Depois de denúncias e atrasos nos prazos de entrega, IABAS pode ficar fora da administração dos hospitais de campanha

O hospital de campanha de Nova Iguaçu era para ter sido inaugurado na primeira semana de maio O hospital de campanha de Nova Iguaçu era para estar funcionando desde a primeira semana de maio. Não foi aberto até agora, o que poderá acontecer esta semana se o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS) não der mais nenhuma desculpa, a instituição foi contratada inicialmente para instalar sete unidades com 1.400 leitos por R$ 836 milhões, com duração de seis meses. O número de leitos caiu para 1.300 e o valor global foi reduzido para R$ 770 milhões. Ruim de cumprir prazo, o IABAS só entregou até agora o hospital do Maracanã e este deverá ser o único que ficará sob a administração do instituto.

Com 500 leitos – sendo 200 de UTI – o hospital de Nova Iguaçu teve três datas de inauguração anuncias pela Secretaria Estadual de Saúde. A última foi 29 de maio, mas o IABAS mais uma vez não correspondeu às expectativas. Ontem falava-se nesta segunda-feira, mas quem é que acredita agora?

Magé estende medidas de isolamento por mais 15 dias e 19 profissionais de Saúde voltam à linha de frente depois de vencerem a covid-19

Os profissionais do Serviço Móvel de Urgência sofrem os mesmos riscos dos médicos e enfermeiros  Décimo quarto município do estado do Rio de Janeiro em números de casos confirmados de covid-19 (655) sétimo em óbitos (89), segundo o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde, Magé, na Baixada Fluminense, decidiu manter as medidas restritivas de funcionamento de  comerciais e órgãos públicos municipais, e a suspensão das aulas da rede municipal de educação até 15 de junho de 2020, mas inseriu na atividades liberadas para funcionamento o setor de construção civil e as feiras livres. Na semana passada os servidores da Saúde receberam uma boa notícia: 19 profissionais do venceram a doença e estão recuperados do novo cornavírus.

Ao todo dois médicos, quatro enfermeiros, sete técnicos de enfermagem, cinco condutores de ambulância e uma auxiliar de serviços gerais acometidos da doença já estão de volta ao trabalho, ajudando a salvar vidas no atendimento móvel de urgência. "Passei uns dias muito cansada, comecei com uma tosse muito forte no trabalho, mas achei que fosse alergia. Com a garganta arranhando e uma tosse que não passava, fui à unidade 24h de Fragoso, e a médica pediu para que eu colhesse o swab e realizasse o raio-x. Me afastei 14 dias do trabalho e fiz o isolamento. Meus sintomas foram diminuindo, e eu tendo mais coragem para enfrentar esse vírus. Pois antes eu estava desacreditada, o que é muito triste. Me recuperei e vi muitos amigos meus se recuperaram também. Retornei ao trabalho com 14 dias. Temos que ter consciência de que o vírus só vai ser combatido com prevenção, higienização e obediência", conta técnica de enfermagem Liliane Sanches.

Escândalo no ‘governo da moralidade’: Saúde do Rio comprou respiradores com sobrepreço de R$ 123,5 milhões, aponta auditoria

A gestão de Witzel foi abalada pelas irregularidades na pasta então comandada por Edmar Santos, exonerado e depois nomeado em outra função, o que para alguns seria "um jeitinho para garantir foro privilegiado" Superfaturamento, favorecimento a empresas na hora de escolher os fornecedores e fraude na dispensa de licitação. É o que o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro encontrou ao analisar os processos de compra de mil respiradores por dispensa de licitação feita pela Secretaria Estadual de Saúde em nome do enfrentamento da covid-19. As irregularidades constam de relatório de um auditoria do TCE (confira aqui), documento que destaca sobrepreço de R$ 123.588.000 e aponta o ex-secretário de Saúde Edmar Alves dos Santos e o ex-subsecretário Gabriell Carvalho Neves Franco, como "principais responsáveis" por elas.

Eleito com discurso de moralidade, o ex-juiz Wilson Witzel assumiu o governo do estado prometendo arrumar a casa e varrer a corrupção, mas há dez dias a Polícia Federal fez uma operação para prender um dos maiores credores do estado, o empresário Mario Peixoto, que, segundo as investigações, comandava um esquema que estaria operando ainda nos dias de hoje. Isto ocorreu uma semana depois das prisões de membros do atual governo, apontados como responsáveis pela contratação das obras de implantação de hospitais de campanha e compra de equipamentos para eles. Para algumas lideranças políticas, os últimos acontecimentos mostram que “caiu a máscara do governo da moralidade”.

Deputado estadual Gil Vianna morre de covid-19 no Rio de Janeiro

Parlamentar, do PSL, faleceu após ter piora e sofrer parada cardíaca; ele estava internado há mais de uma semana

Viana cumpriu dois mandatos de vereador em Campos O deputado estadual do Rio de Janeiro Gil Vianna (PSL) morreu vítima do novo coronavírus na noite de terça-feira, 19. O parlamentar, de 54 anos, estava internado há oito dias no Hospital Unimed, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A informação foi confirmada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Vianna começou a ter os primeiros sintomas da doença no início deste mês. Inicialmente, ele foi internado em um leito comum, mas teve uma piora e precisou ir para a UTI (unidade de terapia intensiva).

MPF move ação por abertura do hospital de campanha em Friburgo

Previsto para final de abril, expectativa era que 100 leitos fossem disponibilizados para pacientes com covid-19, sendo 40 UTIs

A unidade deveria ter começado a funcionar em abril O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, para que o estado do Rio de Janeiro e o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) implementem, disponibilizem e ponham em funcionamento todos os leitos de hospital de campanha previstos no plano estadual de resposta à covid-19 no estado do Rio de Janeiro (40 leitos de UTI e 60 de enfermaria) para Nova Friburgo e região, no prazo de 5 dias, sob pena de responsabilidade pessoal e crime de desobediência.

Prisão de Mario Peixoto derruba mais um: secretário de Saúde do Rio é exonerado e outras demissões podem estar a caminho do diário oficial

● Elizeu Pires

Alegando desgaste com as denúncias de irregularidades e corrupção nas compras emergenciais e contratação de serviços através de sua pasta, Edmar Santos (foto), vinha dizendo que deixaria o cargo nos próximos dias "por vontade própria", mas a saída foi rápida e não a pedido. O secretário estadual de Saúde foi exonerado neste domingo (17) pelo governador Wilson Witzel, ele próprio em situação delicada, "na gangorra", como diriam os mais antigos.

Saúde de Rio das Ostras compra, sem licitação, R$ 1,8 milhão em insumos da empresa do escândalo dos respiradores de Santa Catarina

Pelo que está no papel, apontam as investigações das autoridades de Santa Catarina, é neste imóvel que estaria sediada a Veigamed Moradores da Rua Antonio Felix, no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, afirmam nunca terem ouvido falar na existência de uma empresa do ramo de remédios e equipamentos médicos por lá, mas é por lá mesmo, mais precisamente no número 679 que, pelo menos no papel, está sediada a Veigamed Material Médico e Hospitalar, da qual a Prefeitura de Rio das Ostras optou por comprar, sem licitação, R$ 1.842.331,80 em "insumos hospitalares".

O ato de dispensa de licitação – que não revela o que está sendo adquirido – surge no momento em que a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, por irregularidades da compra emergencial de 200 respiradores, pelos quais recebeu antecipadamente R$ 33 milhões, mas só entregou 50 até agora. Mesmo assim os equipamentos que foram importados da China tiveram sequestro determinado pelo juízo da 1° Vara da Fazenda Pública de Florianópolis, a pedido da Procuradoria Geral do Estado por conta de evidências de que os respiradores não correspondem ao modelo e preço acordados pela Secretaria Estadual de Saúde.

MPF denuncia 17 suspeitos por fraudes na área da saúde e apreende R$ 1,5 milhão na casa do presidente da OS Data Rio

Na Operação Favorito, desencadeada nesta quinta-feira, a Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 2 milhões com os envolvidos num esquema de fraudes em contratos de prestação de serviço para Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) celebrado entre o estado e Organizações Sociais (OSs) de saúde. Só com o empresário Luiz Roberto Martins, presidente do Conselho de Administração do Instituto Data Rio (IDR), foram encontrados R$ 1,5 milhão em espécie. O dinheiro estava escondido na casa dele, em Valença, sul do estado. Em entrevista coletiva, realizada na tarde desta quinta-feira, o Ministério Público do Rio (MPRJ) apontou Martins como o chefe da organização criminosa acusada de desvio de dinheiro público.

O Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ), numa força-tarefa com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal, cumpriram cinco mandados de prisão e 25 de busca e apreensão contra a quadrilha suspeita de crime de peculato ao desviar R$ 3,95 milhões em recursos públicos da saúde. Segundo a promotoria, os acusados devem responder também por formação de quadrilha. O promotor Eduardo Santos de Carvalho explicou que ainda não há provas contra a administração da secretaria estadual de Saúde, mas as investigações irão prosseguir no âmbito criminal.

Com menos casos de covid-19 confirmados, Mesquita registra índice de letalidade maior que o verificado em Belford Roxo

Em Belford Roxo cada paciente que recebe alta sai aplaudido pelos médicos e pessoal de apoio Com cerca de 520 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE, o município de Belford Roxo tinha, até ontem (6) 200 casos confirmados de covid-19, com 17 óbitos, segundo revelam dados da Secretaria Estadual de Saúde, uma realidade bem diferente da verificada em Mesquita, que tem pouco mais de 170 mil moradores e registrava – também até ontem –, de acordo com os números da Secretaria Municipal de Saúde, 23 mortes, com 172 casos, uma letalidade de 13,37%, contra os 8,5% da cidade maior.

A diferença a maior para um universo menor de moradores e de pessoas contaminadas, aponta quem entende do assunto, está no socorro mais rápido prestado pelo Hospital Municipal de Belford Roxo, que atende atualmente cerca de 1.200 pessoas, 30% delas residentes em outros municípios, sendo 10% de Mesquita, segundo o último levantamento feito pela gestão do HMBR.

Médico de 75 anos se recupera de covid-19 no Centro de Tratamento de Magé: a unidade funciona em Santo Aleixo

Robson Macedo é profissional da rede de saúde de Magé e contraiu a doença trabalhando O médico Robson Macedo, de 75 anos de idade,  é um acometidos contaminados pelo coronavírus que receberam alta. Ele deixou o Centro de Tratamento de Covid-19 instalado pela Secretaria de Saúde de Magé na localidade de Santo Aleixo. Ginecologista e obstetra da rede municipal de Saúde de Magé, ele deixou a unidade sob aplausos depois de vencer a doença, que já matou seis pessoas no município, que registra ao todo 120 casos confirmados.

Ao todo a o sistema de Saúde de Magé já deu alta a 29 pacientes que entraram no estágio mais grave da doença, nove deles tratado no Centro de Tratamento de Covid-19, de onde, no último sábado, saiu a dona de casa Aureny Vieira, de 66 anos, que teve alta após uma semana de internação.