Vitor Tenório e o vereador Edison Ramos tiveram prisão decretada pela Justiça
Vitor Tenório e o vereador Edison Ramos tiveram prisão decretada pela Justiça
Titular da pasta da Fazenda teve passagens pelos municípios de Itatiaia, Porto Real e Seropédica
Agora é sobre o contrato da merenda escolar
Alvo de investigação do Ministério Público que apura quantos funcionários da Prefeitura estão à disposição da Casa, a Câmara de Vereadores de Araruama faz segredo de suas contas até para os seus próprios integrantes. Quando o assunto é a folha de pagamentos então aí é que as informações não são prestadas mesmo, o que leva à seguinte pergunta: o que a presidência do Legislativo araruamense tem a esconder?
O vereador José Antonio de Oliveira Barros, por exemplo, está desde o ano passado querendo saber quanto a casa gasta com servidores efetivos e ocupantes de cargos comissionados. Já fez requerimentos nesse sentido e até agora nada.
Deputado foi multado em apenas R$ 5 mil
A lei é clara. Propaganda eleitoral só do período estipulado pela Justiça. Fora disso é uma ilegalidade, objeto de punição com multa. Porém, o deputado Renato Cozzolino Harb (foto) acabou se dando bem e vai desembolsar apenas R$ 5 mil por ter pego carona na publicidade da rede de colégios de sua família. O Ministério Público Eleitoral no Rio de Janeiro representou contra ele no Tribunal Regional Eleitoral e a decisão saiu no último dia 23. Para o MPE a associação do nome de Renato à educação demonstra o nítido propósito eleitoral do pré-candidato.
Em vez de cumprir 14 anos por formação de quadrilha e crime contra a lei de licitação o máximo que pode acontecer a Charlinho é prestar serviço comunitário
Condenado a 14 anos de prisão em novembro de 2016 pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o prefeito de Itaguaí, Carlo Busatto Junior, o Charlinho (foto), não vai ficar um só dia detido. No máximo, se acontecer, cumprir pena alternativa com prestação de serviços comunitários, isto porque a mesma corte que o condenou fraude em licitação, corrupção passiva e associação criminosa, entende que a Justiça perdeu o prazo para puni-lo. Pela sentença proferida pelo TRF-2, o prefeito cumpriria a pena em duas partes: reclusão, de cinco anos, iniciando-se no regime semiaberto e, depois, detenção de nove anos, também no regime semiaberto. Agora nem uma coisa nem outra.
Entre 2014 e 2015 o então prefeito de Silva Jardim, Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre (foto), recrutou, de forma irregular, o equivalente a 16,38% dos moradores da cidade para prestar serviços ao município. Os números são do Tribunal de Contas do Estado que, em auditoria governamental, constatou 3.497 contratos temporários no período. O ex-prefeito foi multado em R$ 75.759,70 e pode responder por improbidade administrativa se o Ministério Público assim entender.
As contratações foram analisadas pelo corpo técnico do TCE e o relatório foi parar nas mãos do conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento, que atuou como relator do processo. Para ele, "o elevado número de admissões realizadas, que representa 16,38% dos habitantes do município, destoa da regra geral do concurso público".
Aliados acham que isso pode amenizar situação do político preso
É o que diz a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
O compromisso nesse sentido foi assumido com o Ministério Público