Meriti: ponto biométrico ajuda melhorar salários na Saúde

O sistema é a prova de fraudes com impressões digitais feitas de silicone, muito comuns em algumas unidades públicas de vários municípios Brasil afora O sistema de controle desagrada a alguns servidores, mas é eficiente e favorável ao contribuinte que é quem paga o salário do funcionário público 

Os médicos plantonistas que atuam na rede municipal de Saúde tiveram aumento salarial de cerca de 35% e isso, quem diria, tornou-se possível graças a uma ferramenta de controle de freqüência condenado pelos sindicatos e entidades de classe que congregam servidores públicos de várias áreas: o ponto biométrico, implantado há 11 meses. Se reprovado por parte dos servidores, o novo sistema - que é a prova de fraudes com moldes de impressões digitais feitas de silicone, impedindo que um servidor bata o ponto de outro -, é um grande aliado do contribuinte e tem ajudado no controle dos gastos, reduzindo as despesas do setor em 40%, o que possibilitou o aumento de salário dos funcionários da rede municipal de Saúde.

Gravação teria sido encomendada em Casimiro de Abreu

Alessandro Pezão pode cair da presidência a qualquer momento Ex-servidor diz que acusou vereador a mando do presidente da Câmara

O mar de lama em que a Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu foi transformada a partir do surgimento de denúncias de prática de corrupção contra o presidente da Casa, Alessandro Macabu de Araújo, o Pezão (PSC), continua exalando cada vez mais podridão. Dessa vez um ex-assessor que havia feito declarações contra o vereador Luiz Ribeiro da Silva Junior, o Juninho, gravou um novo depoimento afirmando que só fez as acusações porque fora procurado por Pezão e pressionado a gravar o vídeo.

Servidores revelam pressões para desmentir denúncias de corrupção em Casimiro de Abreu: funcionária diz que negociou “recuada”

Bruno, revela uma servidora, a teria ameaçado com uma comissão de inquérito administrativo que concluiria por sua demissão Acusado de improbidade administrativa e beneficiado com a rejeição da denúncia formulada contra si por seus pares, o vereador Bruno Miranda agora estaria retribuindo o favor saindo em defesa do presidente da Câmara Municipal de Casimiro de Abreu, Alessandro Macabu de Araújo, o Pezão. De acordo com novas gravações que surgiram na semana passada e deverão ser encaminhadas ao Ministério Público nos próximos dias, Bruno teria pressionado os servidores que entregaram uma carta lida em plenário no dia 11 de maio com denúncias contra Pezão, para esses redigirem um novo documento, retirando as denúncias.

Em uma das gravações a servidora Elsy Myrian Pantoja revela que Bruno a procurou e teria afirmado que se ela não fizesse uma nova declaração desmentindo a anterior (também gravada), na qual denuncia que devolvia parte do que recebia como ocupante de uma função gratificada, seria instalada um inquérito administrativo e ela seria exonerada, uma vez que é funcionária efetiva do Poder Legislativo. "O Bruno disse ou você grava um vídeo 'desdizendo' aquele negócio da devolução de dinheiro ou a gente abre uma comissão administrativa e você será exonerada", afirma Elsy.

Sabino usa Câmara para mudar regras com “jogo” em andamento

Sabino tem mandado e Alzenir obedecido Decisão judicial cita duas leis encomendadas pelo prefeito de Rio das Ostras: uma para salvar seu chefe de gabinete e outra para legalizar calote

A obediência cega da Câmara de Vereadores de Rio das Ostras ao prefeito Alcebíades Sabino dos Santos, tão criticada por moradores e lideranças locais, já foi percebida até pelo Poder Judiciário. Essa percepção está explicitada na sentença na qual, no último dia 22, o prefeito e o seu chefe de gabinete, Aldem Vieira de Souza, foram condenados a ressarcirem os cofres públicos por pagamento de salários indevidos a Aldem. Na decisão judicial foi feita menção a uma lei aprovada às pressas para salvar a pele do chefe de gabinete e uma para respaldar o não pagamento de faturas cobradas pela empresa encarregada do sistema de saneamento da cidade. No caso do chefe de gabinete em sua defesa ele alegou que a ação movida para que os valores recebidos ilegalmente fossem devolvidos perdera o sentido, por conta da tal lei, que só foi votada depois que o recebimento ilegal já havia sido denunciado à Justiça.

Sabino e chefe de gabinete condenados a devolver dinheiro

Sabino e Aldem terão de coçar os bolsos Decisão foi tomada ontem pelo juízo da 1ª Vara de Rio das Ostras

O juiz Rodrigo Leal Manhães de Sá, da 1ª Vara de Rio das Ostras condenou ontem o prefeito Alcebíades Sabino dos Santos (PSC) e seu chefe de gabinete, Aldem Vieira de Souza, a devolver, juntos, tudo o que foi pago indevidamente a Vieira de salário pelo exercício do cargo. O magistrado julgou procedente o Processo 0005861-64.2014.8.19.0068 referente a ação popular movida por Júlio Cesar Leitão, para que os cofres da municipalidade pudessem ser ressarcidos. O juiz já havia proferido, em novembro do ano passado, uma decisão liminar para que a Prefeitura deixasse de pagar o salário do chefe de gabinete, que, nos últimos dois anos, vinha recebendo dois salários, um como servidor do Tribunal de Justiça e outro pelo cargo de confiança no governo municipal.

Servidor do estado tem piso salarial reajustado em 14,6%

     Os servidores estaduais que ganham o piso salarial fixado antes em R$ 831,82, receberão este, R$ 1.318,42. O valor é referente às parcelas do aumento de janeiro, fevereiro e março, no valor total de R$ 364,95, mais o novo piso, que a partir de agora é de R$ 953,47. O aumento de 14,6% foi estabelecido pela Lei 6.983, sancionada no início do mês pelo governador Luiz Fernando Pezão. Entre servidores ativos e pensionistas cerca de 27 mil serão beneficiados. Receberão com o aumento 14.526 servidores ativos, 1.541 inativos e 10.663 pensionistas. O pagamento aos pensionistas começa a ser feito no dia 24 e vai até ao dia 30, enquanto os servidores ativos receberão nos dias 4 e 5 de maio.

Segredos da previdência própria de Rio Bonito levam servidores municipais a temerem pelo futuro

Solange tem o controle do instituto De caixa vazio e mal administrado, segundo afirmam seus segurados, o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Rio Bonito (Iprevirb), não é garantia de nada para os aposentados e pensionistas que dependem do órgão para receberem seus proventos. Pelo menos essa é a opinião de alguns servidores e, de acordo com eles, ninguém sabe a quantas andam as finanças do instituto e qual o tamanho dá dívida da Prefeitura com órgão. Estimativas feitas em janeiro de 2013 apontavam um rombo de R$ 6 milhões desde um parcelamento feito na gestão do prefeito Luiz Alves Antunes, mas como o compromisso não foi honrado e a prefeita Solange de Almeida não tem feito os repasses regulares da contribuição patronal, os servidores ativos não sabem como será o amanhã e os inativos ficam na dependência da Prefeitura para terem no fim de cada mês o que lhes é de direito.

"A falta de transparência dificulta muito as coisas. Não sabemos a realidade financeira do nosso órgão previdenciário, porque nada é feito de forma clara", diz um servidor da Secretaria de Fazenda quem em 2017 já terá tempo de contribuição suficiente para se aposentar e teme pelo futuro. Para ele, a contabilidade do Iprevirb deveria passar por uma auditoria independente.

Só parte dos servidores receberam hoje em Meriti

     Apenas os funcionários com renda até R$ 2 mil receberam hoje a primeira parcela do salário de setembro, que foi paga junto com o décimo terceiro salário. Os demais servidores ainda não sabem quando receberão, mas existe a possibilidade de o depósito ser feito na próxima terça-feira, o que não confirmado pela Secretaria de Administração, que também não informou ao funcionalismo quando começará a liberar um terço das férias, o que não foi pago a nenhum servidor no ano passado.

 

Toma jeito, prefeito!

Sandro parece perdido diante dos problemas O que está acontecendo em São João de Meriti é muito mais que uma crise financeira causada pela queda na receita, pois todos os municípios fluminenses sofreram perdas variando entre 17% e 20%, mas o único dos 92 no buraco é Meriti, que se perdeu em algumas áreas, ganhou muito nos setores de Saúde Educação, cujos repasses federais cresceram bastante de 2009 para cá. É um problema de gestão e de falta de jeito para administrar. Sandro Matos não tem o menor cacoete de prefeito: chegou ao poder tão empolgado que passou a disputar com Lindberg Farias (prefeito de Nova Iguaçu de 1º de janeiro de 2005 a 31 de março de 2010), o título de prefeito mais bonito da Baixada Fluminense. Agora, seis anos e 15 dias depois da posse de Sandro para seu primeiro mandato, ficou claro que Matos é tão feio quanto Farias, pois Lindberg faliu o município de Nova Iguaçu e várias empresas, deixando um rombo de mais de R$ 1 bilhão. Sandro está seguindo o mesmo exemplo: jogou Meriti literalmente no buraco e, pelo andar da carruagem, ao fim de sua desastrosa gestão, não será surpresa se ele imitar Lindberg também no volume da dívida.

As contas pessoais do prefeito com certeza estão em dia. Não lhe está faltando nada nem aos seus, mas a mesa do servidor está praticamente fazia. Tem aposentado que parou de tomar remédio de uso continuo porque não tem dinheiro para comprá-lo e não pode contar com a Secretaria de Saúde, pois lá está faltando até um simples analgésico. Que estímulo tem para trabalhar aquele servidor que está sem salário, que não tem nem o da passagem? Responde ai, prefeito! Se vossa excelência - que anda em carro de luxo e cercado de seguranças para lhe carregarem no colo se for preciso - tem faltado bastante ao trabalho ultimamente, por que um guarda municipal que não recebe seu parco dinheiro, mora longe e depende de ônibus para chegar ao local de trabalho não pode faltar alguns dias? Que moral o senhor tem para punir esses agentes, excelência?

Baixada tem bom e péssimo exemplos de gestão

Sandro fecha 2014 com pendências, enquanto Timor encerra o exercício com compromissos quitados e aumento programado para janeiro São João de Meriti faz feio e Japeri fecha o ano com contas pagas e servidores satisfeitos

O ano que está terminando definitivamente foi péssimo para São João de Meriti, principalmente para os servidores municipais, que amargam atrasos de até três meses nos salários, ficaram sem o décimo terceiro e viram as contas, aluguéis e até pensões alimentícias se acumularem sem ter como saldar esses compromissos. Essa situação, segundo o prefeito Sandro Matos, ocorre porque houve queda de receita, o que os números do governo federal desmentem. Para quem conhece o problema mais de perto e a realidade financeiro-contábil da Prefeitura, o problema é de gestão e não de falta de dinheiro. Não muito distante de Meriti, com um universo populacional cinco vezes menor e arrecadando dez vezes menos que a cidade governada por Sandro, está Japeri, município mais pobre da Baixada Fluminense, que fecha o ano dando um bom exemplo de administração e sem nenhuma conta em atraso.