Primeiro à direita, Mario Peixoto era visto como amigo por políticos. Nesta imagém ele aparece cercado pelo ex-secretário estadual de Obras do Rio Hudson Braga, o então prefeito de Queimados, Max Lemos e Luiz Fernando Pezão - Foto: Reprodução/VEJA O braço da força tarefa Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira (14) o empresário Mario Peixoto, apontado como o favorito na contratação de mão de obra terceirizada no governo estadual, com passagem e contratos também nos municípios. As prisões dele e do ex-deputado Paulo Melo foram decretadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal da capital, que resultou na Operação Favorito, realizada hoje pela Polícia Federal. As prisões se deram pelo fato de as investigações terem apontado indícios de que o grupo de Mário – preso em Angra dos Reis – estava interessado em investir nos hospitais de campanha do Maracanã, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Campos e Casimiro de Abreu montados pelo governo do estado, que se encarregou de fazer as contratações sem licitação a título de emergência.
Mario Peixoto e seus negócios cresceram muito nos últimos 15 anos. O que começou timidamente com a cooperativa de serviços Multiprof foi sendo ampliado a partir de 2005, quando Mário tinha negócios com várias prefeituras fornecendo mão de obra em municípios da Baixada Fluminense e interior. Depois surgiu, por exemplo, a Captar Cooper Cooperativa de Trabalho de Multiserviços Profissionais, que substituiu a Multiprof e tornou-se tão conhecida como a antecessora pelo calote dados a trabalhadores contratados por ela. A atuação mais recente da Captar foi em Queimados, onde foi contratada na gestão do prefeito Max Lemos para administrar o Programa Saúde da Família.