Justiça dá 10 dias para CRT se manifestar sobre isenção em Magé

A isenção valerá também nas praças auxiliares para os veículos com placa de Magé E o retorno da Vila Recreio e a via alternativa ficarão abertos

Em audiência de conciliação encerrada agora a pouco na Vara Federal de Magé, a juíza Ana Carolina de Carvalho deu 10 dias de prazo para a Concessionária Rio Petrópolis se manifestar sobre a isenção na cobrança do pedágio na BR-116 para os veículos emplacados no município. Em contrapartida, firmado o acordo, o prefeito Nestor Vidal se comprometeu a fechar a via alternativa, uma vez que os proprietários de veículos com placa de Magé poderão passar livremente pela praça principal de cobrança e pelas duas praças auxiliares. Ainda na audiência de hoje a magistrada deu também 10 dias de prazo para que a CRT, a Prefeitura e a Agência Nacional de Transportes Terrestres se reúnam para uma conciliação, devendo a ata dessa reunião ser apresentada à Justiça Federal em nova audiência.

Caixa preta dos gastos públicos em Tanguá vira caso de Justiça

Valber assumiu o governo prometendo muita ação e transparência. Dois anos se passaram e a população ainda não viu nada disso. Muito contrário: as contas públicas são mantidas em segredo Um grupo de cinco empresas fica com a maior parte da receita do município e as licitações não são nada claras. Denúncias de supostas irregularidades em pregões para contratação de serviços, obras e fornecimentos chamam a atenção do Ministério Público para uma gestão que ganhou nota zero em transparência no gasto do dinheiro do povo

 

Vereadora de Cambuci diz que pediu demissão em Rio das Ostras

Mas colegas de profissão e trabalho afirmam que nunca a viram por lá batalhando em sala de aula nem na Casa de Educação, onde ela diz que esteve lotada

A matéria "Contrato de vereadora de Cambuci com Rio das Ostras será apurado", publicada ontem teve grande repercussão e causou revolta em muitos profissionais da rede municipal de ensino, que denunciaram que Leila Cristina Pinheiro Barcelos (PSC), nunca foi vista em sala de aula e também não era conhecida na Casa de Educação, onde ela alega ter sido lotada. As informações passadas ao elizeupires.com por vários professores confirmam a denúncia do vereador Deucimar Talon Toledo (PT), de que Leila seria funcionária fantasma, pois nunca teria trabalhado como professora em Rio das Ostras. Ao site de notícias SFN ela disse ter passado em um processo seletivo realizado em 2014 e que pediu demissão em abril deste ano. Entretanto, no Portal da Transparência do município de Rio das Ostras consta que Leila esteve em atividade até maio, mas, como o elizeupires.com já havia revelado, as informações sobre ela foram atualizadas na noite do dia 30 de junho, depois que o vereador Deucimar fez a denúncia em plenário, inserindo a informação “licença/afastamento”.

Contrato de vereadora de Cambuci com Rio das Ostras será apurado

Leila Cristina foi contratada para lecionar a 221 quilômetros da cidade onde mora e exerce mandato. Resta saber como faz para dar aulas e participar das sessões da Câmara, já que gastaria seis horas para ir e voltar

Localizado no Noroeste do estado do Rio de Janeiro, o município de Cambuci está a 105,88 quilômetros de distância de Rio das Ostras em linha reta e a 221 quilômetros por via rodoviária. Se essa viagem for feita de ônibus o passageiro vai gastar cerca de seis horas para ir e voltar, mas nada disso desencoraja a vereadora Leila Cristina Pinheiro Barcelos (PSC), de Cambuci, a exercer sua profissão em Rio das Ostras. Ela assumiu cargo de professora nível I na rede municipal de ensino, contratada temporariamente pelo prefeito Alcebíades Sabino dos Santos (também do PSC), que poderia ter preenchido a vaga escolhendo uma das centenas de professoras residentes na cidade e aguardam o julgamento do processo no qual a anulação do concurso público realizado pela Prefeitura em 2012 é questionada. Diante da longa distância resta saber qual ocupação está sendo sacrificada, se a de professora ou o exercício do mandato parlamentar, o que o Ministério Público deverá esclarecer, buscando informações sobre a lotação da professora, horário de trabalho e turma a qual ela ensinava.

MPF manda Miguel Pereira cuidar da saúde

O prefeito Claudio Valente terá de arrumar a casa Procuradoria da República aponta falta da metade dos itens da farmácia básica e ausência de profissionais nas unidades de atendimento médico

Com cerca de 25 mil habitantes, o município de Miguel Pereira, no interior do estado do Rio de Janeiro, recebeu, de janeiro de 2013 a 30 de abril deste ano, R$ 76.307.646,74 em repasses constitucionais do governo federal, sendo cerca de 30% do total para o setor de Saúde, mas a rede municipal de atendimento médico está numa penúria dada, sem que o prefeito Claudio Valente (PT) consiga mudar o quatro. Por conta disso o Ministério Público Federal recomendou providências no sentido de melhorar a política pública de saúde.  Uma investigação do MPF constatou que "o município está sofrendo com a falta de medicamentos e profissionais, bem como estrutura física para implementar o Serviço Residencial Terapêutico (SRT)", que já deveria ter saído do papel há pelo menos dois anos.

Justiça enquadra Bornier por falta de transparência

Em caso de descumprimento da decisão o prefeito Nelson Bornier terá de pagar uma multa pessoal de R$ 1 mil por cada dia de atraso O município de Nova Iguaçu ignorou recomendações feitas pelo Ministério Público Federal

A Prefeitura de Nova Iguaçu tem 60 dias de prazo para cumprir, integralmente, a Lei de Acesso a Informação. A decisão foi tomada liminarmente pela Justiça Federal em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF). A administração municipal terá de regularizar, em dois meses, as pendências encontradas no site do município: falta de apresentação das respostas a perguntas mais frequentes da sociedade; ferramenta de pesquisa de conteúdo que permita o acesso à informação de forma objetiva, transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão; gravação de relatórios em diversos formatos eletrônicos, inclusive abertos, como planilhas e texto; ferramenta que dê acesso automatizado por sistemas externos em formatos abertos, estruturados e legíveis por máquina; informações concernentes a procedimentos licitatórios, inclusive os respectivos editais e resultados, bem como a todos os contratos celebrados; informações sobre licitações abertas, em andamento e a realizar; disponibilizar casos de dispensas e inexigibilidades de licitações e informações sobre todos os contratos e convênios celebrados.

Tanguá continua mantendo contas públicas em segredo

O prefeito Valber Luiz mantém contas públicas em segredo Nota zero em transparência, o município não mostra contratos nem licitações

Apontado como o pior prefeito desde a instalação de Tanguá como município, Valber Luiz Marcelo de Carvalho (PTB), pode entrar para história da cidade também como o menos transparente, pois sua administração não informa nada sobre os gastos da municipalidade, fazendo segredo principalmente dos processos licitatórios e dos contratos firmados pela Prefeitura desde o início de sua gestão, no dia 1º de janeiro de 2013. Nota zero no ranking da transparência do Ministério Público Federal (MPF), dividindo o último lugar com Aperibé e São Sebastião do Alto, Tanguá até que colocou no ar seu Portal da Transparência, o problema é que nele não se pode encontrar nenhuma informação sobre os contratos e licitações. Desde a última segunda-feira o elizeupires.com vem testando o sistema de dados da Prefeitura na ferramenta licitações/contratos e não encontrou registro algum.

MP empata com a imprensa em confiança

     De acordo com o índice de Percepção do Cumprimento das Leis 2015 (IPCLBrasil 2015), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas, a imprensa escrita e o Ministério Público estão empatados em terceiro lugar entre as instituições mais confiáveis do Brasil, com 45% de aprovação. Segundo o estudo, a imprensa e a promotoria de justiça só perdem para a Igreja Católica (57%) e as forças armadas - Exército, Marinha e Aeronáutica - (com 68%), enquanto o Poder Judiciário aparece em sétimo lugar (25%), ganhando apenas do Governo federal (19%), Congresso Nacional (15%) e dos partidos políticos (5%).

     Segundo a FGV, a pesquisa reuniu 1.650 entrevistas com habitantes maiores de 18 anos de cidades do Amazonas, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, que representam 55% da população do país dentro dessa faixa etária. O objetivo, diz a instituição “é medir, de forma sistemática, a percepção dos brasileiros em relação ao respeito às leis e às determinações de algumas autoridades que estão diretamente envolvidas com o cumprimento das leis”.

Servidores revelam pressões para desmentir denúncias de corrupção em Casimiro de Abreu: funcionária diz que negociou “recuada”

Bruno, revela uma servidora, a teria ameaçado com uma comissão de inquérito administrativo que concluiria por sua demissão Acusado de improbidade administrativa e beneficiado com a rejeição da denúncia formulada contra si por seus pares, o vereador Bruno Miranda agora estaria retribuindo o favor saindo em defesa do presidente da Câmara Municipal de Casimiro de Abreu, Alessandro Macabu de Araújo, o Pezão. De acordo com novas gravações que surgiram na semana passada e deverão ser encaminhadas ao Ministério Público nos próximos dias, Bruno teria pressionado os servidores que entregaram uma carta lida em plenário no dia 11 de maio com denúncias contra Pezão, para esses redigirem um novo documento, retirando as denúncias.

Em uma das gravações a servidora Elsy Myrian Pantoja revela que Bruno a procurou e teria afirmado que se ela não fizesse uma nova declaração desmentindo a anterior (também gravada), na qual denuncia que devolvia parte do que recebia como ocupante de uma função gratificada, seria instalada um inquérito administrativo e ela seria exonerada, uma vez que é funcionária efetiva do Poder Legislativo. "O Bruno disse ou você grava um vídeo 'desdizendo' aquele negócio da devolução de dinheiro ou a gente abre uma comissão administrativa e você será exonerada", afirma Elsy.

Mais lama na Câmara de Casimiro de Abreu

Nova confissão de devolução de dinheiro complica mais um vereador e deixa no ar que o esquema pode ser maior

      Depois do presidente da Câmara de Vereadores, Alessandro Macabu Araújo, o Pezão ter o nome envolvido em esquema de corrupção montado para tomar a maior parte dos salários pagos aos assessores, uma nova gravação sugere que a pouca vergonha vai além do já denunciado. Um ex-assessor do vereador Luiz Ribeiro da Silva Junior, o Juninho, gravou um depoimento no qual acusa o parlamentar de exigir o repasse de parte do que ele recebia na Câmara, inclusive o décimo-terceiro salário e um abono chamado de décimo-quarto. O clima na Casa Legislativa está quente, mas as denúncias sobre esse esquema não deverão ser apuradas por seus membros, ficando a sociedade na expectativa de ações por parte do Ministério Público.