Prefeitura de Japeri continua deixando de pagar parcelas de débitos previdenciários: prestações em atraso passam de R$ 1 milhão

Moradores de Japeri, na Baixada Fluminense, tem dito que para ser considerada ruim a gestão do prefeito Cesar Melo (foto), precisa melhorar muito. Ironia a parte, quem decidir buscar informações sobre a previdência municipal no Sistema de Informações dos Regimes Públicos de Previdência Social (Cadprev) vai descobrir, por exemplo, que a Prefeitura vem deixando de pagar até parcelas de valor ínfimo, contribuindo para aumentar ainda mais a dívida previdenciária.

No dia 13 de novembro de 2018 o governo de Melo firmou um acordo para pagar em 60 vezes uma dívida de pouco mais de R$ 10 mil com o Previ-Japeri, tendo a parcela inicial sido fixada em R$ 178,64. Este e outros acordos estão com parcelas em atraso, numa soma de R$ 1,032 milhão e os parcelamentos feitos chegam ao total de R$ 23,2 milhões (confira aqui).

Mesmo sabendo dos riscos de o TCE suspender o processo, Prefeitura de Japeri contratou empresas de maquinas e caminhões sem operador

O cadastro da empresa contratada diz claramente: "sem operador" A suspensão de um contrato irregular firmado pela Prefeitura de Japeri para aluguel de máquinas e caminhões para o serviço de manutenção das vias publicas está dando o que falar no município mais pobre da Baixada Fluminense. É que apesar de o edital de licitação exigir locação dos equipamentos com os respectivos operadores, a gestão do prefeito Cesar Mello deu como vencedora do certame uma empresa que não tem operadores como objeto em seu cadastro junto à Receita Federal. Por causa disso o Tribunal de Contas do Estado apontou irregularidade e suspendeu o contrato. Agora, por obra e graça de um processo licitatório mal feito, em pleno período de chuvas, não há como fazer a manutenção das vias.

A suspensão do contrato por parte do TCE se deu de ofício (aquele que é feito sem pedido), simplesmente pelo fato de a empresa Lacerda Construções Comércio – contratada por mais de R$ 4 milhões – não possuir no CNPJ o operador do serviço. No caso o Tribunal de Contas entendeu que a licitação possui irregularidade, já que não há como pagar um serviço de máquinas e caminhões sem que a empresa disponibilize o operador do serviço.

Compra de fraldas pela Prefeitura de Japeri será alvo de representação junto ao Tribunal de Contas do Estado

Até a última sexta-feira (31/1) a rede de drogarias Araújo oferecia no varejo o pacote com 50 fraldas da marca Babysec ao preço de R$ 25,90, e os sites Americanas.com e Extra.com a 32,68. Sete meses antes a Prefeitura de Japeri registrou uma ata se propondo a pagar R$ 31,40 por cada um dos 1.200 pacotes de 48 unidades do produto da marca Alfama – não encontrado pelo elizeupires.com grandes nas redes de varejo – que for entregue pela firma declarada vencedora do Pregão 002/2019.

Considerando preço e quantidade registrada, basta uma continha rápida para se constatar que o município mais pobre da Baixada Fluminense está aceitando pagar mais caro pelo item 09 da Ata de Registros de Preços 004/2019 da Secretaria de Saúde, homologada no dia 17 de junho do ano passado.

Discurso de evangélico do prefeito de Caxias destoa com as acusações apresentadas à Justiça contra ele pelo Ministério Público

Ele diz que é evangélico, fala em Deus o tempo todo, mas é acusado de coisas condenáveis também aos olhos dos "ímpios", classificação abusiva dada por alguns pastores aos que não frenquentam os seus cultos. O ele em questão tem nome, sobrenome e sérias acusações nas costas. A última, conforme o elizeupires.com já revelou, foi feita pelo Ministério Público na semana passada: Washington Reis (foto), prefeito de Duque de Caxias – que na Wikipédia é apresentado como "cristão evangélico, sendo membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus" – foi denunciado pelo MP por corrupção, acusado de fazer pagamento em dinheiro vivo para obter escrituras imobiliárias de forma fraudulenta no Cartório do 5º Ofício de Notas de Nova Iguaçu.

Na denúncia, que envolve ainda Elói de Oliveira e o tabelião Josemar Francisco, o MP diz que eles, “cientes da impossibilidade de elaboração de escrituras válidas” de compra e venda dos lotes do interesse deles quais, prometeram R$ 500 mil "para a elaboração de diversas escrituras imobiliárias fraudulentas". Ainda na denúncia, o MP destaca: "É importante narrar que os denunciados não eram legítimos proprietários ou possuidores dos lotes levados ao 5º ofício de notas" e que os imóveis "pertenciam a pessoas humildes que foram enganadas pelos denunciados, ou simplesmente tiveram suas terras tomadas pela ação de grileiros, contando com o suporte político e intimidatório do denunciado Washington Reis".

Prefeito que quer dominar a Baixada é denunciado por fraude com escrituras imobiliárias em cartório de Nova Iguaçu

● Elizeu Pires

O ano eleitoral começou péssimo para o prefeito de Duque de Caxias, que, além de lançar uma irmã na disputa pela Prefeitura de Magé, estaria se intrometendo em São João de Meriti, Japeri e Queimados, onde pretenderia indicar pessoas do seu grupo, para tentar derrubar os atuais governantes. Washington Reis (foto), que já tem uma condenação penal em última instância e responde outros processos cíveis e criminais, foi denunciado agora por corrupção, acusado de fazer pagamento em dinheiro vivo para obter escrituras imobiliárias de forma fraudulenta no Cartório d 5º Ofício de Notas de Nova Iguaçu, situação levantada através de inquérito concluído pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

Mais recursos não garantem melhorias para a população de Japeri, que continua deixada de lado pela Prefeitura

O município de Japeri teve repasses financeiros maiores no ano passado Dizem nos ambientes políticos de Japeri que para ser considerada ruim a gestão do prefeito Cesar Melo precisa melhorar muito, e lideranças comunitárias e moradores da cidade mais pobre da Baixada Fluminense não pensam diferente. A estagnação do município, a precariedade do setor de saúde e a falta de realizações voltadas para melhorar a qualidade de vida motivam a insatisfação cada vez maior com um governante que, ao que parece, estaria ansioso pelo fim do mandato para passar a batata quente para as mãos de outro, apesar de correr nos mesmos ambientes que Melo é o prefeito, mas quem estaria governando a cidade seriam os titulares das secretarias de Saúde e de Governo.

De acordo com alguns fornecedores e prestadores de serviços, as contas de 2019 ainda não foram fechadas, pois ainda há muitas faturas para receber. Porém, de acordo com dados do Demonstrativo de Distribuição de Arrecadação do Banco do Brasil, as transferências constitucionais foram maiores em 2019 que no ano anterior, um total de R$ 9,7 milhões a mais.

TCE deverá ser acionado para abrir a ‘caixa-preta’ das licitações em Aperibé

Prefeitura restringe acesso aos editais e não informa sobre contratos e pagamentos a fornecedores

A Prefeitura exige login para o acesso aos editais de licitação, contrariando a legislação e o Tribunal de Contas Apesar de ser uma das menores cidades do estado do Rio de Janeiro, Aperibé está chamando atenção pela ousadia da gestão do prefeito Vandelar Dias, não de forma positiva ou por causa de realizações para melhorar a qualidade de vida da população, mas pela falta de transparência nos processos licitatórios e no gasto do dinheiro público.

Serviço de iluminação fica mais caro em Japeri

E a Prefeitura não mostra o contrato nem a ata do pregão vencido pela empresa que já atuava na cidade

A Construtora Express ganhou o primeiro contrato na Prefeitura de Japeri em agosto de 2017 Além do contrato para locação de máquinas pesadas e caminhões, cuja suspensão foi determinada pelo Tribunal de Contas do Estado, mais um processo licitatório realizado pela Prefeitura de Japeri pode vir até seus efeitos cancelados. É que ainda está semana deverá ser encaminhada ao TCE uma representação para que sejam apuradas as condições em que se deu o Pregão Presencial 016/2019, homologado no dia 12 de dezembro pelo prefeito Cesar Mello, em favor da empresa Construtora Express, que já vinha atuando no município desde agosto de 2017, quando ganhou um contrato com valor global de R$ 2.320.268,87, por 12 meses de trabalho.

O questionamento aponta falta de transparência e o fato de a empresa já estar prestando o serviço antes da disponibilizado pela Prefeitura, que limitou-se a publicar no quase vazio Portal da Transparência a homologação do processo licitatório e o valor do novo contrato, fixado em 2.597.000,00,  R$ 276.731,13 a mais que o preço contratado anteriormente.

TCE manda Prefeitura de Japeri suspender locação de maquinas e caminhões

Decisão foi tomada seis meses após a licitação com valor de mais de R$ 4 milhões

A licitação é para locação de máquinas com operador, objeto inexistente no CNAE da empresa declarada vencedora. Está sendo questionado também possível restrição de competitividade Uma licitação feita pela Prefeitura de Japeri em abril deste ano para locação de máquinas e caminhões está na mira do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que determinou – sete meses depois da abertura dos envelopes com as propostas – a suspensão do procedimento licitatório. A locação desses tipos de equipamentos em Japeri está na mira do TCE há muito tempo, mas apesar do alerta da Corte de Contas, os mesmos erros verificados na contratação, em 2017, da empresa W.A, de Oliveira Transportes, que recebeu R$ 6.678.503,04 dos cofres da Prefeitura por dois anos de prestação dos serviços, foram apontados no Pregão 006/2019, vencido pela Lacerda Construções, que se propôs a locar os equipamentos pelo pagamento anual de R$ 4.083.442,17.

Ministério Público aponta nepotismo na Secretaria de Educação de Japeri

Filha da subsecretária foi nomeada em cargo de confiança e, segundo o MP, ambas assinaram declaração na qual omitiram que tinham grau de parentesco

A secretária de Educação de Japeri Roberta Bailune, foi denunciada à Justiça por ato de improbidade administrativa, em ação ajuizada pelos promotores que atuam na 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (Núcleo Nova Iguaçu). Também estão sendo processadas a subsecretária Débora Cristina Rodrigues Alves da Silva, e a filha dela Rhoannie Alves da Silva, nomeada para o cargo de chefe do setor de digitalização e reprodução da secretaria, um caso de nepotismo com agravante: de acordo com o que foi apurado pelo MP, mãe e filha assinaram documento afirmando que não se enquadravam em tal situação. De acordo com o Ministério Público, Débora e Rhoannie "declararam falsamente não estarem enquadradas em situação de nepotismo".