Madalena paga a seu prefeito salário de cidade grande

Ele administra um dos municípios mais pobres do estado do Rio de Janeiro e ganha mais que o governante da rica Volta Redonda, que tem universo populacional 26 vezes maior

Santa Maria Madalena tem pouco mais de 10 mil habitantes, é uma das cidades mais pobres do Rio de Janeiro e está na 83ª posição no estado em relação ao número de moradores, mas o prefeito Carlos Alberto de Matos Botelho,  o Beto Verbicário (foto), recebe subsídio de gestor de cidade grande, ganhando mais, por exemplo, que o prefeito Elderson Ferreira da Silva, o Samuca Silva, de Volta Redonda, cidade que se encontra na 10ª colocação. De acordo com a Lei Municipal 2017 de 24 de junho de 2016, o subsídio do prefeito de Madalena para o período de 2017 a 2020 foi fixado em R$ 21 mil, enquanto a Câmara de Vereadores de Volta Redonda (que tem 260 mil moradores) aprovou vencimento de R$ 17.440,00 para o gestor local durante o mesmo período. Se Santa Maria Madalena ultrapassa Volta Redonda no quesito salário de prefeito, perde feio no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal medido pelo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Segundo a pesquisa, Madalena ocupa a 78ª posição no IDH-M, enquanto Volta Redonda está em 4º lugar.

Macaé tem 120 dias de prazo para apresentar projeto do VLT

Decisão foi tomada pela Justiça em processo no qual o ex-prefeito Riverton Mussi e  o ex-secretário de Mobilidade tiveram Jorge Tavares bloqueio de R$ 17,6 milhões

O prefeito Aluizio dos Santos Júnior (foto) condenou, assim que assumiu o primeiro mandato, o projeto do Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT), batizado pelo ex-prefeito Riverton Mussi de Metro Macaé. Agora, pouco mais de quatro anos depois, ele vai ter que ressuscitar o projeto e apresentá-lo a Justiça num prazo de 120 dias. Decisão nesse sentido foi tomada em ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público contra Riverton e o ex-secretário de Mobilidade Urbana, Jorge Tavares Siqueira, acusados de lesão ao erário em obras e compras destinadas ao Projeto VLT. Nesse processo foi decretado o bloqueio dos bens e contas bancárias dos dois no total de R$ 17,6 milhões, valor necessário para ressarcir os cofres da municipalidade no caso de condenação de Riverton e Jorge, como a promotoria requereu o MP na ação.

Prefeito de Macaé responde também por nepotismo

Aluizio, Eduardo Cardoso, Paulo Antunes e George Jardim são réus em ações movidas pelo Ministério Público Além dos fantasmas já denuniciados nomeações de parentes de vereadores enrolam Aluizio

Nos próximos dias deverá sair mais uma decisão de bloqueio de bens envolvendo o prefeito e um vereador de Macaé, em processo no qual o Ministério Público aponta pagamento de salários a servidores que não fariam jus aos vencimentos recebidos. Na semana passada o juízo da 2ª Vara Cível da comarca local decidiu bloquear bens de Aluízio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio e do presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Cardoso, porque uma filha deste teria recebido cerca de R$ 300 mil entre 2007 e 2015, sem prestar serviços. Quanto ao novo caso a Procuradoria do município resolveu se antecipar e está convocando uma filha do vereador Paulo Antunes, para que ela tome conhecimento de valor a ser devolvido aos cofres da municipalidade. Ocorre que não são apenas os “fantasmas” que tiram a tranquilidade do homem que venceu as eleições de 2012 pregando mudanças, austeridade e com o mesmo discurso foi reeleito no ano passado: Aluizio é réu em pelo menos quatro processos de nepotismo e em três deles figuram também os vereadores Eduardo Cardoso, Paulo Antunes e o George Jardim.

Fantasmas ainda assombram o prefeito de Macaé

Com ações de improbidade administrativa MP enquadra os poderes Executivo e Legislativo

Até agosto de 2015 o prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio, tinha nada menos que 200 funcionários lotados em seu gabinete, 31 deles efetivos. Entre eles havia duas professoras, dois auxiliares de serviços escolares, duas merendeiras, uma auxiliar de enfermagem, duas técnicas em enfermagem, um motorista de ambulância, dois guardas municipais (um deles com classificado como inspetor), um auxiliar de manutenção de estradas, um engenheiro e até um técnico de esportes. Se todos os 200 resolvessem comparecer ao local de trabalho ao mesmo tempo congestionaria o andar inteiro e ninguém conseguiria desempenhar suas funções, nem mesmo os assessores diretos. Pressionado pelo Ministério Publico que move várias ações de improbidade administrativa contra ele, Aluizio se livrou dos que estavam “aos cuidados do gabinete”, mas ainda não explicou o que essas pessoas faziam, se realmente trabalham e qual a carga horaria de cada um.

Royalties? O forte de Macaé é o ISS!

Aluizio dos Santos Júnior é o único prefeito no estado do Rio de Janeiro que não pode falar em queda de receita O prefeito da cidade chora de barriga cheia, pois o período é de excesso de arrecadação. Aluizio só não honrará os compromissos financeiros se não quiser

Embora o prefeito Aluizo dos Santos Junior (PMDB) tenha sido reeleito com 58,95% dos votos, o município de Macaé não teve um ano de realização. A população reclama dos serviços básicos, os servidores protestam sobre cortes e condições de trabalho, enquanto fornecedores e prestadores de serviços se queixam de atraso no pagamento das faturas. Já o prefeito, para justificar o quadro de insatisfação, fala de crise, de perda de receita, mas os números o desmentem: a Prefeitura registra mais de R$ 71 milhões de excesso de arrecadação, graças ao ISS pago pela indústria offshore, o que garante tranquilamente o fechamento das contas, sem que administração municipal deixe de honrar seus compromissos financeiros.

Inelegíveis buscam o poder indiretamente

Ex-prefeitos de Magé, Araruama e Macaé, Núbia, Chiquinho e Riverton ainda buscam o poder, mesmo que indiretamente Núbia Cozzolino e Chiquinho da Educação lideram lista de maus gestores do TCE, mas querem eleger os seus, assim como Riverton Mussi quer um pedaço de um possível governo de Chico Machado

Magé está a 96 quilômetros de Araruama e nada tem a ver com a cidade da Região dos Lagos, a não ser o fato de ex-governantes liderarem a lista de maus gestores do Tribunal de Contas do Estado; de ambos terem exercidos dois mandatos consecutivos, acumularem pendências com a Justiça e de figurarem repetidamente na lista de prefeitos com contas julgadas irregulares pelo TCE. A ex-prefeita Núbia Cozzolino aparece com oito processos e Francisco Carlos Fernandes Ribeiro, o Chiquinho da Educação com sete. Tem mais: inelegíveis, ambos pretendem devolver o poder ao controle de suas famílias e tentam eleger parentes para a Prefeitura. Ela o sobrinho Renato Cozzolino Harb (PR) e ele a mulher, a comerciante Lívia Soares Bello da Silva (PDT).

Riverton vê em Chico chance de voltar a mandar em Macaé

Riverton tentou uma cadeira de deputado em 2014, mas não teve votos necessários para vencer e ainda que os tivesse não assumiria o mandato, pois sua votação não foi levada em conta pela Justiça Eleitoral E já está praticamente em campanha em favor do pré-candidato do PDT, Francisco Machado Neto

“Macaé Sociedade Anônima”. Ao que tudo indica é essa a nomenclatura da administração municipal de Macaé na visão do ex-prefeito Riverton Mussi. Inelegível pelo menos até o pleito de 2020 e cheio de pendências junto ao Tribunal de Contas do Estado, Riverton já está praticamente em campanha pela sucessão do prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio, numa empreitada em favor do vereador Francisco Machado Neto, o Chico Machado, pré-candidato pelo PDT e um dos citados no escândalo denominado “Farra das Desapropriações”, no qual uma propriedade de sua família foi adquirida por R$ 42 milhões.

Câmara de Macaé terá de controlar frequência de seus servidores

Eduardo Cardoso tem 180 dias para cumprir a recomendação e Maxwell Vaz foi condenado por improbidade administrativa Recomendação foi encaminhada à presidência da Casa, que tem 180 dias de prazo para implantar o ponto eletrônico

Um mês após conseguir na Justiça a condenação do vereador Maxwell Vaz foi por improbidade administrativa - sob a acusação de que ele mantinha um assessor fantasma em seu gabinete - o Ministério Público expediu recomendação ao presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Cardoso e a todos os membros da Casa, para que seja implantado, em até 180 dias, um sistema eletrônico de controle de frequência de todos os servidores da Casa. A medida foi tomada pelo promotor Renato Luiz da Silva Moreira, titular do núcleo local da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, após ele ter recebido várias representações com denúncias sobre funcionários que estariam recebendo salários sem trabalhar.

Turma da farra das desapropriações quer o poder de volta em Macaé

Riverton apoia Chico Machado Igor também é pré-candidato a prefeito Enquanto o bloco se articula para tentar o poder nas urnas a Prefeitura de Macaé cobra na Justiça a devolução de mais de R$ 130 milhões

Com base em relatório do Tribunal de Contas do Estado que apontou irregularidades nas desapropriações de terrenos e edificações ocorridas na gestão do ex-prefeito Riverton Mussi a Prefeitura de Macaé está buscando na Justiça o ressarcimento dos valores pagos, que corrigidos, chegam a R$ 134 milhões. Enquanto isso, personagens ligados direta ou indiretamente ao que ficou conhecido na cidade como “farra das desapropriações” estão na luta pelo poder juntos ou isolados, não descartando a possibilidade de se unirem lá na frente, formando um grupo em oposição ao prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio, que pretende disputar a reeleição.

Vice-prefeito de Macaé prega uma coisa e faz outra

Alheio à crise financeira, mesmo sem função no governo Danilo foi à Justiça para tentar manter 17 assessores no gabinete do vice-prefeito Andando na contra mão em 2008 ele foi o único vereador a votar contra o plano de cargos e salários do pessoal da Educação e rompeu em 2014 com o governo porque não teve apoio a projeto pessoal

Praticamente em campanha pela sucessão do prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio, o atual vice-prefeito Danilo Funke está sendo visto em Macaé como aquele que exercita, na prática, a máxima do faça o que eu digo e não o que eu faço, falando abertamente daquilo que pode lhe render aplausos nas ruas e tentando esconder o que poderia manchar a imagem de arauto da moralidade que vende aos que desconhecem sua curta estadia no governo, com o qual chegou a colaborar como coordenador do orçamento participativo, tarefa que custava aos contribuintes os salários de 37 assessores e despesas de manutenção, embora o gabinete do vice-prefeito funcione numa pequena sala do prédio anexo à sede da Prefeitura.