Tribunal de Contas acha “gordura” de R$ 541 mil em licitação para construção de uma ponte pela Prefeitura de Caxias

Não fosse o pente fino passado em edital de licitação lançado pela Prefeitura de Duque de Caxias, o município iria desembolsar R$ 3,1 milhões para construir uma ponte de 355 metros quadrados sobre o Rio João Pinto, na localidade de Xerém. O processo licitatório havia sido marcado pela gestão do prefeito Washington Reis (foto), para o dia 20 de maio, mas foi suspenso depois que o Tribunal de Contas do Estado apontou várias irregularidades, inclusive itens que poderiam direcionar o certame para alguma empresa.

Depois de idas e vidas do processo, o edital passou por outras três análises, e o resultado é a redução de R$ 541.953,18 no valor global estimado, que caiu de R$ 3.140.958,33 para R$ 2.599.005,15. Relatado pela conselheira-substituta Andrea Siqueira Martins, o processo de análise do edital foi liberado na sessão desta quarta-feira (7). Nele o corpo técnico do Tribunal de Contas Constatou, por exemplo, que "diversas inconsistências e impropriedades" comprometiam a compreensão por parte das empresas interessadas em participarem do certame e dificultavam "a obtenção das melhores propostas".

Magé seria o “Plano B” do prefeito de Caxias

Aposta é de que Washington Reis não consegue manter candidatura a reeleição

No último domingo Washington Reis esteve nas ruas de Piabetá abrindo a campanha da irmã - Foto: Reprodução/Facebook Quem viu as imagens do prefeito de Duque de Caxias nas ruas de Piabetá – localidade pertencente a Magé – no último domingo (27), abrindo em nome da irmã a campanha pela Prefeitura local, percebeu muito mais que apertos de mão. Nos meios políticos da Baixada Fluminense o que se comenta sobre os registros de um corpo a corpo sem uso de máscara de proteção contra o novo coronavírus, enxergou dedicação em quem estaria vendo o município vizinho como alternativa diante de ameaça à sua candidatura a reeleição em Duque de Caxias.

“Guardiões” que atuam na tentativa de impedir produção jornalística não é novidade nos municípios da Baixada Fluminense

Julie Alves foi vítima de violência em Japeri e não deixou barato: registrou queixa na Polícia Civil e o agressor foi demitido Em 2019 uma equipe do jornal Extra se encontrava em frente ao prédio que hoje abriga a Maternidade Municipal de Queimados para ouvir moradores sobre o atraso das obras. De repente surgiu um veículo com homens fazendo cara de mau, coisa típica de tipos bobões a serviço de políticos que não gostam de ver seu seus maus feitos na televisão, na internet ou nas páginas da mídia impressa. A equipe não se intimidou, concluiu seu trabalho e a matéria saiu no dia seguinte.

Em Duque de Caxias as tentativas de intimidação são frequentes, ocorrem principalmente nas unidades de saúde distantes do centro da cidade. Em Magé isso aconteceu algumas vezes durante a gestão da prefeita Núbia Cozzolino, e em Japeri, onde na semana passada um assessor da Secretaria de Saúde agrediu a repórter carioca Julie Alves e o cinegrafista, Vângelis Floyd Ferreira, que produziam uma matéria para o "Fala Baixada", do canal CNT Rio, no dia 15 de fevereiro de 2019 o então secretário de Governo Rafael Soares, "pagou mico" ao vivo na TV.

Prefeito de Caxias perde no STJ recurso contra condenação por improbidade administrativa que pode tirá-lo da disputa eleitoral

Washington Reis quer disputar um novo mandato, mas além de contenção por improbidade tem uma sentença criminal confirmada pelo STF em dezembro de 2016 Em decisão proferida ontem (25) o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu pedido de liminar ajuizado pelo prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (foto), contra uma condenação por improbidade administrativa em processo julgado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no qual Reis foi responsabilizado por irregularidade na construção de uma praça, através de um contrato firmado em 2008, logo após ele ter perdido as eleições para José Camilo dos Santos, o Zito.

Na ação movida pelo Ministério Público consta que o logo após a derrota nas urnas o prazo para realização da obra que era de 180 dias,  foi  "alterado deforma manuscrita, por ressalva no instrumento, que foi reduzido para 60 dias” e foram feitos pagamentos “com base em medições falsas, que atestaram obras não executadas".

Dinheiro de mais, educação de menos em Duque de Caxias

Mesmo recebendo do Fundeb repasses que somam mais de R$ 1 bilhão a cidade mais rica da Baixada Fluminense tem desempenho quase igual ao do município mais pobre da região

Entre janeiro de 2017 e 15 de setembro de 2020 o município de Japeri, o mais pobre da Baixada Fluminense, recebeu R$ 171,7 milhões em repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, pouco mais de 17% do total recebido pelo município mais rico da região, Duque de Caxias que, no mesmo período, teve repasses no total de R$ 1.039 bilhão do Fundeb.

De olho em vários municípios, além de condenação criminal, prefeito de Caxias aparece 11 vezes na lista dos gestores com contas irregulares

Washington - a direita - esteve na convenção do PSD de Porto Real e discursou em apoio a Alexandre Serfiotis - Foto: Reprodução/rede social Prefeito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Washington Reis (MDB) exerceu vários mandatos parlamentares, mas os moradores de Porto Real não se lembram de um só ato por parte dele como deputado estadual ou federal que foi, em favor desse pequeno município do Sul do estado do Rio de Janeiro. Entretanto, WR está de olho na cidade, onde fechou acordo de apoio a Alexandre Serfiotis, que teve o nome homologado em convenção pelo PSD para disputar a Prefeitura local.

Porto Real e vários outros municípios do interior e da Região Metropolitana estão no radar de Reis, um político com histórico de se meter na casa dos outros, segundo revelam várias lideranças políticas da Baixada.

Comando do DEM diz não ao MDB em Magé: estratégia da família Reis de retardar escolha do vice para esperar um sim deu errado

Acostumado a atropelar quem está na frente para impor sua vontade, o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (foto) levou pau de novo. Ele queria uma aliança entre o DEM e o MDB para favorecer a candidatura de sua irmã, Jane Reis, a prefeita de Magé. Esperava que o comando maior do partido – leia-se Rodrigo Maia – determinasse a união e o empresário José Augusto Nalin fosse indicado para compor a chapa como vice, apesar de outro filiado ao DEM já ter sido indicado para compor chapa com o PL.

Deu ruim esta semana, como ocorreu na semana passada, quando ele foi à Brasília tentar conseguir uma jogada inversa, tirar o MDB da aliança com o DEM em São João de Meriti em desfavor da reeleição do prefeito João Ferreira Neto.

MPF pede suspensão de transferência de armas à GM de Caxias

Ação questiona a validade do plano de segurança do município e a qualidade das armas doadas, tidas como inservíveis pela Polícia Rodoviária Federal

O Ministério Público Federal (MPF) propôs ação civil pública, com pedido de liminar, contra a União e o município de Duque de Caxias (RJ) para suspender os efeitos de acordo de cooperação técnica e termo de doação de armas, oriundas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ao município. O MPF requer a suspensão dos efeitos do Decreto Municipal nº 7.603, de 12 de junho de 2020, que estabeleceu o Plano Municipal de Segurança, bem como a suspensão dos efeitos do Convênio nº 9/2020/ERGE-RJ, firmado entre a PF e o município. Pelo termo de doação, está prevista a entrega de 50 unidades de pistola, Modelo PT 100, Marca Taurus, e 3 unidades de Espingardas calibre 12, modelo SPAS, marca Franchi.