Desconto “merreca” vira peça publicitária em Resende

Prefeito havia prometido cortar R$ 1,20 na passagem de ônibus. Tira só 20 centavos e ainda faz obra-oba em vídeo veiculado nas redes sociais

Ainda que ajude na conta do cafezinho ou faça a alegria do pedinte do sinal de trânsito, R$ 0,20 é um valor irrisório. A "merreca", no entanto, se transformou em mote para propaganda pessoal do prefeito de Resende. Diogo Balieiro Diniz (foto) resolveu concentrar a publicidade de seu governo para divulgar uma decisão judicial que manteve os efeitos de um decreto assinado por ele em abril deste ano, reduzindo em R$ 0,20 o valor da tarifa de ônibus na cidade, cujo valor atual é de R$ 3,60. Mas para a população, a conta não é bem esta, já que Balieiro passou toda a campanha eleitoral prometendo reduzir para R$ 2,40 o preço da passagem além de abrir concorrência para quebrar o monopólio da empresa São Miguel, concessionária que há 17 anos mantém o monopólio do transporte coletivo dentro ma cidade do Sul Fluminense e presta um péssimo serviço à população.

Araruama vai ter de licitar linhas de ônibus em 120 dias

Concorrência vencida pela atual concessionária foi anulada por decisão da Justiça

O juízo da 1ª Vara Civil de Araruama anulou o processo licitatório aberto pela Prefeitura em 2013 para a concessão das linhas municipais de ônibus, vencida pela empresa Montes Brancos, que há mais de 10 anos vinha explorando o serviço sem licitação, até disputar sozinha o certame realizado na gestão do prefeito Miguel Geovani, a partir de um edital que teve várias irregularidades apontadas na ação judicial. Pela decisão tomada pela juíza Alessandra de Souza Araújo o município tem 120 dias de prazo para abrir uma nova concorrência e nada impede a participação da atual concessionária. A magistrada determinou ainda que a viação reduza imediatamente o valor da tarifa praticada para R$ 2,80, corte decretado no início do ano pela atual administração, mas ignorado pela Montes Brancos, que continuou cobrando o preço de R$ 4,10.

Decreto ‘cala a boca’ facilita monopólio da São Miguel em Resende

O prefeito faz “média” com os moradores e empresa de ônibus continua com a sua frota de sucatas nas ruas, maltratando os usuários das linhas municipais

Um decreto assinado pelo prefeito Diogo Balieiro Diniz (foto) está causando desconfiança nos moradores de Resende. O documento que amplia os itens de fiscalização do serviço de transporte coletivo de passageiros, para muitos é mais uma peça de marketing pessoal de Balieiro. Além disso, o decreto frustrou a população que esperava ouvir o anúncio de um processo licitatório para implantação de mais uma empresa de ônibus na cidade, medida prometida pelo prefeito durante a campanha de 2016, como forma de estimular a concorrência e melhorar a qualidade do serviço, monopolizado há 17 anos pela São Miguel, empresa que presta um péssimo serviço à população. Como o decreto não tem o poder legal de substituir a lei municipal que atualmente trata deste assunto, a canetada de Diogo está sendo vista como mais uma tentativa de fazer média com a população. 

Mais humilhação em Resende

Os elevadores para cadeirantes instalados nos ônibus da São Miguel estão sempre enguiçados. Os transtornos causados são muitos, coisa que a fiscalização míope da Prefeitura não vê São Miguel volta a constranger cadeirante em Resende.  Moradores suspeitam que blitz da Prefeitura é só um jogo de cena do poder concedente

O dia das mães terminou em frustração para uma cadeirante de Resende, no Sul Fluminense, que pretendia utilizar o transporte público como parte de um passeio de domingo. Após tentar embarcar sem sucesso em quatro veículos da São Miguel, cujos elevadores de acesso não funcionam, a moradora acabou desistindo e retornando para casa. O episódio voltou a causar revolta na população, já que a concessionária insiste em violar o direito de ir e vir dos cadeirantes e o poder público municipal teima em fazer vista grossa para o caos que se transformou o transporte público coletivo.  O problema atinge em cheio o prefeito Diogo Balieiro Diniz, eleito no ano passado com a promessa de que reduziria para R$ 2,40 o valor da tarifa e abriria um processo licitatório para a implantação de uma empresa concorrente, já que a São Miguel detém há 17 anos o monopólio do transporte coletivo e presta um péssimo serviço à população.

Dono de empresa de ônibus compara cobrador a máquina de escrever

Na visão do diretor da São Miguel – que tem o monopólio do transporte de passageiros em Resende e presta um péssimo serviço –, esse profissional é obsoleto. A população desconfia que o prefeito estaria fazendo jogo de cena para renovar o contrato com a frota de sucatas por mais 20 anos

Ao que tudo indica os moradores de Resende correm o risco de esperar até 2040 para “deletar” da cidade a empresa de ônibus São Miguel que parece ter fornecido a “senha do seu wi-fi” para o prefeito Diogo Balieiro Diniz. Esta semana o sócio-diretor da São Miguel, João Duarte (foto), esteve em uma audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores para discutir o caos que se instaurou no sistema municipal de transporte público, ocasião em que chamou os cobradores de obsoletos ao compará-los às maquinas de datilografia. O mandachuva da empresa que há 17 anos faz o que bem entende com a paciência dos milhares de passageiros, que utilizam as latas velhas de sua empresa, ficou mudo ao ser questionado sobre a obscuridade dos balanços patrimoniais da empresa, que legalmente deveriam ser entregues ao Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (Comutran).  Mas o sócio-diretor rasgou o verbo ao dizer que a São Miguel não colocará ônibus com ar condicionado sem aumentar ainda mais o valor da tarifa.

Resende divide em suaves prestações a conta das humilhações

Por causa da fiscalização míope da Prefeitura, a concessionária do transporte público expõe os usuários a humilhações e sacrifícios. Sem poder usar elevador para cadeirantes a senhora das imagens não teve outra saída senão carregar no colo Governo finge que arrocha e empresa de ônibus finge que respeita as regras

Um vídeo exibindo uma mulher carregando uma cadeirante nos braços durante o desembarque de um ônibus causou revolta na população de Resende, no Sul Fluminense, esta semana e apertou ainda mais a “saia justa” do prefeito Diogo Balieiro Diniz (foto), eleito em 2016 com a promessa de peitar a São Miguel, empresa que há 17 anos detém o monopólio do transporte público de passageiros e que nos últimos tempos parece ter se especializado em humilhar os moradores, expostos à própria sorte diariamente no interior das latas velhas ambulantes da companhia.

Fiscalização “míope” não vê aberrações em Resende

Usuários reclamam que além dos veículos com bancos e parachoques soltos, tem os pneus que estão sempre dando susto e deixando os passageiros a pé (Foto:PMR/Luiz Ferrão) Agentes da Superintendência Municipal de Transportes Públicos não vêem, por exemplo, os pneus velhos das sucatas ambulantes da empresa São Miguel

Na última quinta-feira (25), fiscais da Superintendência Municipal de Transportes Públicos foram até a garagem da empresa de ônibus São Miguel - que há 17 anos detém o monopólio das linhas municipais de Resende - conferir se a companhia tinha cumprido as exigências feitas em notificações lavradas 12 dias antes, quando foi alertada sobre falhas no funcionamento de plataformas de acesso a cadeirantes, bancos e parachoques soltos, além da má conservação da lataria. Os fiscais constataram que só uma exigência, a das plataformas, tinha sido cumprida e então decidiram ampliar o prazo, dando mais cinco dias para a concessionária atender as recomendações. Entretanto, para os usuários, a fiscalização do poder concedente e nada são as mesmas coisas, pois a empresa finge que atende, administração municipal deixa a coisa correr solta e o resultado é visto nas ruas: ônibus caindo aos pedaços, com pneus velhos estourando e dando susto nos passageiros, a ponto de provocar acidentes.

O que já era ruim ficou ainda o pior em Resende

A linha que sai de Engenheiro Passos para Resende deixou os moradores esperando por quase duas horas por falta de combustível. Passageiros de outros bairros relatam que os ônibus "sumiram" em alguns horários, depois de uma redução de R$ 0.20 na tarifa Empresa que detém monopólio do transporte de passageiros maltrata os usuários no dia a dia e o poder concedente – a administração municipal – não faz o dever de casa

Dona das linhas municipais de ônibus há 17 anos, a empresa São Miguel está abusando da paciência da população e a Prefeitura não está nem aí para as reclamações. O poder concedente não fiscaliza a concessão e ao que tudo indica, está longe do fim o martírio dos moradores, que vem pagando caro por um serviço classificado como péssimo e que deveria ser tarifado, na avaliação do próprio prefeito, em no máximo R$ 2,40, mas custa R$ 1,20 a mais, isso porque na semana passada - depois de uma manifestação da comunidade do bairro Fazenda da Barra III - Diogo Balieiro resolveu tirar R$ 0,20 da passagem. Para se ter ideia da capacidade de atendimento da empresa que faz o que bem entende em Resende, até combustível ela tem deixado faltar nos poucos e velhos ônibus colocados à disposição.

Fim das praças de pedágio em Magé seria “papo furado” da ANTT

O que pode acontecer é a desativação das bases secundárias e a distribuição dos postos ao longo de 145 quilômetros, o que resultaria na redução do valor da tarifa na praça principal, em Bongaba

Não existe nenhuma possibilidade concreta de remoção da base principal de cobrança de pedágio, a Praça Engenheiro Pierre Berman (foto), localizada em Bongaba, na altura de Piabetá. A informação de assessores técnicos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), colide de frente com a declaração do diretor geral do órgão regulador do setor, Jorge Bastos, de que a partir de 2020, com nova licitação para a privatização do trecho da BR-116 que vai de Saracuruna a Além Paraíba, as praças de pedágio instaladas no município de Magé poderiam ser desativadas. Segundo eles, o máximo que poderá vir acontecer seria a distribuição dos pontos de cobrança ao longo de todo os 142,5 quilômetros, o que contribuiria para a redução da tarifa praticada na base principal e a desativação dos postos de Santa Guilhermina e Santo Aleixo, todas em território mageense.

Depois dos protestos Resende tira 20 centavos da tarifa de ônibus

O prefeito Diogo Balieiro só se mexeu depois dos protestos de domingo, mas esqueceu que durante a campanha eleitoral achava que a tarifa a R$ 2,40 estava de bom tamanho Só que o  prefeito - que prometera rever o aumento que elevou a passagem de R$ 3,40 para R$ 3,80 - optou pelo meio termo e ignorou os R$ 2,40 que pregava como justos durante campanha eleitoral