Eleições em Japeri: uso de “jornal panfletário” e pesquisas vistas como “ao menos esquisitas” vão parar na Justiça em Japeri

Está sendo aguardada para a próxima semana a publicação de uma pesquisa de intenção de votos realizada no município de Japeri. Os números ainda não são conhecidos, mas a consulta já foi colocada sob suspeita e uma representação está prontinha para ser encaminhada ao Ministério Público, junto com uma ação de investigação judicial eleitoral pedindo a cassação do registro ou do diploma por abuso de poder contra a candidata a prefeita pelo PDT, Fernanda Ontiveros.

É que, de acordo com a representação que começou a ser preparada ontem (6), a candidata estaria sendo beneficiada por  um  jornal com título homônimo ao de um diário carioca, com diversas chamadas de capa, enquanto adversários são criticados. Ao todo, revela a representação, a candidata do PDT foi destaque 12 vezes.

Com Portal da Transparência fora do ar por dias, Prefeitura de Japeri anunciou licitações de mais de R$ 2 milhões para compras na Saúde baseadas em editais assinados por secretária afastada pela Justiça

Vinte e quatro horas após a veiculação da matéria Alvo de investigações por gastos sem licitação, Prefeitura de Japeri tira portal da transparência do ar sem dar qualquer explicação, veiculada na última segunda-feira (2), o Portal da Transparência voltou ao ar trazendo o que alguns observadores estão vendo como algo que a administração municipal talvez não quisesse que fosse notado antes: avisos de licitação que somam mais R$ 2 milhões para compra de materiais para a Secretaria de Saúde, todas baseadas em editais com a assinatura da ex-secretária Rozilene Souza Moraes dos Anjos. Ela foi afastada no cargo por decisão judicial no âmbito de um inquérito aberto pelo Ministério Público para apurar supostas irregularidades em duas dispensas de licitação no total de R$ 1,8 milhão para compra de equipamentos.

Alvo de investigações e auditorias por supostas restrições de participação em processos licitatórios, suspeita de favorecimento e contratos questionados, a Prefeitura de Japeri será objeto de mais uma representação no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que deverá ser encaminhada nos próximos. Dessa vez estão na mira quatro pregões anunciados para acontecerem no período de 29 de setembro a 27 de outubro, quando, de acordo com representantes de empresas que buscam participar de licitações em vários municípios da Baixada Fluminense, o acesso ao site oficial de Japeri teria sido "praticamente impossível".

Estado do Rio tem 47 candidatos a prefeito concorrendo com o status “indeferido com recurso”: votos só serão validados se eles vencerem na Justiça

Até o final do expediente de ontem (2) 47 candidatos a prefeito em 36 dos 92 municípios fluminenses ainda apareciam no sistema de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (STF), com o status "indeferido com recurso", o que equivale dizer que tiveram os registros de candidatura impugnados nos juízos eleitorais locais e estão aguardando julgamento de suas apelações, ficando na dependência de decisões do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro (TRE-RJ) ou do próprio TSE.

De acordo com a legislação, os que se encontram nessa situação podem continuar em campanha, mas os votos conferidos a eles – caso não haja decisão favorável aos registros deles até o dia do pleito, 15 de novembro – serão computados em separado e só serão validados se eles vencerem Justiça.

Alvo de investigações por gastos sem licitação, Prefeitura de Japeri tira portal da transparência do ar sem dar qualquer explicação

Gestão de Cesar Melo é questionada pela ineficiência e pela falta de transparência Nas ruas pedindo votos para tentar manter-se no cargo, o prefeito de Japeri, Cesar Melo está entrando para a história do município mais pobre da Baixada Fluminense como "o pior" que o ex-distrito de Nova Iguaçu já teve, mas está conquistando também o título de gestor menos transparente, agindo como se não precisasse prestar contas a população. O Portal da Transparência, por exemplo, está há dias fora do ar, o que seria estratégia para evitar questionamentos sobre os gastos públicos, principalmente em relação aos contratos sem licitação firmados em nome do enfrentamento da pandemia provocada pelo novo coronavírus.

No dia 6 de outubro agentes da Polícia Federal fizeram uma operação de busca e apreensão na cidade como parte das investigações sobre a compra de respiradores inservíveis por parte da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde, que até agora disponibilizou informações sobre o destino dado aos equipamentos, adquiridos juntos à empresa EPN Manutenção e Vendas de Equipamentos Médicos, registrada no Cadastro Nacional de Pessoal Jurídica com capital social de apenas R$ 5 mil, mas que mesmo assim fez duas vendas sem licitação para a Prefeitura de Japeri pelo total e R$ 1,8 milhão, o equivalente junto, 360 vezes o capital da empresa.

Japeri: empresa de locação de máquinas que venceu licitação que o TCE mandou suspender já recebeu R$ 2,3 milhões da Prefeitura

Conforme o elizeupires.com revelou na matéria TCE manda Prefeitura de Japeri suspender locação de maquinas e caminhões, veiculada em 23 de dezembro de 2019, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro determinou a suspensão do processo licitatório vencido pela empresa Lacerda Construções, mas a firma vem recebendo pagamentos mensais da Prefeitura, sem que fique claro o que efetivamente está sendo pago pela administração municipal.

Os pagamentos iniciados no dia 15 de agosto do ano passado somam R$ 2.360.294,02 (confira aqui), as últimas transferências datam de 18 de agosto deste ano e somam pouco mais R$ 265 mil. Os pagamentos feitos estão registrados no sistema da Prefeitura, mas as informações disponíveis não revelam se as faturas quitadas estão relacionadas ao aluguel de máquinas e caminhões ou a outro serviço, assim como não é encontrado no Portal da Transparência nenhum contrato firmado com a empresa.

Prefeitura de Japeri não informa quanto já foi pago pelos respiradores que investigações revelam que não servem para nada

Que transparência sempre foi uma palavra desconhecida para a gestão do prefeito Cesar Melo Foto) não é nenhuma novidade, mas querendo ou não ele vai ter de abrir a caixa-preta da contabilidade da Prefeitura de Japeri e revelar os gastos emergenciais feitos em nome do enfrentamento da pandemia de covid-19, que somam cerca de R$ 8 milhões.

Terá de deixar claro, por exemplo, quanto saiu da conta do Fundo Municipal de Saúde para pagar pelos equipamentos adquiridos por R$ 1,8 milhão junto à empresa EPN Manutenção e Vendas de Equipamentos, aparelhos que uma investigação do Ministério Público Federal, com apoio da Polícia Federal e Agência na Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apontam como obsoletos e que já deveriam estar fora do mercado há pelo menos 20 anos.

Emergenciais da covid-19 em Japeri somam cerca de R$ 8 milhões

Titular da Secretaria de Saúde foi afastada por decisão da Justiça

Alvo de uma operação da Polícia Federal realizada ontem (6) em apoio ao Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União, a Secretaria de Saúde de Japeri fez compras emergenciais no valor global de cerca de R$ 8 milhões em nome do enfrentamento da covid-19, mas os contratos não estão integralmente disponibilizados no Portal da Transparência.

Compra de respiradores em firma com capital 360 vezes menor que o valor do contrato acaba em operação da Polícia Federal em Japeri

A operação contou ainda com as participações da Controladoria Geral da União e do Ministério Público Federal - Foto: Reprodução. Exatos três meses e 20 dias após a publicação da matéria Saúde de Japeri compra R$ 1,8 milhão em equipamentos de empresa que aparece com apenas R$ 5 mil de capital social na qual o elizeupires.com chamou a atenção para uma emergencial homologada em favor de uma empresa sem sede, localizada em uma residência em Nilópolis, a Polícia Federal realizou na manhã desta terça-feira (6),  a Operação Apneuse. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão no âmbito do inquérito instaurado para investigar irregularidades na compra de respiradores para o tratamento de pacientes graves de covid-19 pelo total de R$ 1,8 milhão junto à EPN Manutenção e Vendas de Equipamentos Médicos, registrada no Cadastro Nacional de Pessoal Jurídica com capital social de apenas R$ 5 mil, mas que mesmo assim fez duas vendas sem licitação para a Prefeitura de Japeri pelo total e R$ 1,8 milhão, o equivalente junto, 360 vezes o capital da empresa.

A compra de equipamentos foi feita através das dispensas de licitação 009/2020 e 010/2020, a primeira para o fornecimento de R$ 537.400,00 em “bomba infusora e equipos” e a segunda de R$ 1.270.000,00 para a compra de respiradores. Os extratos foram publicados na edição de 5 de junho do diário oficial do município, sem, entretanto, revelarem preço unitário dos equipamentos e a quantidade a ser entregue.

Nova Iguaçu tem 41,9 candidatos a vereador por vaga

A cidade tem cerca de 900 mil habitantes e vai eleger só 11 parlamentares

Alguns, ainda que poucos estivessem concorrendo, serão só uma foto na galeria da Casa A campanha eleitoral já está nas ruas desde domingo (27) e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, é o único município do estado do Rio de Janeiro que pode dar como certo o não retorno de boa parte dos atuais vereadores. É que este ano serão eleitos apenas 11 parlamentares, seis a menos que nas eleições de 2016. Ao todo 30 partidos estão na disputa com 461 inscritos, uma média de 41,9 candidatos por vaga.

“Guardiões” que atuam na tentativa de impedir produção jornalística não é novidade nos municípios da Baixada Fluminense

Julie Alves foi vítima de violência em Japeri e não deixou barato: registrou queixa na Polícia Civil e o agressor foi demitido Em 2019 uma equipe do jornal Extra se encontrava em frente ao prédio que hoje abriga a Maternidade Municipal de Queimados para ouvir moradores sobre o atraso das obras. De repente surgiu um veículo com homens fazendo cara de mau, coisa típica de tipos bobões a serviço de políticos que não gostam de ver seu seus maus feitos na televisão, na internet ou nas páginas da mídia impressa. A equipe não se intimidou, concluiu seu trabalho e a matéria saiu no dia seguinte.

Em Duque de Caxias as tentativas de intimidação são frequentes, ocorrem principalmente nas unidades de saúde distantes do centro da cidade. Em Magé isso aconteceu algumas vezes durante a gestão da prefeita Núbia Cozzolino, e em Japeri, onde na semana passada um assessor da Secretaria de Saúde agrediu a repórter carioca Julie Alves e o cinegrafista, Vângelis Floyd Ferreira, que produziam uma matéria para o "Fala Baixada", do canal CNT Rio, no dia 15 de fevereiro de 2019 o então secretário de Governo Rafael Soares, "pagou mico" ao vivo na TV.