‘Birra’ em Mesquita deixa servidores da Câmara sem salário

Prefeito e presidente da Câmara brigam e os funcionários "pagam o pato"

Os funcionários da Câmara de Vereadores de Mesquita, na Baixada Fluminense, não receberam o décimo terceiro e também não verão a cor do dinheiro referente ao salário de dezembro. Eles são os mais prejudicados pela queda braço entre o prefeito Jorge Miranda e o presidente da Casa, Marcelo Santos Rosa, o Biriba. Apoiado por sete dos 12 membros do Poder Legislativo, Miranda conseguiu a aprovação de uma lei alterando o limite para o repasse do duodécimo para 4% da receita do município, quando a Constituição Federal estabelece 6% no caso nas cidades com universo populacional entre 100 mil e 300 mil moradores, caso de Mesquita que, segundo o IBGE, tem cerca de 180 mil habitantes. Os 4% são fixados pela CF para os municípios que tem entre 3.000.001 e 8 milhões de moradores, o que equivale, na proporção, a um repasse muito maior. Os vereadores estão com quatro meses de subsídios atrasados, mas os do grupo do prefeito não reclamam, pelo menos em público, da situação.

Mangaratiba inicia operação “Caça-Fantasmas”

E vai recadastrar todos os servidores, inclusive os que foram cedidos nas gestões anteriores

Com uma folha de pessoal fora dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal e muito distante da realidade do município, além de cerca de 250 servidores cedidos, a Prefeitura de Mangaratiba quer saber quem é quem na administração municipal, quem está lotado onde e que apito toca. Para isto o prefeito Alan Campos da Costa, o Alan Bombeiro  (foto), emitiu decreto determinando o recadastramento de todo o pessoal ativo e inativo. No mesmo documento ele exonera todos os ocupantes de cargos comissionados, com exceto os nomeados nas secretarias de Defesa Civil; Saúde; Segurança e Transito, Turismo e Eventos, por causa do início das férias e dos programas desenvolvidos.

Controlador de Mesquita esclarece sobre desclassificação de empresa que cobrou R$ 2 milhões a menos para limpar as ruas da cidade

Em contato há pouco com o elizeupires.com, o controlador geral da Prefeitura de Mesquita, Nicola Fabiano Palmieri, 51 anos, afirmou que a coleta de lixo continuará sendo feita por empresa já contratada e que a licitação da qual a empresa Plural Serviços Técnicos foi desclassificada tem como objeto o serviço de varrição de ruas. De acordo com o controlador, a desclassificação se deu mesmo pelo fato de a empresa declarar pelo Simples Nacional. Como foi noticiado hoje, o valor global estimado no edital é de R$ 6.629.136,96 e a Plural Serviços Técnicos, que se propôs a prestar o serviço R$ 4,6 milhões, cobrando R$ 2.029.136,96. Segundo Nicola, o parecer para a desclassificação foi técnico e a competência para julgar o recurso impetrado pela firma é da própria Comissão de Licitação. Entretanto, uma ação judicial deverá ser proposta nos próximos dias.

 

Empresa cobra R$ 2 milhões abaixo do valor do edital e é desclassificada na licitação para varrição de ruas em Mesquita

"Isto não acabou aqui. Vai dar m..." A afirmação foi feita pelo representante de uma das empresas que participaram do processo de licitação aberto pela Prefeitura de Mesquita para o serviço de limpeza das ruas, diante da desclassificação de um corrente que preencheu todos os requisitos e ainda apresentou uma proposta cerca de R$ 2 milhões abaixo do valor global estimado no edital. A limpeza pública vem sendo feita pelas empresas Peróla Transportes (coleta de lixo) e Ecos (varrição) desde o início da gestão do prefeito Jorge Miranda e assim deverá continuar por mais alguns meses, pois a aposta na anulação do certame na Justiça é grande, inclusive entre membros do próprio governo, uma vez que a justificativa para tirar do páreo a empresa vencedora no preço parece convencer só mesmo os responsáveis pela saída da  vencedora do páreo.