Mendes: aumento de alíquota do servidor não sai e futuro da previdência municipal é incerto: déficit do fundo de aposentadoria é de R$ 408 milhões

A falta de informações por parte do prefeito Rogério Riente é apontada pela Câmara A Câmara de vereadores de Mendes aguarda do Executivo atendimento a vários requerimentos que possam esclarecer as muitas dúvidas que pairam sobre o Projeto de Lei n. 012/2020 que trata da majoração da alíquota contributivas dos servidores públicos municipais para o Fundo de Previdência e Pensões dos Servidores Públicos Municipais, o Previ-Mendes que,  segundo a avaliação atuarial 2020  elaborada pela empresa BR Previ, apresenta um déficit de R$ 408 milhões.

A avaliação sugere  a elevação da contribuição patronal. Outra questão a preocupar os vereadores diz respeito à Certificação de Regularidade Previdenciária, pois o certificado está vencido há quatro anos. O Sindicato dos Servidores  estuda entrar com pedido de suspensão da matéria junto ao Poder Judiciário e também espera pela repactuação de toda divida da Prefeitura com o fundo.

Servidores de Paty do Alferes questionam gasto de dinheiro da previdência em reforma de prédio emprestado pela Prefeitura: há quem ache que o imóvel vale menos do que será pago pela obra

A ideia de gastar de R$1.867.532,01 do fundo de pensões dos servidores em obras de restauração da fachada e adaptação de um prédio da Prefeitura emprestado ao Paty-Previ parece agradar apenas aos diretores do órgão e ao prefeito Eurico Bernardes Neto. Funcionários ativos e inativos têm demonstrado insatisfação, porque o imóvel poderia ser tomado de volta pela Prefeitura, bastando para isso um projeto de lei a ser votado na Câmara de Vereadores que, no município de Paty do Alferes, tem o histórico de votar sempre a favor do governo. Também há duvidas se o valor do prédio adquirido em 1989 é menor ou maior que o custo da obra.

Interditado há anos e ameaçado de cair, o velho prédio está localizado na Rua Coronel Manoel Bernardes, 378, no centro de Paty do Alferes. O imóvel era usado pela Câmara de Vereadores e foi tomado de volta pela Prefeitura através da Lei 2.305, de 4 de maio de 2017. Desde então ficou fechado, sem receber nenhuma manutenção. Dois anos depois, através de projeto de lei aprovado em 2019, o prefeito Eurico Bernardes Neto decidiu outorgar o uso do prédio ao fundo de pensão do funcionalismo municipal, mas para alguns servidores isso não é garantia de nada, pois um instrumento semelhante à Lei 2.305 poderia mudar tudo.

Sucessão em Nilópolis: vereador que chegou a ser preso como suspeito de encomendar morte de colega entra na disputa pela Prefeitura

O Solidariedade deverá ter candidatura própria à Prefeitura de Nilópolis, lançando o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Henrique Cruz (foto), o Dedinho, como cabeça de chapa. No dia 9 de maio de 2019 ele foi preso pela Polícia Civil, sob a acusação de que teria  encomendado a execução do  policial civil e também vereador Roberto de Barros, o Betinho, que, de acordo com as investigações, só não foi morto porque o pistoleiro – que teria sido contratado  por R$ 200 mil – terceirizou o serviço e o matador terceirizado acabou alertando Betinho sobre o contrato.

Segundo foi apurado, a encomenda da morte teria sido feita a Ronaldo Izidoro, preso no dia 2 de abril deste ano, na Avenida Brás de Pina, na Penha. As investigações apontaram que a desavença entre Dedinho e Betinho teria começado com a antecipação da eleição da composição da mesa diretora da Câmara para reeleger-se e Betinho decidiu recorrer à Justiça contra a medida.

Paty do Alferes: fundo de aposentadoria dos servidores vai bancar obra de prédio da Prefeitura cedido à instituição, que ainda poderá ter repasses retidos até 31 de dezembro em nome do coronavírus

Servidores ativos e inativos de Paty do Alferes, município do Sul Fluminense, estão preocupados com três iniciativas tomadas pela direção do fundo de aposentadorias e pensões da categoria, o Paty-Previ. Uma delas diz respeito ao gasto de mais de R$ 1,8 milhão da instituição para restaurar a fachada e fazer adaptações internas na antiga sede da Câmara de Vereadores, cedida pela Prefeitura para abrigar a administração do fundo. O temor é de que o dinheiro dos funcionários possa ser usado para obras em um prédio que não pertence ao Paty-Previ. As outras duas iniciativas preocupam ainda mais: a taxa de administração paga pelo município foi reduzida de 1,5% para 0,1% do valor total dos proventos e pensões, e a Prefeitura poderá reter as contribuições patronais e as transferências de aportes financeiros ao fundo até 31 de dezembro.

A obra a ser paga com dinheiro do fundo de aposentadoria foi contratada junto à empresa Tecron Serviços, pelo total de R$ 1.867.532,65. O contrato 141/2020 foi homologado pelo prefeito Eurico Bernardes Neto no dia 24 de julho. Segundo o presidente do Paty-Previ, Carlos Midosi, a despesa não compromete a estrutura financeira da instituição e o dinheiro não sairá da conta destinada ao pagamento das aposentadorias e pensões, mas da taxa administrativa, que, diz ele, tem cerca de R$ 3,8 milhões de saldo. Em áudio divulgado pelas redes sociais Midosi informa que o fundo tem R$ 120 milhões investidos.

PSD poderá ter candidatura própria em Nova Iguaçu

Legenda pressiona por Delegado Carlos Augusto na disputa

O comando do Partido Social Democrático (PSD) está pressionando por uma candidatura própria à Prefeitura de Nova Iguaçu e por uma nominata competitiva de postulantes à Câmara de vereadores. Em conversa agora há pouco com o elizeupires.com, o deputado estadual Carlos Augusto Nogueira Pinto, mais conhecido como Delegado Carlos Augusto (foto), revelou que está sendo convencido a concorrer a prefeito. "A pressão é forte. Digamos que hoje sou 99% pré-candidato a prefeito", afirmou.

Prefeito de Barra Mansa é investigado por corrupção ativa: é acusado de oferecer dinheiro para vereadores aprovarem sua prestação de contas

Um vereador da cidade disse que o prefeito Rodrigo Drable teria oferecido R$ 30 mil pela aprovação de suas contas O Ministério Público realizou na manhã desta terça-feira (14) operação de busca e apreensão na Prefeitura de Barra Mansa e na Câmara de Vereadores. Os alvos são o prefeito Rodrigo Drable (foto), dois vereadores - Zélio Resende (PRTB) e Paulo Afonso Sales Moreira, o Chuchu (Solidariedade) - e o coronel da Polícia Militar Jorge Ricardo da Silva, nomeado em cargo de confiança na administração municipal. Ao todo a Justiça emitiu 11 mandados e determinou o afastamento dos denunciado do exercício de funções públicas.

Os quatros são acusados de "organização criminosa e prática de corrupção ativa". O prefeito é suspeito de ter oferecido dinheiro a vereadores para ter suas contas aprovadas pela Câmara Municipal. Os mandados foram expedidos pelo Segundo Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça e como o processo corre em segredo de Justiça o Ministério Público não divulgou maiores informações sobre o resultado das investigações.

Nome da filha do prefeito de Rio das Ostras aparece na lista do auxílio emergencial: governante tem salário bruto de R$ 21 mil

O prefeito Marcelino da Farmácia tem vencimento bruto de R$ R$ 21.883,86 O prefeito de Rio das Ostras, Marcelino Carlos Dias Borba, o Marcelino da Farmácia, tem um salário bruto de R$ 21.883,86. Seu vencimento líquido do mês de junho foi de R$ 16.218,18, o mesmo dos meses de maio e abril, mas ainda assim uma filha dele, estudante de uma faculdade particular, aparece na lista do auxilio emergencial pago pelo governo federal a desempregados ou pessoas que ficaram sem renda por conta da crise gerada pela pandemia do coronavírus.

Mayra Gurgel Borba consta como beneficiária com uma parcela de R$ 600, disponibilizada em favor dela em abril.  Não dá para saber se ela sacou ou não o dinheiro, ou ainda se retirou ou devolveu a quantia, mas para constar entre os que tiveram o pagamento autorizado é necessário ter feito o cadastro e solicitado o auxilio, o qual, a julgar pela renda do pai, ela não parece necessitar.

Silva Jardim: filho de ex-prefeito denunciado por rombo de cerca de R$ 700 mil em 2001 anuncia pré-candidatura

André Lacerda já teria até vice: a ex-vereadora Zilmara Xavier Em janeiro de 2001 Silva Jardim, pequenina cidade do interior do estado do Rio de Janeiro, foi sacudida por um escândalo sem precedentes em sua história. O então prefeito, Augusto Tinoco, denunciou ao Ministério Público um rombo de cerca de R$ 700 mil nos cofres da Prefeitura, dinheiro que teria sido retirado por empresas, dois ex-vereadores e um ex-prefeito. Os beneficiados, pelo que foi revelado ao MP, pegava os valores na tesouraria e deixa promissórias e cheques como garantia, mas até hoje não se sabe se o rombo foi coberto.

O esquema foi batizado de Buraco Negro, porque uma retirada de R$ 59 mil estava atribuída a este nome. O rombo, segundo foi denunciado por Tinoco à época, aconteceu nos dois últimos anos do segundo mandato de Antonio Lacerda. Agora, passados 19 anos da denúncia, um membro da família do ex-governante se anuncia como pré-candidato a prefeito e já até teria uma companheira de chapa, uma ex-vereadora que por duas vezes já tentou eleger-se prefeita. Trata-se de André Luiz Lacerda, que na semana passada divulgou um vídeo em suas redes sociais cobrando transparência na administração municipal.

Neto de Nelson do Posto é pré-candidato a vereador em Guapimirim, começando do jeito que o avô iniciou-se na vida pública

Nelsinho - que acompanhava o avó nas solenidades de diplomação e posse - quer entrar para a vida pública pelo mesmo caminho, via Legislativo Além de Ligia, pré-candidada à Prefeitura de Guapimirim, a Família do Posto vai ter mais um representante na disputa eleitoral deste ano. Nelson do Posto Neto, o Nelsinho, pretende concorrer a uma vaga na Câmara de Vereadores, entrando para a vida pública pelo mesmo caminho percorrido pelo avô, Nelson da Costa Melo, o Nelson do Posto, três vezes prefeito e também deputado estadual.

Nelson disputou a primeira eleição em 1988. Elegeu-se vereador pelo PL para representar o então terceiro distrito na Câmara de Magé. Em 1990 ele concorreu a deputado estadual dois anos depois, ficando de fora por apenas 34 votos. Em 1992, com a emancipação de Guapimirim, foi eleito prefeito.

Pandemia ajuda esticar interinidade em Silva Jardim

Presidente da Câmara vai se mantendo como prefeito

Jaime concorreu sub judice e venceu no voto, o que não mudou em nada a situação dele, que permanece como interino Jaime Figueiredo, prefeito interino de Silva Jardim, foi o candidato mais votado na eleição suplementar realizada em 8 de março, a qual disputou sub judice, pelo fato de ter registro cassado, decisão que já foi confirmada por instância superior, podendo o Tribunal Superior Eleitoral determinar uma nova votação. Enquanto o TSE não decide, a interinidade de Jaime vai sendo esticada e o pequeno município do interior do estado do Rio de Janeiro segue acumulando estagnação.