informações do governo revelam que ele receberia mensalmente vencimento líquido de R$ 22.242,50.

Macaé cobra valores pagos em desapropriações oito anos depois

Aluizio quer a devolução dos milhões que Riverton gastou com as desapropriações Farra com dinheiro público para comprar imóveis de familiares de vereadores, membros e aliados do governo foi denunciada em 2008

Através de decretos emitidos entre 2005 e 2007 o então prefeito de Macaé, Riverlon Mussi, fez desapropriações que somaram mais de R$ 70 milhões, adquirindo para o município áreas e prédios que pertenciam a parentes de vereadores, a empresários e membros do governo. Em 2008 a farra das desapropriações foi denunciada à Justiça através de uma ação popular, mas nada aconteceu até hoje. Agora, quase oito anos depois da matéria “Desapropriações sob suspeita em Macaé” (publicada em agosto de 2008), o prefeito Aluzio dos Santos Júnior confirma que foram encontradas irregularidades nos processos de desapropriação e anuncia que a Procuradoria Geral do Município (PGM), vai buscar na Justiça o ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres da municipalidade, estimados´pelo Tribunal de Contas do Estado em R$ 134 milhões, com os valores corrigidos.

Manobra de Picciani põe Rafhael do Gordo na Alerj

Rafhael contou com ajuda de Picciani A vaga era do vereador Chico Machado, de Macaé

O ex-deputado Aristeu Rafhael Lima, o Rafhael do Gordo, sétimo suplente do PMDB, voltou à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nessa quarta-feira Ele assumiu a vaga aberta com a saída de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas. A cadeira seria do sexto suplente, o vereador de Macaé Chico Machado, que desde o dia 28 de abril vinha tentando sentar nela, mas fora impedido pelo presidente da Casa, Jorge Picciani, que exigia que ele renunciasse ao mandato de vereador, o que Machado se recusou a fazer, pois a vaga é temporária.

PMDB tem briga interna por vaga de Brazão na Alerj

Rafhael do Gordo parece agradar mais ao bloco que o vereador Chico Machado Bloco prefere ex-deputado de São Gonçalo a vereador de Macaé

Por preferência ao sétimo suplente de deputado estadual, Aristeu Rafhael Lima, o Rafhael do Gordo, a bancada do PMDB na Alerj vem se desentendendo. A vaga aberta com a saída de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado pertence ao sexto suplente, o vereador de Macaé Francisco Machado, mas esse ficou frustrado na última quarta-feira quando, atendendo a convocação da Mesa Diretora, apareceu para tomar posse. É que na hora de assumir foi avisado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani de que só sentaria na cadeira se renunciasse o mandato de vereador. Só que Chico, como o parlamentar é conhecido em sua cidade, já havia se despedido da Câmara na sessão do dia 29 de abril e feito o seguinte discurso: "Não farei promessas porque conheço a situação que o estado enfrenta com a crise financeira e a queda dos royalties do petróleo. O certo é que vou lutar pelo interior, que necessita tanto de atenção. ”

Liminar garante recuperação Praia do Pecado

A área é de preservação permanente Responsabilidade é de uma empresa de investimento imobiliário e da Prefeitura de Macaé

Uma liminar concedida ontem ao Ministério Público pelo juízo da 2ª Vara Cível de Macaé determina que a empresa Lagra Fundo de Investimento Imobiliário e o município de Macaé promovam a recuperação, manutenção e fiscalização de uma área de restinga com cerca de 170 mil metros quadrados, na Praia do Pecado.