Rio das Ostras não honra compromissos, mas vai gastar R$ 1 milhão com queima de fogos e locação de banheiros químicos

Só com a queima de fotos serão gastos mais de R$ 800 mil O pessoal terceirizado encarregado da limpeza nas escolas da rede municipal de ensino de Rio das Ostras reclamam de atraso no pagamento. Não recebem porque a empresa que faz a contratação também não recebe da Prefeitura. A coisa é tão séria que pais de alunos de uma escola denunciaram que os próprios estudantes estavam varrendo as salas de aula, o que até ontem não foi explicado pela Prefeitura. Porém, se falta dinheiro para o que deveria ser prioridade, reclamam moradores da cidade, parece estar sobrando para o que eles consideram supérfluo.

Para o próximo dia 9, por exemplo, estão marcadas duas licitações para contratar o que as lideranças comunitárias consideram desnecessário, algo que, entendem, não vai fazer falta alguma se não acontecer. Trata-se da festa de réveillon, que com shows e todos os preparativos pode custar cerca de R$ 2 milhões. No dia 9 deste mês a Comissão Permanente de Licitação vai escolher as empresas as empresas que vão locar banheiros químicos para serem usados nos dias 31 de dezembro e 1º janeiro e a queima de fotos. Por apenas dois dias de locação dos banheiros a Prefeitura pretende pagar R$ 165.160,08 e R$ 845.811,25 por no máximo 15 minutos de show pirotécnico.

Mangaratiba compra água mineral em atacadista de móveis

De acordo com o contrato com a Prefeitura e o cadastro na Receita Federal, a SMX funcionaria neste imóvel que.é uma residência E a empresa, que no papel consta como sediada em Mesquita, não é encontrada no endereço mencionado no contrato

O município de Mangaratiba, na Costa Verde, conta com pelo menos 20 empresas distribuidoras de água mineral, mas a Prefeitura optou por comprar 527.520 litros do produto de uma empresa que, no papel, consta como localizada em Mesquita, na Baixada Fluminense, mas não funciona no endereço mencionado no Processo nº 06580/2015, aberto para a compra, que vai custar R$ 166.188,00. De acordo com o processo, a SMX Distribuidora e Comércio Atacadista de Moveis e Material de Informática está sediada na Avenida Dr. Mário de Abreu, 80, no bairro Vila Emil, mas no imóvel, que fica entre os números 70 e 90, o que existe é uma residência e a vizinhança informou ontem que nunca ouviu falar que naquela via existisse uma empresa atacadista. De cor azul, a casa de número 80 é de dependências simples e não oferece espaço para estocagem de nenhum tipo de material, muito menos para os volumosos galões de água mineral, mas, de acordo com os registros da Prefeitura, a empresa venceu uma concorrência e vai fornecer 14 mil galões de 20 litros de água para a Secretaria de Administração e mais 12.376 galões para a Secretaria de Saúde, ao custo unitário de R$ 6,30. A compra consta do registro de preços publicado no boletim oficial e esta não é a primeiro venda que a SMX faz para a administração municipal: de acordo com extrato de contrato publicado com data de 9 de outubro deste ano, a empresa vendeu 27 bicicletas para a administração municipal pelo valor global de R$ 15.120,00, despesa empenhada na rubrica orçamentária do Fundo Municipal de Saúde.

Rio adota scanners contra tráfico de armas e sonegação

A Barreia Fiscal tem ajudado bastante no combate à sonegação Os equipamentos serão instalados em pontos fixos de fiscalização

Os pontos fixos de fiscalização da Operação Barreira Fiscal implantada pelo governo do estado do Rio de Janeiro vão contar com tecnologia de ponta. Scanners em forma de portal serão instalados para aumentar a eficácia da repressão à circulação ilegal de cargas nas estradas fluminenses, inclusive de drogas e de armamento utilizado por criminosos.  Segundo o governador Luiz Fernando Pezão a licitação para compra e instalação deverá ser realizada em seis meses. “Está previsto um investimento de R$ 600 milhões, que serão obtidos por meio de uma parceria público-privada”, explicou o governador.

Mangaratiba faz concurso relâmpago para a Educação

O prefeito Ruy Quintanilha contratou a instituição organizadora sem fazer licitação, apesar de existirem outros órgãos especializados Interessados tiveram apenas 11 dias úteis para inscrição e menos de um mês para se preparem para as provas

O município de Mangaratiba está entrando para a história com o concurso público mais rápido do estado do Rio de Janeiro, senão do Brasil. O edital foi divulgado no dia 28 de outubro, as inscrições foram abertas no dia 29 e encerradas no último domingo (15 de novembro), apenas 11 dias úteis para o interessado conhecer as regras, fazer a inscrição e pagar o boleto bancário. O prazo para preparação também é curto, pois as provas objetivas estão marcadas para os dias 28 e 29 deste mês, assim como foi rápido o trâmite para a escolha da instituição organizadora: embora existam dezenas de órgãos especializados em processos seletivos de ampla concorrência o prefeito Ruy Quintanilha optou por não fazer licitação e escolheu de forma direta, por R$ 1,2 milhão, a Fundação Bio-Rio, que até o final da tarde de hoje não havia divulgado a quantidade de candidatos inscritos e muito menos a média de concorrentes por vaga, como é praxe em todos os certames.

Ex-prefeito de Nova Friburgo é condenado mais uma vez

Demerval recebeu agora a terceira sentença condenatória Irregularidades na aplicação de R$ 10 milhões destinados à recuperação da cidade geraram várias ações. Decisão de agora atinge também dois ex-secretários

A Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Nova Friburgo, Dermeval Barbosa Moreira Neto, e os ex-secretários José Ricardo Carvalho de Lima (Governo) e Hélio Gonçalves Corrêa (Obras), além da empresa Vital Engenharia Ambiental, por ato de improbidade administrativa. A decisão foi tomada em uma das cinco ações movidas pelo Ministério Público Federal por irregularidades no uso dos recursos destinados ao município pelos governos estadual e federal para ajudar na reconstrução da cidade após a catástrofe climática de janeiro de 2011.

Falta de remédios deixa saúde de Silva Jardim doente

A Prefeitura licitou, recentemente, mais de R$ 4 milhões para medicamentos, mas os usuários da rede municipal tem reclamando da falta de remédios na farmácia básica Moradores reclamam que não estão encontrando medicamentos nas unidades municipais

Embora a Secretaria de Saúde não admita a existência de pendências com fornecedores, usuários da rede municipal de atendimento médico de Silva Jardim reclamam que está faltando remédios nas unidades de atenção básica, tanto nos postos que funcionam nos bairros periféricos como na Policlínica Municipal Aguinaldo Moraes, no centro da cidade, que foi ampliada e equipada para funcionar como hospital, inclusive com internação, mas não estaria recebendo medicamentos e materiais de consumo com regularidade. Segundo os registros do Ministério da Saúde, todos os repasses destinados ao setor no município estão em dia, com as transferências constitucionais sendo feitas mensalmente.

Câmara de Itatiaia não apurou contrato suspeito

A Câmara ainda não teve tempo de apurar, mas sobrou momento de confraternização com o ex-vereador Cristian de Carvalho, apontado como dono, de fato, da empresa que teria sido favorecida Presidente da Casa prometeu investigar suposto favorecimento em licitação, mas nada foi feito até hoje

Em outubro do ano passado o então presidente da Câmara de Vereadores de Itatiaia, cidade do Sul Fluminense, Eduardo Guedes da Silva, o Dudu, prometeu que "com isenção e seriedade" a Casa iria investigar denúncia de suposto tráfico de influência, falsidade ideológica e fraude em licitações na contratação de uma empresa para os serviços de manutenção e limpeza de logradouros públicos em nove bairros, mas passado mais de um ano, nada foi feito nesse sentido. Muito pelo contrário: Dudu e outros membros da Câmara - inclusive o atual presidente, Jair Balbino da Silva, o Jair Porquinho - aparecem em uma imagem abraçados com um ex-vereador que, segundo foi denunciado à época, seria de fato o dono da empresa, que recebeu da Prefeitura mais de R$ 2,7 milhões entre 2011 e 2014, período em que outras duas firmas também faturaram no município prestando, tecnicamente, os mesmos serviços, mas com objeto diferente nos contratos.

Por mais receita municípios apelam para os radares

Atualmente Petrópolis tem 17 pares de radares e pretende dobrar o número de equipamentos, verdadeiras máquinas de fazer multas Prefeitos alegam necessidade de ampliar segurança no trânsito, mas o objetivo mesmo é fazer das multas uma fonte de renda. Petrópolis, por exemplo, pretende dobrar o número de equipamentos

Enquanto vários prefeitos estão firmando parcerias com o Tribunal de Justiça para homologar conciliações com os contribuintes em situação de inadimplência e recuperarem milhões de reais em créditos, outros estão apelando para multas de trânsito para fazerem caixa, lavrando infrações sem o menor critério e ampliando a quantidade de radares nas ruas de suas cidades. Na semana passada, por exemplo, o Tribunal de Contas do Estado liberou um edital de licitação no valor de R$ 2,5 milhões lançado pelo Fundo Municipal de Transporte e Trânsito de Macaé, que vai contratar uma empresa para instalação de novos radares fixos e lombadas eletrônicas e o mesmo deverá acontecer em relação a pelo menos mais nove municípios ainda este ano. Entre as cidades que pretendem ampliar o sistema de fiscalização eletrônica Petrópolis é a que mais engenhocas deverá instalar. A Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (Cptrans) lançou um edital no valor global de R$ 6.088.762,80 para contratar o serviço por um prazo de 36 meses.

Insalubridade e salário baixo geram revolta em Guapimirim

Viaturas como esta estão circulando nas ruas de Guapimirim, sucatas que já deveriam ter sido descartadas há muito tempo Agentes da Guarda Municipal são tratados com descaso por uma gestão que torrou dinheiro público com a Tesloo e a Obra Social São João Batista, pagando até quatro vezes além do que o profissional contratado recebia de fato

Formada por 51 agentes efetivos, a Guarda Municipal de Guapimirim está pedindo socorro. O governo, que se não fosse uma ação movida pelo Ministério Público estaria pagando hoje R$ 4 mil mensais à Obra Social São João Batista (antiga Tesloo) por uma merendeira que, de fato, não receberia mais que R$ 900, é o mesmo que exige muito dos servidores efetivos e não dá nada em troca. No acaso dos guardas a Prefeitura paga a eles apenas R$ 1.100 (sem o desconto previdenciário) e não oferece alimentação nem nos plantões. Os que podem levam comida de casa, mas há quem nem isso tem condição de fazer. “Muitos de nós tem filho para sustentar e às vezes fica sem almoço para não deixar faltar em casa”, diz um agente explicando ainda que a categoria também não conta com auxilio transporte.

Mangaratiba eterniza contratos com termos aditivos

A Prefeitura já comprometeu, com termos aditivos, cerca de R$ 30 milhões. As compras sem licitação passam de R$ 5 milhões ... e continua fazendo despesas sem licitação, esticando as emergências alegadas para fazer gastos milionários

Com vários processos licitatórios realizados na gestão do prefeito Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, sob suspeita de irregularidades, a Prefeitura de Mangaratiba, agora comandada pelo então vice-prefeito e secretário de Saúde, Ruy Quintanilha, está ampliando contratos antigos através de termos aditivos, inclusive alguns feitos sem licitação. Ruy assinou recentemente a 4ª prorrogação do Contrato nº. 064, firmado em 2011 com a empresa Homega RC Projetos e Serviços Elétricos (R$ 2.579.040,00) e o 3º termo aditivo do Contrato nº 009, feito em 2012, sem licitação, com a Empresa de Saneamento e Energia Renovável do Brasil (R$ 2.609.280,00), comprometendo R$ 5.188.320,00, além dos mais de R$ 21 milhões em uma prorrogação concedida a empresa Própria Ambiental, que sucedeu a Locanty no município.