Mais humilhação em Resende

Os elevadores para cadeirantes instalados nos ônibus da São Miguel estão sempre enguiçados. Os transtornos causados são muitos, coisa que a fiscalização míope da Prefeitura não vê São Miguel volta a constranger cadeirante em Resende.  Moradores suspeitam que blitz da Prefeitura é só um jogo de cena do poder concedente

O dia das mães terminou em frustração para uma cadeirante de Resende, no Sul Fluminense, que pretendia utilizar o transporte público como parte de um passeio de domingo. Após tentar embarcar sem sucesso em quatro veículos da São Miguel, cujos elevadores de acesso não funcionam, a moradora acabou desistindo e retornando para casa. O episódio voltou a causar revolta na população, já que a concessionária insiste em violar o direito de ir e vir dos cadeirantes e o poder público municipal teima em fazer vista grossa para o caos que se transformou o transporte público coletivo.  O problema atinge em cheio o prefeito Diogo Balieiro Diniz, eleito no ano passado com a promessa de que reduziria para R$ 2,40 o valor da tarifa e abriria um processo licitatório para a implantação de uma empresa concorrente, já que a São Miguel detém há 17 anos o monopólio do transporte coletivo e presta um péssimo serviço à população.

Dono de empresa de ônibus compara cobrador a máquina de escrever

Na visão do diretor da São Miguel – que tem o monopólio do transporte de passageiros em Resende e presta um péssimo serviço –, esse profissional é obsoleto. A população desconfia que o prefeito estaria fazendo jogo de cena para renovar o contrato com a frota de sucatas por mais 20 anos

Ao que tudo indica os moradores de Resende correm o risco de esperar até 2040 para “deletar” da cidade a empresa de ônibus São Miguel que parece ter fornecido a “senha do seu wi-fi” para o prefeito Diogo Balieiro Diniz. Esta semana o sócio-diretor da São Miguel, João Duarte (foto), esteve em uma audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores para discutir o caos que se instaurou no sistema municipal de transporte público, ocasião em que chamou os cobradores de obsoletos ao compará-los às maquinas de datilografia. O mandachuva da empresa que há 17 anos faz o que bem entende com a paciência dos milhares de passageiros, que utilizam as latas velhas de sua empresa, ficou mudo ao ser questionado sobre a obscuridade dos balanços patrimoniais da empresa, que legalmente deveriam ser entregues ao Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (Comutran).  Mas o sócio-diretor rasgou o verbo ao dizer que a São Miguel não colocará ônibus com ar condicionado sem aumentar ainda mais o valor da tarifa.

Resende divide em suaves prestações a conta das humilhações

Por causa da fiscalização míope da Prefeitura, a concessionária do transporte público expõe os usuários a humilhações e sacrifícios. Sem poder usar elevador para cadeirantes a senhora das imagens não teve outra saída senão carregar no colo Governo finge que arrocha e empresa de ônibus finge que respeita as regras

Um vídeo exibindo uma mulher carregando uma cadeirante nos braços durante o desembarque de um ônibus causou revolta na população de Resende, no Sul Fluminense, esta semana e apertou ainda mais a “saia justa” do prefeito Diogo Balieiro Diniz (foto), eleito em 2016 com a promessa de peitar a São Miguel, empresa que há 17 anos detém o monopólio do transporte público de passageiros e que nos últimos tempos parece ter se especializado em humilhar os moradores, expostos à própria sorte diariamente no interior das latas velhas ambulantes da companhia.

Fiscalização “míope” não vê aberrações em Resende

Usuários reclamam que além dos veículos com bancos e parachoques soltos, tem os pneus que estão sempre dando susto e deixando os passageiros a pé (Foto:PMR/Luiz Ferrão) Agentes da Superintendência Municipal de Transportes Públicos não vêem, por exemplo, os pneus velhos das sucatas ambulantes da empresa São Miguel

Na última quinta-feira (25), fiscais da Superintendência Municipal de Transportes Públicos foram até a garagem da empresa de ônibus São Miguel - que há 17 anos detém o monopólio das linhas municipais de Resende - conferir se a companhia tinha cumprido as exigências feitas em notificações lavradas 12 dias antes, quando foi alertada sobre falhas no funcionamento de plataformas de acesso a cadeirantes, bancos e parachoques soltos, além da má conservação da lataria. Os fiscais constataram que só uma exigência, a das plataformas, tinha sido cumprida e então decidiram ampliar o prazo, dando mais cinco dias para a concessionária atender as recomendações. Entretanto, para os usuários, a fiscalização do poder concedente e nada são as mesmas coisas, pois a empresa finge que atende, administração municipal deixa a coisa correr solta e o resultado é visto nas ruas: ônibus caindo aos pedaços, com pneus velhos estourando e dando susto nos passageiros, a ponto de provocar acidentes.

O que já era ruim ficou ainda o pior em Resende

A linha que sai de Engenheiro Passos para Resende deixou os moradores esperando por quase duas horas por falta de combustível. Passageiros de outros bairros relatam que os ônibus "sumiram" em alguns horários, depois de uma redução de R$ 0.20 na tarifa Empresa que detém monopólio do transporte de passageiros maltrata os usuários no dia a dia e o poder concedente – a administração municipal – não faz o dever de casa

Dona das linhas municipais de ônibus há 17 anos, a empresa São Miguel está abusando da paciência da população e a Prefeitura não está nem aí para as reclamações. O poder concedente não fiscaliza a concessão e ao que tudo indica, está longe do fim o martírio dos moradores, que vem pagando caro por um serviço classificado como péssimo e que deveria ser tarifado, na avaliação do próprio prefeito, em no máximo R$ 2,40, mas custa R$ 1,20 a mais, isso porque na semana passada - depois de uma manifestação da comunidade do bairro Fazenda da Barra III - Diogo Balieiro resolveu tirar R$ 0,20 da passagem. Para se ter ideia da capacidade de atendimento da empresa que faz o que bem entende em Resende, até combustível ela tem deixado faltar nos poucos e velhos ônibus colocados à disposição.

Fim das praças de pedágio em Magé seria “papo furado” da ANTT

O que pode acontecer é a desativação das bases secundárias e a distribuição dos postos ao longo de 145 quilômetros, o que resultaria na redução do valor da tarifa na praça principal, em Bongaba

Não existe nenhuma possibilidade concreta de remoção da base principal de cobrança de pedágio, a Praça Engenheiro Pierre Berman (foto), localizada em Bongaba, na altura de Piabetá. A informação de assessores técnicos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), colide de frente com a declaração do diretor geral do órgão regulador do setor, Jorge Bastos, de que a partir de 2020, com nova licitação para a privatização do trecho da BR-116 que vai de Saracuruna a Além Paraíba, as praças de pedágio instaladas no município de Magé poderiam ser desativadas. Segundo eles, o máximo que poderá vir acontecer seria a distribuição dos pontos de cobrança ao longo de todo os 142,5 quilômetros, o que contribuiria para a redução da tarifa praticada na base principal e a desativação dos postos de Santa Guilhermina e Santo Aleixo, todas em território mageense.

Depois dos protestos Resende tira 20 centavos da tarifa de ônibus

O prefeito Diogo Balieiro só se mexeu depois dos protestos de domingo, mas esqueceu que durante a campanha eleitoral achava que a tarifa a R$ 2,40 estava de bom tamanho Só que o  prefeito - que prometera rever o aumento que elevou a passagem de R$ 3,40 para R$ 3,80 - optou pelo meio termo e ignorou os R$ 2,40 que pregava como justos durante campanha eleitoral

Saúde de Silva Jardim não depende dos royalties do petróleo

Prefeito alega que queda no repasse pode provocar falta de remédio, mas os recursos para o setor nada tem a ver com as transferências feitas pela Petrobras

De janeiro de 2013 a 31 de dezembro do ano passado o setor de saúde de Silva Jardim teve o seu melhor período em termos de recursos financeiros, mas nem por isto os serviços prestados pela Secretaria Municipal de Saúde durante os quatro anos da gestão do prefeito Anderson Alexandre (foto), segundo usuários da rede, superam em qualidade as ações do governo anterior. De acordo com os registros do governo federal, entre os repasses feitos através do Fundo Nacional de Saúde e os recursos de outras rubricas do governo federal, o município recebeu R$ 40.249.619,30 e 2016 foi o ano de maior fartura, com créditos de R$ 13.456.200,74, sendo R$ 10.060.450,69 garantidos pelo FNS. Ainda sim, mesmo com compras milionárias de remédios, faltaram vários itens de medicamentos na rede da Prefeitura. Agora, com uma perda considerável nos royalties do petróleo, o prefeito fez um pronunciamento para dizer que a Petrobras repassou 81% menos em janeiro e que por conta disto podem faltar remédios e insumos, o que não retrata a realidade, pois os recursos destinados à saúde são específicos e são repassados em separado.

Odebrecht promete investir R$ 723 milhões em Macaé

E a contrapartida está na cobrança de tarifa aos usuários durante 35 anos

Responsável pela implantação e operação do sistema de coleta e tratamento de esgoto em Macaé, no Norte Fluminense, a empresa Odebrecht Ambiental informou agora a pouco ao elizeupires.com, que o contrato de Parceria Público-Privada (PPP), assinado em novembro de 2012 com a Prefeitura daquele município tem prazo de 35 anos e “é uma modalidade de concessão, resguardada por ampla legislação, na qual o poder concedendo transfere para a iniciativa privada a execução de serviços públicos”. Pelo contrato, pontua, ficou responsável também pela gestão comercial dos serviços de água, com a leitura de hidrômetros, emissão de contas, ações de combate às ligações clandestinas e trocas de hidrômetros, sendo regulada, agora pela Secretaria Municipal Adjunta de Saneamento, órgão que substitui a Empresa Pública de Saneamento (Esane).

Revogação de mentirinha em Araruama

Prefeita desautoriza reajuste de tarifa, mas empresa de ônibus ignora a medida

Usuários das linhas municipais de ônibus de Araruama, cidade da Região dos Lagos fluminense, reclamam que a tarifa que está sendo cobrada pela empresa Montes Brancos é a autorizada pelo ex-prefeito Miguel Jeovani, que no dia 30 de dezembro emitiu decreto estipulando o valor de R$ 4,10 para passagem. As reclamações se devem ao fato de a prefeita Lívia Soares Bello da Silva, a Lívia de Chiquinho (PDT), ter divulgado a revogação do decreto de Miguel, que determinou a entrada em vigor da nova tarifa no dia 1 de janeiro. Entretanto, o ato de revogação ainda não foi disponibilizado pelo governo em seu site oficial, embora a página da Prefeitura na internet tivesse sido usada pela prefeita para divulgar que o aumento da passagem não mais ocorreria.