Com sete anotações na lista do TCE e duas cassações no currículo, ex-prefeito de Mangaratiba quer voltar a governar a cidade

● Elizeu Pires

Com duas cassações em seu currículo e sete anotações na lista dos gestores com irregularidades nas contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro pelo Tribunal de Contas do Estado, o ex-prefeito de Mangaratiba, Aarão de Moura Brito Neto (foto) pretende voltar a governar o município. Ele é pré-candidato a prefeito pelo Cidadania.

Ex-prefeito de Rio das Ostras pretende retornar à vida pública por onde começou, pela Câmara de Vereadores

Três vezes prefeito da cidade, Carlos Augusto Balthazar (foto) não vai concorrer ao quarto mandato. Ele confirmou ontem (28), que pretende retornar à vida política de Rio das Ostras por onde começou: vai disputar uma cadeira na Câmara de Vereadores, da qual, inclusive, foi presidente. Em contato com o elizeupires.com nesta sexta-feira ele revelou que vai trabalhar nos próximos dias para tentar unir a oposição.

"Nossa cidade está sofrendo as consequências de uma má-gestão. Vamos trabalhar para recolocar Rio das Ostras nos trilhos do desenvolvimento. Sou hoje pré-candidato a vereador e assumo o compromisso de somar as forças, reunindo os que estão preocupados com o estado de estagnação em que o município se encontra", afirmou.

Redução do número de vereadores em Nova Iguaçu gera choradeira entre pré-candidatos, mas não pode ser considerada ilegal

Muitos vereadores querem manter as atuais 17 cadeiras, mas o tempo é curto e até agora não há uma movimentação nesse sentido Preparados para lançar entre 21 e 25 candidatos à vereador este ano, com suas nominatas praticamente fechadas, os partidos que vão disputar as eleições municipais em Nova Iguaçu terão de reduzir bastante a quantidade de concorrentes, porque o numero de vagas na Câmara da cidade foi reduzido ainda mais, caindo de 17 para 11, isso numa Casa Legislativa que chegou a ter 33 parlamentares.

Essa foi a terceira redução feita pela Casa desde 2014, quando foi feita uma emenda na Lei Orgânica passando de 29 para 21 cadeiras. Em 2016 uma nova emenda foi aprovada, cortando mais quatro, fixando em 17 o número de vereadores a serem eleitos em 2016.

Vices de ontem, adversários de hoje: ex-companheiros de chapa vencedoras em 2016 vão se enfrentar direta ou indiretamente nas eleições deste ano em Queimados, Guapimirim e Magé

Machado, a esquerda, foi vice de Vilela numa chapa indicada por Max O policial militar Carlos Machado de Oliveira passou mais de uma década no grupo que governa Queimados desde janeiro de 2009. Ocupou cargos e em 2016 foi companheiro de chapa do prefeito Carlos Vilela. Em dezembro de 2019, na semana em que sua esposa foi exonerado do cargo de secretária de Saúde ele anunciou que estava se desligando do grupo e que disputaria a eleição para prefeito este ano. No último dia 15 ele revelou que estava renunciando como vice-prefeito para configurar-se como oposição de verdade aos olhos dos eleitores. Como vai explicar os quase 11 anos de ligação com o grupo liderado pelo deputado os eleitores queimadenses terão de esperar pela campanha para ficarem sabendo...

A história de Machado é quase a mesma a verificar-se em Guapimirim e Magé, também na Baixada Fluminense. Só que nesse dois municípios a disputa será indireta. No caso de Guapimirim o vice-prefeito Ricardo de Oliveira Almeida, o Pastor Ricardo, não  concorre a prefeito, assim como o deputado estadual Vandro Lopes Gonçalves, Vandro Família, ex-vice-prefeito de Magé. Os dois optaram por apoiar adversários de seus ex-aliados.

Fim das coligações para eleições proporcionais aumentam as chances de mais mulheres na política: legendas terão de cumprir individualmente a cota de 30% de candidaturas do gênero feminino para cargo de vereador

A Emenda Constitucional nº 97/2017 estabeleceu o fim das coligações partidárias nas eleições para cargos proporcionais a partir do pleito municipal de 2020. Com a medida, a luta para garantir mais espaço no cenário eleitoral às mulheres ganhou um novo alento. Isso porque, se antes o cumprimento da cota de gênero de 30% para as candidaturas se aplicava à coligação como um todo, agora ela se aplica a cada partido, individualmente.

A segunda matéria da série produzida pela Assessoria de Comunicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a participação das mulheres na política mostra que uma das consequências do fim das coligações nas eleições proporcionais é a redução da possibilidade de ocorrência das chamadas candidaturas laranja.

Paty do Alferes: leis publicadas pela Prefeitura agravam situação do fundo de previdência municipal e confundem os servidores

O prefeito Eurico Neto cedeu um prédio velho ao Fundo de Aposentadorias e o presidente do órgão, Carlos Midosi viu isso como bom negócio, embora o órgão vá ter de pagar uma conta de R$ 1,8 milhão Desde que foi revelado que o Fundo de Aposentadorias e Pensões dos Servidores de Paty do Alferes vai gastar R$ 1,8 milhão na reforma do antigo prédio usado pela Câmara de Vereadores cedido ao órgão pela Prefeitura vem ecoando entre funcionários da municipalidade uma indagação: Como a direção do Paty-Previ conseguiu juntar esse dinheiro, anunciado pelo presidente do fundo, Carlos Midosi, como fruto da economia de gastos com a taxa da administração?

O questionamento se deve ao fato de a avaliação atuarial ter projetado para gastos de manutenção e funcionamento do órgão a soma de R$ 771.340,60 no ano, o equivalente a R$ 64.278,38 mensais, definição dada através do Decreto 6.109, de janeiro deste ano, na forma de aporte financeiro.

Previdências municipais: servidores não conseguirão escapar da alíquota de 14%, mas contribuição patronal não poderá ser inferior

O Previ-Campos sofreu grandes perdas e o buraco a ser coberto é bem fundo A "malandragem" de prefeitos de enviar para aprovação só aumento da alíquota de contribuição previdenciária a ser descontada dos salários dos servidores, não vai funcionar. Os 14% impostos pela Reforma da Previdência valem também para a contribuição patronal e os prefeitos não poderão jogar nas costas dos funcionários a responsabilidade de cobrir rombos nas previdências municipais, problema que não foi criado por eles, mas sim pela má-gestão dos fundos, conforme já foi constatado em vários municípios. Em Belford Roxo e Campos dos Goytazes, no estado do Rio de Janeiro, por exemplo, os previs locais perderam altas somas com aplicações de risco no mercado financeiro.

Quem enviou à Câmara Municipal aumento só da contribuição dos servidores terá de tornar sem efeito, refazer tudo, incluindo o percentual de aumento para a contribuição patronal. Esse é o caso do município de Paty do Alferes, no Centro-Sul Fluminense, onde o prefeito Eurico Bernardes Neto que conseguiu fazer com que a contribuição dos funcionários ficasse maior que a patronal, uma diferença que pode pesar e muito no orçamento dos servidores.

Macaé: mais um vereador tem mandato cassado pela Justiça

Julinho do Aeroporto foi denunciado pelo MP por improbidade administrativa: ele usou carro oficial para assistir partida de futebol

O juízo da à 3ª Vara Cível de Macaé decretou a perda do mandato do vereador Julio Cesar de Barros (foto), mais conhecido na cidade como Julinho do Aeroporto. A decisão foi tomada em ação de improbidade administrativa movida contra o parlamentar pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (núcleo local).

Prestar serviços de informática à Câmara de Vereadores de Porto Real pode ser um excelente negócio: pagamentos feitos até agora somam quase R$ 2 milhões

Aberta em fevereiro de 2009, a empresa Binário Service é a responsável pela locação do sistema integrado de informática da Câmara de Vereadores de Porto Real, uma pequena cidade do Sul do estado do Rio de Janeiro, e já recebeu, entre janeiro de 2017 e julho deste ano, mais de R$ 1 milhão dos cofres públicos. Se você acha muito? Tem mais: existem outras duas empresas de informática prestando serviços à Casa e os pagamentos feitos beiram o total de R$ 2 milhões.

Quanto aos contratos eles existem e vem sendo renovados anualmente através de termos aditivos, o que é perfeitamente legal, uma vez que houve licitação. O que se pergunta é se é necessário gastar tanto para o funcionamento do Poder Legislativo de uma cidade com menos de 20 mil habitantes e 11 vereadores.

Ex-prefeito das prisões e escândalos já tem candidato em Silva Jardim

Agora deputado, Anderson Alexandre se declara a Fifico

Fifico - a direita - confirmou o apoio de Anderson Alexandre - Foto: Reprodução/rede social Preso por denuncias de fraude no processo de licitação aberto para contratar uma empresa para manutenção da rede de iluminação pública da cidade, investigado em vários inquéritos pelo Ministério Público e denunciado também por supostos crimes eleitorais, o ex-prefeito Anderson Alexandre (SD) já tem o seu candidato ao governo de Silva Jardim.