`Beija-mão´ em Parcambi é na Secretaria de Governo

Marido manda mais que a prefeita eleita

A fisioterapeuta Lucimar Cristina da Silva Ferreira (PR) foi a única prefeita eleita na Baixada Fluminense nas últimas eleições e desde o dia 1 de janeiro “comanda”o município de Paracambi. Entretanto, segundo alguns membros do próprios governo, quem está dando as cartas por lá é o marido dela, o médico Flavio Campos Ferreira (foto), que mesmo enquadrado pela Lei da Ficha Limpa e impedido de disputar um cargo eletivo, foi nomeado secretário de Governo e vem atuando como prefeito de fato. O candidato era ele que - esgotados os recursos jurídicos - deixou a vaga majoritária do PR para Lucimar, que hoje, até para dar uma entrevista depende da presença dele. O poder de Flávio é percebido logo nos corredores da Prefeitura, externado pela “fila do beija-mão”. Nelas estão vereadores, colaboradores de campanha à espera de um emprego e fornecedores em potencial, além de credores do município, uma vez que o prefeito Tarciso Pessoa deixou pendências com várias empresas e também com os servidores. 

Corte em Porto Real sacrifica os pequenos

Prefeito acaba com cargos menores e amplia os grandões

O projeto de reforma administrativa enviado à Câmara de Vereadores pelo prefeito Jorge Serfiótis (foto), atingiu em cheio os pequenos e mostra uma incoerência do gestor, que acabou de assumir o terceiro mandato a frente do governo de Porto Real, cidade do Sul Fluminense. Ele cortou 27 cargos comissionados índice CC1, 38 CC2 e 42 CC3, mas ampliou de 12 para 14 os cargos de secretário e de sete para 11 as funções de natureza especial. Somando os salários dos nomeados a mais nestas duas funções a Prefeitura conseguiria pagar pelo menos a uns 30 funcionários em cargos índice CC3.

“Fichas sujas” no poder na Região dos Lagos

Chiquinho canta de galo em Araruama e Antonio Peres é o bam-bam-bam do município de Saquarema Chiquinho manda em Araruama e Peres dá as cartas em Saquarema

Com condenações pela Justiça e contas de gestão reprovadas, o ex-prefeito de Araruama, Francisco Carlos Fernandes Ribeiro, o Chiquinho da Educação, está inelegível pelo menos até 2021 e - pelo seu enquadramento no que diz a Lei da Ficha Limpa - pode ser chamado de “ficha suja”. Entretanto, mesmo impedido de disputar as eleições do ano passado, ele é apontado como o prefeito de fato da cidade, que, pelo menos no papel, é governada por sua mulher, a prefeita eleita, Lívia Soares Bello da Silva, a Lívia de Chiquinho (PDT). De acordo com servidores lotados na sede da administração municipal, embora não esteja nomeado em nenhum cargo, Chiquinho tem despachado como se governante fosse, dando as ordens quando, pela sua delicada situação jurídica, não deveria passar nem na porta da Prefeitura. A 22,7 quilômetros dali, Saquarema vive o mesmo quadro político, com uma prefeita de direito e um prefeito de fato: Antonio Peres, também inelegível por ser considerado “ficha suja” pela mesma lei que enquadra Chiquinho, foi nomeado secretário de Governo pela esposa, Manoela Ramos de Souza Gomes Alves (PTN).

Japeri vai por temporários em vagas de concursados

Prefeito ignora lista de aprovados em concurso realizado em 2016

Embora o atendimento ao público na Prefeitura de Japeri só vá começar no dia 6 de março, a movimentação por lá vem sendo grande e aumentou muito ontem. É que o prefeito Carlos Moraes Costa decidiu que vai contratar servidores temporários e para isso está disposto a anular o concurso público realizado no ano passado, no qual foram oferecidas 214 vagas em cargos de nível fundamental e médio, com salários base entre R$ 880 a R$ 1.089,53. As provas foram aplicadas no início de dezembro para cerca de sete mil inscritos e o resultado final homologado, bastando apenas fazer as convocações. Os aprovados dentro do número de vagas imediatas ficaram revoltados ao tomarem conhecimento de que as funções para as quais concorreram e foram classificados poderão ser preenchidas por pessoas indicadas por vereadores da base do governo.

Belford Roxo confirma calote em servidores

Contratados que trabalharam até dezembro terão abrir processo administrativo, solicitações de pagamentos que normalmente acabam no arquivo com um “indeferido” carimbado

Os servidores efetivos do município de Belford Roxo continuam sem saber quando receberão os meses de novembro, dezembro, o décimo terceiro e ainda aguardam pela divulgação de um calendário de pagamento. A ideia do prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB), é somar o débito e dividi-lo em dez parcelas iguais e pagá-las junto com o mês trabalhado. Já os contratados temporários, os ocupantes de cargos comissionados e as diretoras de escola sem matrícula efetiva não vão receber um centavo sequer, mesmo os que trabalharam normalmente até o último dia útil de 2016. Estes, segundo o próprio prefeito já afirmou, terão de protocolar o pedido de pagamento para que a situação de cada um seja avaliada em processo administrativo, aquela papelada que quase sempre acaba indo parar no arquivo, com um indeferido em vermelho, carimbada que serve para mostrar o quanto maus governantes desprezam os direitos de quem trabalha.

‘Homem forte’ de Nova Iguaçu pego em grampo com Garotinho

Homem com nome idêntico ao do atual secretário de Governo em Nova Iguaçu é flagrado em escuta telefônica sobre material didático que seria apresentado a um tal de Rogério

Aliados do prefeito Rogério Lisboa (foto) estão preocupados com o loteamento de cargos em Nova Iguaçu para pessoas ligadas ao ex-governador Anthony Garotinho e ao senador Lindberg Farias. Lindberg governou a cidade por cinco anos e três meses, deixou uma herança maldita de R$ 1,2 bilhão em dívidas e arrombou as finanças do fundo de previdência dos servidores. O senador foi um dos principais apoiadores de Rogério e já teria disponibilizado para ele vários nomes de São Paulo, alguns deles tiveram muito poder na desastrosa gestão lindbergniana. Um dos nomes que mais insatisfação tem causado nos “carregadores de piano” da campanha do hoje prefeito é o do secretário de Governo, Cleiton de Souza Rodrigues, que passou a ser visto com desconfiança a partir do vazamento de uma escuta telefônica feita por ordem da Justiça em uma linha usada por Garotinho, na qual um homem identificado como Cleiton de Souza Rodrigues conversa sobre aquisição de material escolar, um livro comprado pela Prefeitura de Campos, mas que é distribuído de graça aos municípios pelo governo federal.

Caixa-preta esconde as contas de Silva Jardim

As ações do prefeito Anderson Alexandre passam batido pela Câmara de Vereadores, que é presidida por Roni, seu empregado de confiança numa rede de farmácias E vereadores ficam batendo palmas para maluco dançar

Centenas de trabalhadores foram demitidos pelo prefeito Anderson Alexandre a partir de outubro do ano passado, fornecedores se queixam de atraso nas faturas, mas um grupo seleto está rindo de orelha a orelha em Silva Jardim. São os empresários mais chegados, ex-vereadores com emprego garantido no governo e parlamentares do bloco de sustentação, bancada comandada por um empregado de Anderson, o presidente da Câmara, Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre, que adotou o pseudônimo para aparecer ainda mais ligado ao patrão. Omisso, o Poder Legislativo não faz nenhuma ação fiscalizadora e não está nem aí para um fato gravíssimo: a administração municipal vem escondendo suas contas desde agosto, deixando de informar quanto arrecada, gasta e o que pagou aos fornecedores nos últimos quatro meses. O sistema mostra uma receita líquida de pouco mais de R$ 61 milhões, mas as estimativas apontam para uma arrecadação consolidada em mais de R$ 100 milhões no exercício de 2016, muito dinheiro para uma cidade com um universo populacional de cerca de 20 mil moradores.

Farra com dinheiro público em Casimiro de Abreu

Rafael Jardim inicia a gestão esbanjando o dinheiro do povo. Carlos Afonso mostra austeridade Presidente da Câmara dá gratificação de 100% a grupo seleto de assessores e em Rio das Ostras Carlos Afonso faz cortes e manda rever cálculos de incorporações

Marcada por uma série de escândalos na gestão do ex-presidente Alessandro Macabu de Araújo, o Pezão, a Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu volta a cair em desgraça junto à opinião pública. Antes de deixar o cargo no dia 31 de dezembro o sucessor de Pezão, Odino Miranda, gastou mais de R$ 60 mil na compra de cestas de natal para os assessores da Casa e seu substituto, o vereador Rafael Jardim mal chegou e já começou a mostrar que não está nem aí para a crise financeira que afeta o município: com uma canetada só concedeu 100% de gratificação sobre os salários dos assessores parlamentares, especiais e de gabinete, através de um projeto de lei que foi aprovado por unanimidade pelos vereadores.

Semana começa com novos secretários em Magé

Prefeito diz que meta é fazer a “melhor administração possível”

Faltando confirmar apenas o nome que irá substituir Antonio Morgado na Secretaria de Saúde, a semana se inicia com uma nova composição na administração municipal de Magé. Os titulares já foram nomeados e começam a atuar nesta segunda-feira (16). Para comandar a Secretaria de Obras, por exemplo, o prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (foto), escolheu o vice-prefeito Vandro Lopes Gonçalves. A pasta da Saúde passaria ser comandada pelo atual secretário de Governo, Miguelangelo Peligrino, mas ele optou por permanecer no mesmo cargo, podendo passar a titularidade a atual subsecretária de Morgado, Stella Mary Vidal. “Nossa meta é transformar Magé, fazendo desta a melhor administração possível e a prioridade é o povo do nosso município”, disse o prefeito.

Ficha suja liberada em Saquarema

Prefeita teria encomendado revogação de lei para beneficiar marido

Enquadrado pela Lei da Ficha Limpa o ex-prefeito Antonio Peres (foto) teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, mas não terá nenhum problema para assumir um cargo no primeiro escalão do governo de sua mulher, a prefeita Manoela Ramos de Souza Gomes Alves (PTN). É que a pedido dela a Câmara de Vereadores aprovou em sessão extraordinária a revogação de uma lei municipal que vedava a nomeação de pessoas inelegíveis para cargos de confiança. Dos 11 membros da Casa nove foram favoráveis, dando acesso livre aos chamados “fichas sujas” ao poder. Com a medida Peres poderá ser nomeado a qualquer momento para uma super secretaria. Mesmo sem uma portaria ele já foi visto várias vezes em um gabinete da sede do governo recebendo políticos e empresários, segundo servidores, “se comportando como o verdadeiro manda-chuva”.