Tribunal de Justiça nega recursos e mantém suspensa a posse dos deputados presos na Operação Furna da Onça

O deputado André Correa é um dos presos da Furna da Onça Por unanimidade, os desembargadores da 26ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negaram os recursos impetrados pela Alerj e pelos deputados André Corrêa, Marcos Abrahão e Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, contra a decisão que suspendeu, em abril passado, os efeitos do ato da Mesa Diretora da Casa que autorizara a retirada do livro de posse da Assembleia Legislativa para que fosse assinado por parlamentares eleitos que tinham sido presos, em novembro de 2018, na Operação Furna da Onça.

O livro foi levado, em março, pelos deputados Márcio Canella e Marcus Muller ao Complexo de Gericinó, onde estão presos preventivamente os parlamentares Marcus Vinícius, Luiz Martins, Marcos Abrahão e André Correa, e à residência de Chiquinho da Mangueira – em prisão domiciliar - para que o termo de posse fosse assinado.

Vice pode ser opção de Charlinho para se manter no poder em Itaguaí

Atual prefeito da cidade tem condenação a 14 anos de prisão

Charlinho tem condenação criminal e Abeilardinho pode ser a opção dele Com a ficha borrada por uma condenação criminal em processo no qual foi denunciado por fraude em licitação, o prefeito de Itaguaí, Carlo Bussato Junior, o Charlinho (MDB) – apostam alguns especialistas no assunto – dificilmente conseguirá registrar uma candidatura a reeleição em 2020, apesar de ser representado por uma das melhores bancas de advocacia do Rio, mas isto poderá não ser problema para ele. O que se comenta nos meios políticos da cidade é que a continuidade aconteceria através do vice-prefeito, Abeilard Goulard de Souza Filho, o Abeilardinho, que seria o candidato do governo a prefeito no próximo ano.

Filho do prefeito Abeilard Goulart de Souza – assassinado em junho de 1991 – Abeilardinho já começou a se movimentar como pré-candidato em reuniões internas. Apesar do nome leve, seus aliados temem que ele seja impactado pela alta rejeição acumulada por Charlinho.

Empresário Eike Batista é condenado a 8 anos e 7 meses de prisão por crime contra o mercado de capitais

Eike ainda responde a outros processos na Justiça Federal Acolhendo pedido final de condenação do Ministério Público Federal a Justiça Federal sentenciou o empresário Eike Batista a 8 anos e 7 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por fraudes contra o mercado de capitais brasileiro.

 "Trata-se apenas o primeiro de três processos por tais fraudes que chega ao fim após toda a controvérsia envolta no afastamento do Juiz Federal que originalmente conduzia o caso e que fora flagrado conduzindo um veículo do empresário. O empresário ainda responde aos processos nº 0042651-87.2014.4.02.5101 e 0029174-94.2014.4.02.5101 que aguardam a apreciação de novos pedidos de condenação formulados pelo MPF", explicam os procuradores da República Carmen Santana e José Maria Panoeiro.

MPF sustenta ação contra deputado por crime ambiental em Caxias

Washington Reis e um sócio são acusados de lotearem área em unidade de preservação

Gutemberg e o sócio recorreram para parar a ação Denunciado à Justiça Federal em maio deste ano por crime ambiental, o deputado federal Gutemberg Reis (MDB) impetrou recurso para atentar barrar o processo, mas ação está sendo sustentada  pelo Ministério Público Federal (MPF), que solicita andamento da denúncia contra ele e Altamiro  Alvernaz Filho, de quem o parlamentar é sócio na Construtora GR Caxias. Gutemberg é irmão do prefeito de Duque de Caxias,  Washington Reis, que, em dezembro de 2016, foi condenado pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a sete anos, dois meses e 15 dias de prisão, também por crime ambiental.

Fora do poder desde que teve prisão decretada, ex-presidente da Câmara de Japeri mira as eleições de 2020

Afastado da Câmara de Vereadores de Japeri há mais de um ano, sem sequer poder entrar na Casa que presidiu por 18 meses, Wesley George de Oliveira, o Miga está de olho nas eleições do próximo ano. Pelo menos é o que ele sugere nas redes sociais em imagem da campanha de 2016, com a hashtag  "2020 é logo ali". Ele foi preso sob acusação de associação para o tráfico de drogas junto com o prefeito Carlos Moraes Costa e o também vereador  e Claudio José da Silva, o Cacau, que permanecem encarcerados. Embora esteja afastado da Câmara desde o dia 30 de julho do ano passado, Miga continua ganhando como vereador, assim como Cacau.

Embora tenha sido afastado do cargo de presidente da Câmara e do mandato de vereador, Wesley George de Oliveira não tem ainda nenhum impedimento legal em relação a uma candidatura a cargo eletivo, e se tiver o afastamento suspenso pela Justiça poderá retornar ao Legislativo.

Armações do projeto Novo Olhar não eram só para óculos: R$ 66 milhões podem ter escoado pelo esgoto da corrupção

Além de alimentar deputados estaduais com votos, o programa Novo Olhar, da Fundação Leão XIII, teria sustentado um esquema de fraude que pode de ter surrupiado R$ 66 milhões dos cofres do governo do Rio de Janeiro em processos licitatórios abertos para compra das armações dos óculos distribuídos à população. Comprovar isso e levar os responsáveis à Justiça é o objetivo do Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro, que hoje (30) realizou a Operação Catarata, cumprindo sete mandados de prisão e 19 de busca e apreensão. Entre os presos estão Flávio Salomão Chadud (foto) e Marcelle Braga Chadud, apontados como líderes do grupo.

De acordo com as investigações, várias empresas participavam das licitações apenas como cobertura a Servlog Rio Consultoria e Assessoria Empresarial – controlada por Flávio Chalud –, que teve o contrato renovado até 2020.