Dez dias de “enforcamento” em Porto Real

A prefeita da cidade decidiu antecipar comemorações pelo Natal e o Ano Novo

Ontem foi o último dia de expediente nas repartições públicas municipais de Porto Real, cidade do interior do estado do Rio de Janeiro. É que a prefeita Maria Aparecida da Rocha Silva, a Cida (foto), decretou ponto facultativo nos dias 19, 20, 21, 22, 23, 26, 27, 28, 29 e 30, segundo o Decreto nº 2074, “em razão das comemorações de final de ano”. Cida, que é apontada como responsável pela pior gestão da história do ex-distrito de Resende, segundo algumas lideranças comunitárias locais, vai deixar o governo no próximo dia 31 “sem deixar saudade”. A partir de janeiro o município voltará a ser governado por Jorge Serfiotis, que já exerceu dois mandatos consecutivos. Serfiotis promete iniciar governo com uma reforma administrativa para, segundo ele “adequar o município à realidade financeira do país”, além de promover ações que facilitem a geração de empregos.

TCE aponta gasto exagerado com pessoal em Belford Roxo

Corte de contas revela que o município vem gastando mais do que arrecada

Atrasando o pagamento dos salários dos servidores ativos, inativos, permutados, contratados e dos nomeados em cargos de confiança, o prefeito de Belford Roxo, Adenildo Braulino dos Santos, o Dennis Dauttmam (foto) vem exagerando nos gastos com pessoal desde que assumiu o governo, em 2013, aumentando ainda mais esse tipo de despesas a partir do ano seguinte. A constatação é do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que esta semana reprovou a prestação de contas referente ao exercício fiscal de 2015. De acordo com a corte de contas, o município tem gastando mais do que o efetivamente arrecadado, que aponta que a crise financeira que afeta a Prefeitura ocorre também por gestão inadequada.

Terceirização de mão de obra é conta salgada em Tanguá

E a Prefeitura não diz quantos são nem onde os contratados trabalham, muito menos o que eles efetivamente recebem por mês, já que há denúncias de que a Prefeitura estaria pagando até três vezes mais do que os trabalhadores ganham

De janeiro de 2013 até ontem o município de Tanguá já teria gasto mais de R$ 18 milhões com a contratação de mão de obra terceiriza, muito dinheiro para ser empregado desta forma, considerando tratar-se de uma das menores e mais pobres cidades do estado do Rio de Janeiro e levando em conta o péssimo funcionamento da máquina administrativa conduzida pelo prefeito Válber Luiz Marcelo de Carvalho (foto). O valor é estimado, porque os números relativos às despesas dos dois primeiros anos da atual gestão desapareceram do sistema da Prefeitura, constando nos registros apenas os valores pagos em 2015 e 2016. Na verdade, mais que o montante exato já pago a Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege) - que fornece pessoal para vários órgãos da Prefeitura - é preciso que se explique quantos contratados existem, onde eles estão lotados e quanto efetivamente recebem por mês, uma vez que há denúncias de que um trabalhador que ganha cerca de R$ 1 mil de salário estaria custando até três vezes mais aos cofres da municipalidade.

Romário não recebeu repasse porque criticou Odebrecht

É o que diz diretor da empresa em delação à Lava-Jato

O senador Romário Faria (foto) foi citado na delação do vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Claudio Mello Filho, não por ter recebido dinheiro da empresa, mas por ter aparecido na TV de frente para uma placa falando mal dos estádios construídos pela empresa. O relato está na página 66 de mais um documento vazado. Neste Claudio relata que foi apresentado ao senador pelo diretor da Odebrecht Properties, Eduardo Martins,  que havia se reunido com  Romário no escritório do grupo em Brasília. O anexo pessoal da delação de Claudio - que iniciou sua trajetória na Odebrecht em 1989, como estagiário, atuando em uma obra em Luziânia, no estado de Goiás - tem 82 páginas e cita políticos de várias legendas e o único mencionado como deixado de fora do esquema é o ex-jogador. Também não consta que Romário tivesse feito qualquer pedido de ajuda financeira para a sua campanha ao delator.

Educação de Casimiro fecha mais um ano com nota 10

Evolução do setor nos últimos anos é explicitada em números

Quando, no dia 1º de janeiro, o prefeito eleito de Casimiro de Abreu tomar posse terá, em relação ao setor de ensino, apenas uma preocupação, a de escolher para comandar a Secretaria de Educação uma pessoa que consiga pelo menos manter os índices da rede, que evoluiu bastante nos últimos anos, a ponto de a cidade ficar entre as sete que mais cresceram no estado do Rio de Janeiro. Na avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o município obteve uma das 10 melhores notas, subindo 0,7 pontos e chegando a 5.7, atingindo a meta estabelecida pelo Ministério da Educação.

Números mostram que Rio das Ostras poderia estar melhor

O município teve entre 2013 e 2015 a maior arrecadação de sua história

Com toda crise nacional e queda nos repasses dos royalties do petróleo, Rio das Ostras registrou entre 2013 e 2015 a melhor arrecadação de sua história, uma receita superior a atingida nos quatro anos anteriores. Os números são da própria Prefeitura e revelam um contrassenso aos olhos de quem depara com uma cidade bem pior do que a que o prefeito Alcebíades Sabino encontrou em janeiro de 2013, quando iniciou seu terceiro mandato. Segundo os números, o município teve uma receita de R$ 2.105.813.116,46 nos três primeiros anos da administração atual, mais que o total verificado de 2009 a 2012, que ficou em R$ 2.062.582.500,00, arrecadação da qual sobraram R$ 178.053.700,00 para o gestor atual administrar. Somando os valores arrecadados este ano, o governo que termina no próximo dia 31 teve ainda mais dinheiro: os números de 2016 apontam que até setembro entrou nos cofres da municipalidade o total de R$ 338.573.396,23, o que eleva a receita do período desta gestão para mais de R$ 2,5 bilhões, sem contar o saldo dos quatro anos anteriores.

Guapimirim terceiriza até cobrança de impostos

Contratada para atuar na recuperação de créditos, pode não ter ajudado o município a arrecadar nada ainda, mas já recebeu uma parte do valor do contrato

Quanto a JRQ Assessoria já conseguiu atrair para os cofres do município de Guapimirim? A resposta ninguém do governo consegue dar, mas a empresa, de acordo com dados do sistema de registros de pagamentos da Prefeitura, já recebeu R$ 82 mil e ainda tem o crédito de R$ 161 mil a receber até o próximo dia 31, o que a administração municipal não revela se será quitado ou não. A JRQ foi contratada no dia 30 de setembro para prestar o serviço de “suporte e apoio a gestão fazendária, visando incremento na recuperação de créditos inscritos ou não em dívida ativa”. O Contrato 59/2016 tem validade de um ano, valor global de R$ 982 mil e a empresa tem a seu favor uma nota de empenho no total de R$ 243 mil. A Prefeitura alega que a contratação é legal, necessária e que foi feita com transparência. Só não informa quando a contratada ajudou o município a arrecadar nestes primeiros 69 dias de validade de um contrato que, a exemplo de todos os realizados nos últimos meses, deverá ser auditado pela nova gestão.

“Salvador” de Itaguaí vai deixar herança maldita

Wesley Pereira prometeu concluir nesta quarta o pagamento do mês de outubro para todos os servidores Wesley Pereira atrasa salários e mergulha a cidade no buraco

Em abril de 2015, então vice-prefeito, o ex-petista Wesley Pereira assumiu a Prefeitura de Itaguaí carregado nos ombros por servidores. O momento era de crise política na cidade, com as denúncias de corrupção contra o prefeito Luciano Mota, que foi afastado pela Justiça e depois cassado pela Câmara de Vereadores. Pereira prometeu mundos e fundos à população e disse que não decepcionaria os funcionários. Hoje, um ano e oito meses após ter ascendido ao poder, o “salvador da pátria” está de saída e, de acordo com alguns lideranças comunitárias e funcionários, vai sem deixar saudade.

TCE reprova as contas de Cabo Frio

Tribunal encontrou várias irregularidades

Devido a irregularidades e impropriedades, como a falta de informações relativas ao cumprimento de gastos dentro dos limites legais, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro emitiu, na sessão desta terça-feira, parecer prévio contrário à prestação de contas da Prefeitura de Cabo Frio referente ao exercício 2015, de responsabilidade do prefeito Alair Francisco Corrêa (foto). A decisão segue voto do conselheiro relator Domingos Brazão e o parecer técnico seguirá para a Câmara Municipal para apreciação final sobre as contas. As contas apresentadas não permitiram a avaliar se a abertura de créditos suplementares e especiais obtiveram prévia autorização legislativa. Também não foi possível analisar o cumprimento dos limites legais previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em relação aos dispêndios com pessoal ativo e inativo do Poder Executivo, bem como se a prefeitura respeitou os limites permitidos da dívida pública. As informações encaminhadas não foram consolidadas e suficientemente comprovadas.