MP denuncia oito por fraude em Silva Jardim

Entre os denunciados estão dois secretários e a ex-procuradora geral do município

 A contratação, sem licitação, de uma empresa para realizar, em 2013, uma competição de Motocross em Silva Jardim, resultou em processo por falsidade ideológica, formação de quadrilha e crime da Lei de Licitações contra oito pessoas no município de Silva Jardim. A ação foi ajuizada pelo Ministério Público, através da Promotoria de Justiça local, que requereu a suspensão do exercício da função pública do ex-subsecretário de Esportes e atual subsecretário de Governo, Patrício Rodrigues Alexandre, e do ex-presidente da Comissão de Licitação e atual ocupando um cargo de assessoria, Glauco Moraes de Azevedo. O MP ainda pediu a prisão preventiva de Patrício Alexandre, Sandra Helena Vieira Cury, Helena Cristina Vieira Cury Monteiro e Paulo Roberto Ferreira Monteiro, os três últimos representantes da empresa Nova Era Moto Clube e da Liga Esportiva de Motociclistas do Estado do Rio, responsáveis pela realização do evento.

Varrição cara demais em Itatiaia

A diferença entre os contratos é de mais de R$ 1,7 milhão Sucessora da Locanty abocanhou contrato por quase o dobro do valor global anterior

A crise está feia em Itatiaia, pequeno município do interior fluminense, onde a Prefeitura, para reduzir os custos funciona apenas em meio expediente, mas nada disso impediu que o prefeito Luis Carlos Ferrera Bastos, o Luis Carlos Ypê, optasse por pagar R$ 1,7 milhão a mais pelos serviços de varrição de ruas e pintura de meio fio a uma empresa privada, quando a administração municipal tem mão de obra para isso e material a vontade - cal e vassouras -, o que poderia custar bem menos. Por esses serviços o município vai pagar, até julho de 2016, R$ 3.777.677,52 e o contrato, que antes tinha o valor global de R$ 2.077.278,76, pertencia à empresa Locanty, sucedida em 2013 pela Própria Ambiental, que está sendo investigada pelo Ministério Público Federal por denúncia de superfaturamento em um contrato com a Prefeitura de Valença, que também havia sido firmado antes com a Locanty.

Gastos com Tesloo somem do sistema em Guapimirim

O prefeito Marcos Aurélio Dias precisa abrir mais essa "caixa-preta" Portal registra apenas alguns pequenos pagamentos, com valores não chegando a R$ 1 mil

Rebatizada de Obra Social São João Batista, a organização não-governamental Casa Espírita Tesloo começou a atuar no município de Guapimirim em 2012, quando foi firmado um contrato com validade de um ano para fornecimento de mão de obra a vários setores da administração municipal, no valor global de R$ 34 milhões e, segundo estimativas, os pagamentos feitos a essa instituição podem ter passado de R$ 90 milhões, mas os valores referentes referentes a esse contrato simplesmente sumiram do site oficial o município. O portal não registra nenhum pagamento em 2012, não mostra nenhuma transferência no ano seguinte e apenas umas três ou quatro em 2014, não chegando a R$ 1 mil por transferência, informações completamente fora da realidade, pois, segundo foi apurado pelo Ministério Público, mesmo impedido pela Justiça de fazer os pagamentos, o prefeito Marcos Aurélio Dias transferiu mais de R$ 10 milhões para a Ong entre outubro de 2014 e o início deste ano.

Guapimirim: gasto com merenda continua em segredo

O prefeito Marcos Aurélio Dias precisa se antecipar às denúncias A Prefeitura ainda não revelou se o fornecimento foi regularizado nem se o fornecedor foi substituído com a nova licitação feita em setembro

Alvo de uma ação judicial por improbidade administrativa que o deixou fora do cargo por seis dias, o prefeito de Guapimirim, Marcos Aurélio Dias vai ter de abrir a caixa-preta dos gastos de recursos repassados pelo governo federal para o setor de Educação se não quiser ter mais problemas pela frente. É que a falta de informações sobre as despesas com o fornecimento de merenda escolar e as denúncias de que durante os meses de agosto e setembro chegou a faltar gêneros alimentícios em algumas unidades de ensino, começaram a ganhar corpo, principalmente pelo fato de a empresa Comércio de Gêneros Alimentícios Paraíso estar na lista de fornecedores aos quais o município teria feito pagamentos irregulares com recursos da Saúde. A lista foi apresentada pelo Ministério Público no processo que gerou o afastamento do prefeito por 180 dias, interrompido ontem por decisão do Tribunal de Justiça.

Mangaratiba continua gastando verbas federais sem licitação

Há apenas cinco meses no cargo Ruy Quintanilha já gastou mais de R$ 3,3 milhões da Secretaria Saúde sem abrir processo licitatório Novas "emergências" na Saúde comprometem mais R$ 1,7 milhão

O gasto, sem licitação, de dinheiro repassado pelo governo federal para o setor de Saúde de Mangaratiba aumentou em relação aos contratos emergenciais firmados em julho pelo prefeito Ruy Quintanilha, que naquele mês somaram R$ 1.630.737,39. Em agosto novas compras por dispensa de licitação foram feitas e somaram exatamente R$ 1.765.531,97, em onze contratos, dos quais apenas dois deixam claros o objeto contratado e nove justificam a despesa com "materiais correlatos", sem informar pelo que o município está pagando.

MP evitou que Ong continuasse em Guapimirim com outro nome

Marcos Aurélio deu continuidade ao contrato feito com a Tesloo por Junior do Posto e está respondendo por isso Permanência da Tesloo poderia ter sido concretizada por nova licitação e razão social diferente

Ao conseguir suspender na Justiça, em abril deste ano, a licitação marcada para contratar uma instituição que iria fornecer pelo menos 960 funcionários terceirizados à Prefeitura de Guapimirim, o Ministério Público pode ter evitado que a Casa Espírita Tesloo - contratada inicialmente na gestão do prefeito Renato da Costa Mello Junior, o Junior do Posto, por R$ 34 milhões ao ano - permanecesse faturando alto no município, segundo a investigação do MP, cobrando por mão de obra superfaturada. De acordo com uma fonte ligada à administração municipal, a Ong, que já havia mudado de nome para Obra Social São João Batista, iria participar do certame, se não com o mesmo nome, usando outra razão social para não despertar a atenção.

Guapimirim quer saber para onde está indo o dinheiro da Educação

O prefeito Marcos Aurélio precisa abrir a caixa-preta que guarda a contabilidade do governo. A população tem o direito de saber onde e em que os recursos da Prefeitura estão sendo aplicados Nos últimos dias tem faltando gêneros alimentícios e até gás em algumas escolas

Incompetência ou má-fé? Essa pergunta vem sendo feita no município de Guapimirim diante de uma realidade verificada na rede municipal de ensino em relação ao fornecimento de merenda escolar. A explicação dada pelo governo é de que o fornecedor teria deixado de entregar alguns gêneros alimentícios e que isso estaria sendo resolvido com uma nova licitação feita essa semana. O problema é que ninguém tomou conhecimento do pregão da merenda até agora, pois nenhuma publicação nesse sentido circulou nos últimos 45 dias, tempo em que o Portal da Transparência está fora do ar, segundo a Prefeitura, por motivo de manutenção. Como se deu o processo licitatório, quantas empresas concorreram e qual delas venceu o pregão, até o final do expediente de ontem era um ministério, assim como os cidadãos de Guapimirim estão sem saber onde em que os recursos destinados pelo governo federal para o setor de Educação estão sendo aplicados.

Justiça bloqueia bens de Evandro Capixaba

Evandro Capixaba está preso desde abril Além do ex-prefeito de Mangaratiba decisão atinge outros cinco réus, pessoas físicas e empresas

O ex-prefeito de Mangaratiba, Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, teve ontem os bens bloqueados pela Justiça. A decisão, tomada pelo juiz Marcelo Borges Barbosa, da Vara Única da cidade, engloba outros 35 réus, inclusive empresas. Além da indisponibilidade dos bens todos tiveram o sigilo bancário quebrado. Eles são acusados de improbidade administrativa e o magistrado também determinou a suspensão dos contratos firmados entre a Prefeitura e as empresas MD Mattos, Vimatécnica Comércio e Serviços, LU Souza Representações, VM Villar, D-Trade e Proll Comércio e Serviço.

“Está tudo dentro da legalidade…”

O prefeito Sandro Matos diz que está tranquilo Prefeito de Meriti diz que "o que importa é a documentação estar em dia, fornecimento feito e os serviços prestados"

Para o prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos (PDT), "não há nenhum motivo de preocupação em relação aos contratos de fornecimento, obras e prestação de serviços firmados em sua gestão". Apesar das denúncias de supostas irregularidades e do fato de algumas empresas não terem sido encontradas nos endereços nos quais estão registradas, Sandro diz que não teme nenhuma investigação porque 'os documentos apresentados pelos vencedores das licitações estão corretos'. "Para mim é isso que importa. Se as certidões estão em dia e o que foi comprado entregue nos prazos e nas quantidades certas, não há problema algum. Se contratamos um serviço dentro do que a legislação exige e ele foi efetivamente prestado estou tranquilo", afirmou.

Mesquita serve os sanduiches mais caros do mundo

O prefeito Gelsinho Guerreiro tem muitas explicações a dar Depois do Ministério Público Federal, Tribunal de Contas decide investigar fornecimento de merenda nas escolas da rede municipal. MPF vai conferir o processo de licitação

Entre março de 2013 e o dia 10 de setembro de 2015 a empresa Home Bread Indústria e Comércio de Alimentos, especializada em merenda escolar, recebeu mais de R$ 16 milhões para abastecer as escolas municipais de Mesquita, um dos municípios da Baixada Fluminense onde ela opera, mas a qualidade da comida servida vem sendo questionada há muito tempo. Este ano a Prefeitura já pagou R$ 6,060 milhões pelo fornecimento, mas no início deste mês foi servido  apenas sanduiches na Escola Municipal Machado de Assis, sem que o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (PSC) tomasse qualquer providência. O abuso, entretanto, não vai ficar barato: o Ministério Público Federal já abriu inquérito para  apurar o fato (a exemplo do que já está fazendo em outras três cidades onde a Home Bread tem contrato) e o Tribunal de Contas do Estado também decidiu por uma investigação.