MP aponta fraude no Cheque Cidadão em Campos

Segundo o Ministério Público Rosinha Garotinho está dentro do esquema montado em favor de candidatos a vereador Esquema montado para “compra” de votos chegaria a R$ 3.5 milhões por mês

Os cofres públicos do município de Campos podem estar sofrendo neste período eleitoral uma sangria de pelo menos R$ 3.5 milhões por mês com pagamento irregular de benefícios através do programa social Cheque Cidadão. A estimativa é do Ministério Público, que, através da Promotoria de Justiça que atua junto à 76ª Zona Eleitoral, ajuizou ação de investigação contra membros do governo - inclusive a prefeita Rosinha Garotinho (PR) - e candidatos a vereador. As investigações preliminares apontaram que o benefício vem sendo distribuído em troca de votos. Segundo o MP inscrições fraudulentas no programa são oferecidas por cabos eleitores. Cada beneficiário tem direito a R$ 200 por mês.  

Pezão de Casimiro de Abreu perde R$ 120 mil

Alessandro Pezão é acusado de ficar com parte dos salários pagos a servidores da Câmara Municipal Limite de gasto na campanha para vereador é de pouco mais de R$45 mil

Em operação realizada nesta quarta-feira o Ministério Público apreendeu R$ 120 mil na casa do vereador Alessandro Macabu de Araújo, o Pezão, ex-presidente da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu. O dinheiro está declarado no registro de candidatura do vereador, mas a apreensão ocorreu porque ele é réu em uma ação civil pública proposta pela e a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (núcleo de Macaé), na qual ele é acusado de ficar com parte dos vencimentos de ocupantes de cargos comissionados e funções gratificadas. A ação resultou no afastamento de Alessandro do cargo de presidente da Câmara e na indisponibilidade de seus bens em R$ 500 mil.

MP contesta aumento para prefeito e vereadores de Vassouras

A Câmara de Vereadores não levou em conta a crise financeira que reduziu a receita do município Agentes políticos tiveram reajuste entre 50% e 233%

Uma iniciativa da Câmara Municipal de Vassouras fixando novos salários para os membros da Casa, o prefeito e o vice-prefeito da cidade a partir de janeiro está sendo contestada pelo Ministério Público, que ajuizou uma ação civil pública, com pedido de liminar, para tentar anular a medida. De acordo com a ação, o salário dos vereadores que se elegerão em outubro passará de R$ 3,7 mil para R$ 7,5 mil (aumento de 101,87%); o do prefeito de R$ 10 mil para R$ 15 mil (50%) e o vice-prefeito, que recebe hoje R$ 3 mil, vai ganhar R$ 10 mil, registrando um aumento de 233,33%. A Câmara também reajustou os vencimentos dos secretários de R$ 4,5 mil R$ 8,5 mil (aumento de 88,89%). A ação semelhante poderá ocorrer contra resolução igual aprovada pela Câmara de Japeri, município mais pobre da Baixada Fluminense. O processo foi aberto pelo núcleo local da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva.

Golpe da pesquisa continua em Silva Jardim

Anderson Alexandre tem mostrado descontrole na campanha: já atacou até o promotor de Justiça Consulta de intenção votos para vereador foi divulgada como se feita para prefeito

Uma pesquisa de intenção de votos divulgada na semana passada pelo jornal oficial de Silva Jardim sugere que o prefeito Anderson Alexandre, candidato a reeleição pelo PMDB, estaria manobrando com as consultas aos eleitores para se beneficiar na campanha. Dez dias após a Justiça Eleitoral suspender o resultado de uma pesquisa realizada por um instituto e divulgado como se feita por outro - na qual foram apontadas várias irregularidades - o órgão oficial da Prefeitura veiculou o resultado de pesquisa realizada na primeira semana de junho, usando o número de registro de uma posterior, que, de acordo com o sistema de acompanhamento do Tribunal Superior Eleitoral, foi feita para apurar a preferência dos eleitores pelos candidatos a vereador e não pelos seis postulantes ao cargo de prefeito.

Chiquinho vai às ruas pelo poder indireto em Araruama

Inelegível, Chiquinho posiciona-se nas ruas como se fosse ele o candidato e não a esposa (Reprodução/Facebook) Inelegível e cheio de contas a acertar, ex-prefeito quer eleger a esposa

“Vota que ele volta”. É isto que os eleitores de Araruama estão ouvindo desde o dia 16 de agosto, quando a campanha eleitoral foi iniciada oficialmente. O slogan é uma indireta do ex-prefeito da cidade, Francisco Carlos Fernandes Ribeiro, ex-Chiquinho do Atacadão e agora Chiquinho da Educação que, inelegível, comanda a campanha de Lívia Soares Bello da Silva, a Lívia de Chiquinho, candidata a prefeita pelo PDT. Embora já tivesse em campanha velada há pelo menos quatro anos - tempo que gastou atacando os políticos da cidade que, ao contrário dele, estão em condições legais de disputar as eleições municipais e não precisaram lançar um substituto - Chiquinho começou a espalhar pelas ruas o que ele apresenta como o “renascer de Araruama”, esquecendo-se de que no município não há ninguém mais ultrapassado e desgastado pelo jeito de governar e de fazer política que ele.

Jogo sujo na Câmara de Casimiro de Abreu

Odino defende a mesma ideia de Pezão, que propôs lei para por a faca no pescoço de Antonio Marcos Presidente do Poder Legislativo defende aprovação de lei inconstitucional para deixar o próximo prefeito "amarrado" com os vereadores

“Nós somos fortes quando estamos juntos. Independente da luta do voto nós temos que fazer uma corrente e peitar Antonio Marcos antes das eleições. Se ele não quiser a gente não ajuda. Nós temos que estudar a possibilidade de deixar essa lei aprovada. Vamos arrumar um jeito de votar ela (...) com alguma modificação. Já vamos deixar o outro prefeito amarrado com a gente. Nós precisamos fazer isso”. Essas palavras são do presidente da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu, Odino Miranda. É o trecho de uma conversa gravada por um membro da Casa. Antonio Marcos é o prefeito da cidade e a lei que Odino pretende aprovar é um instrumento inconstitucional que os membros do Legislativo tiraram do bolso do colete no ano passado para pressionar Antonio Marcos a negociar com eles, mas foi rejeitada em plenário. Pelo que evidencia a fala de Odino, o alvo é o governante a ser eleito no dia 2 de outubro, seja ele que for e de que partido seja. “Deixar ele amarrado com a gente”, em outras palavras, significar dizer ter ele nas mãos e dele fazer o que bem entender.

Justiça barra Dr. Flávio em Paracambi

Desde 2008 que Flavio Ferreira (centro) vem tendo problemas para registrar candidatura (Foto:Reprodução/Facebook) Decisão foi tomada nesta quarta-feira pelo juízo da 70ª Zona Eleitoral

Acatando parecer do Ministério Público, a juíza Bruna Frank Tonial impugnou o registro de candidatura do médico Flávio Campos Ferreira, o Dr. Flávio, que desde 2008 vem tentando eleger-se prefeito no município de Paracambi, na Baixada Fluminense. Flávio teve um mandato relâmpago em 2005 (ficou apenas cinco meses no cargo), tendo sido cassado por compra de votos. A impugnação imposta na tarde de hoje pela Justiça foi por conta de sentença transitada em julgado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a mesma que anulou os votos a ele conferidos em 2010, quando disputou uma cadeira de deputado estadual.

Decreto de prisão pode desfalcar campanha em Magé

Pelo menos por enquanto Anderson Cozzolino, o Dinho, não está podendo ajudar na campanha (Foto: Extra/julho de 2011) Apoiadores de 2014 são réus em processos por fraude em licitação

Em 2014 o deputado estadual Renato Cozzolino Harb teve em sua estrutura familiar o maior apoio para conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Agora, quase dois anos após ele ter obtido 26.697 votos (21.345 deles em Magé) o time está desfalcado. É que a mãe do parlamentar, a ex-deputada Jane Cozzolino e o tio dele, o ex-presidente da Câmara de Vereadores e ex-prefeito interino, Anderson Cozzolino, o Dinho, tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça e a presença deles nas ruas não poderia atrapalhar bastante. A campanha de Renato já foi lançada oficialmente, mas só deverá ir para as ruas com maior volume na próxima quinta-feira, tendo à frente a ex-prefeita Núbia Cozzolino, o pai dele, Jamil Harb e o ex-vereador Valdeck Ferreira de Matos Silva. Na semana passada Jane foi favorecida por um habeas corpus - assim como o ex-prefeito Rozan Gomes e o ex-secretário o ex-secretário de Obras Jefferson de Oliveira -, mas não tem sido vista ao lado do candidato.

Pesquisa eleitoral é divulgada com outro nome em Silva Jardim

Estratégia seria para evitar ligação com assessor processado por fraude

     Foi divulgada neste sábado uma pesquisa de intenção de votos em Silva Jardim dando considerada margem de vantagem ao prefeito Anderson Alexandre, que disputa a reeleição pelo PMDB. Nada demais se o resultado da consulta - realizada pela a empresa RM Mariath Serviços de Propaganda e Marketing, de propriedade do ex-subsecretário de Comunicação Ricardo Machado Mariath - não tivesse sido publicado com outro nome, o que seria uma estratégia para não ligar a pesquisa a Ricardo, que perdeu o cargo na Prefeitura depois de denunciado pelo Ministério Público, acusado de fraude em processo licitatório realizado em 2013. De acordo com o edital da Justiça Eleitoral a pesquisa, registrada com o protocolo o registro RJ-07770/2016, foi contratada pela RM Mariath a si própria, mas na divulgação aparece como se realizada pela Virtu Consultoria, o que tira qualquer ligação com Mariath, para evitar que os números divulgados não fossem colocados sob suspeita. Mariath foi novamente nomeado em agosto do ano como assessor especial e exonerado recentemente para atuar na coordenação da campanha de Anderson Alexandre.