Debandada é atribuída à radicalização em torno do bolsonarismo
● Elizeu Pires
Debandada é atribuída à radicalização em torno do bolsonarismo
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Eduardo e Douglas já anunciaram que disputam se a eleição para o mandato-tampão for direta - Fotos: Reprodução Entendendo que o agora ex-governador Claudio Castro renunciou para escapar da cassação e estaria operando para manter seu grupo no poder, através da eleição indireta a ser realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o ministro Alexandre de Moraes abriu divergência nesta sexta-feira (27) no julgamento do recurso impetrado contra a alteração das regras da votação, decidindo pela realização de eleição direta para o mandato tampão. Moraes seguiu os colegas que votaram pela manutenção do prazo de 24 horas para desincompatibilização e do voto secreto, mas sua divergência foi seguida pelos colegas Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, e é daí que vem possibilidade de o quadro mudar.
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Foto: Arquivo/Alerj O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (foto), foi preso pela Polícia Federal no final da tarde desta sexta-feira (27).
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Se a liminar de Fux cair Douglas e Ceciliano deverão se enfrentar na eleição indireta - Fotos: Reprodução A chamada “Tropa do Bacellar”, segundo alguns parlamentares de oposição, teria tudo a ver com os atropelos verificados na sessão que acabou anulada pelo Tribunal de Justiça. A pressa em eleger ontem (26) o deputado Douglas Ruas (PL) presidente da Assembleia Legislativa, na ótica de alguns membros da Casa, teria sido para tirar logo o presidente do TJ, desembargador Ricardo Couto, do posto de governador interino, antes que ele faça a limpa na estrutura, como aconteceu com o decretaço de Claudio Castro, que encheu de poderes a Secretaria da Casa Civil, anulado por decisão judicial.
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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil A derrota de 5 x 2 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode não ter sido o fim da linha para o ex-governador do Rio. Condenado a oito anos de inelegibilidade, Claudio Castro (PL), ainda tem direito de apresentar embargos de declaração no próprio TSE, e se esse instrumento for rejeitado cabe recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), para Castro tentar suspender os efeitos da condenação.
Foto: Reprodução A presidente em exercício do Tribunal de Justiça do estado do Rio de Janeiro, desembargadora Suely Lopes Magalhães, anulou, agora há pouco, a sessão realizada na tarde desta quinta-feira (26), para eleger o deputado Douglas Ruas (foto), presidente da Assembleia Legislativa.
Dois mandados de segurança tinham sido apresentados hoje, com pedido de invalidação da sessão, e ao apreciar os recursos a desembargadora decidiu pela anulação da votação. Ruas – que assumiria o governo interinamente – ficou menos de quatro horas como presidente.
Deputado vai assumir o governo interinamente até a eleição indireta
Foto: Divulgação O deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito, nesta quinta-feira (26), o novo presidente da Alerj. A candidatura única obteve 45 votos. Foram registradas 22 ausências e nenhuma abstenção. A votação não alterou a composição da Mesa Diretora.
● Elizeu Pires
No dia 14 de dezembro de 2022 o então governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, e seu braço direito Rodrigo Bacellar – que à época respondia pela Secretaria de Governo e controlava, indiretamente, através de indicados seus, vários outros órgãos estaduais – foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral, no âmbito do inquérito que apurou o escândalo das contratações esquisitas feitas através da Fundação Centro Estadual de Estatística, Pesquisa e Formação de Servidores Públicos do Rio (Ceperj). Pelo que foi apurado, o esquema teria consumido quase R$ 250 milhões, montante que teria sido gasto com cerca 27 mil pessoas, sem que muitas delas sequer frequentassem os locais de trabalho, segundo apontaram as investigações.
● Elizeu Pires
Com parecer da Procuradoria Geral da República favorável sua à manutenção das regras aprovadas pela Alerj, começou às 18h desta quarta-feira (25), em sessão virtual do Supremo Tribunal Federal, o julgamento do recurso contra as mudanças na lei que regulamenta a eleição indireta para o mandato-tampão, necessária por conta da renúncia do governador Claudio Castro.
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Pelas contas do presidente regional da legenda, o MDB do Rio de Janeiro poderá eleger oito deputados federais e seis estaduais, mas, o que se percebe é que Washington Reis não estaria com essa facilidade toda para formar uma nominata de peso para isso, e terá de fazer uma operação cata-cata para tentar chegar ao menos perto de sua meta, pois os números das eleições de 2022 não foram nada animadores para um partido com o histórico do MDB.