Gravação teria sido encomendada em Casimiro de Abreu

Alessandro Pezão pode cair da presidência a qualquer momento Ex-servidor diz que acusou vereador a mando do presidente da Câmara

O mar de lama em que a Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu foi transformada a partir do surgimento de denúncias de prática de corrupção contra o presidente da Casa, Alessandro Macabu de Araújo, o Pezão (PSC), continua exalando cada vez mais podridão. Dessa vez um ex-assessor que havia feito declarações contra o vereador Luiz Ribeiro da Silva Junior, o Juninho, gravou um novo depoimento afirmando que só fez as acusações porque fora procurado por Pezão e pressionado a gravar o vídeo.

Forças políticas já preparam disputa em Guapimirim

Cesar quer formar um grupo forte para 2016 Eleições municipais de 2016 poderão contar com três candidaturas fortes

Terceiro colocado nas eleições municipais de 2012 - uma disputa acirrada decidida no "fotochart", quando o prefeito eleito teve uma diferença de apenas 342 fotos para o segundo colocado -, Paulo Cesar da Rocha, o Cesar do Modelo (sem partido), já trabalha nos bastidores para tentar o primeiro lugar em 2016. Sua meta é ter o atual presidente da Câmara de Vereadores, André Azeredo como vice e com isso fechar o apoio da maioria dos membros da Casa. Ele também pisca os olhos para o prefeito Marcos Aurélio Dias (PSDC) e dá uma namoradinha com o PMDB, pois sonha com uma grande aliança para enfrentar o segundo colocado de 2012, Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (PDT) e, possivelmente, o hoje vice-prefeito Wagj Faraht.

Escândalo em Casimiro de Abreu: Pede para sair, Pezão!

As denúncias complicaram Alessandro Pezão Esquema devolução de parte dos salários a vereador não seria nenhuma novidade na Câmara

Os rumores do suposto esquema de corrupção montado na Câmara de Vereadores de Casimiro para devolução de parte dos salários dos assessores nomeados na Casa, agora sustentados por denúncias gravadas, não são nenhuma novidade e já existiam na gestão de João Medeiros como presidente do Legislativo. Durante a gestão de Medeiros, por exemplo, a criação de cargos e a concessão de gratificações sem critério, chegaram a ser denunciadas ao Ministério Público, mas na época nenhum nomeado, ao contrário de agora, confessou que devolvia dinheiro aos responsáveis por suas nomeações. Na época, João também foi acusado de nomear uma mulher sem registro na OAB para o cargo que exigia qualificação como advogado.

Mais lama na Câmara de Casimiro de Abreu

Nova confissão de devolução de dinheiro complica mais um vereador e deixa no ar que o esquema pode ser maior

      Depois do presidente da Câmara de Vereadores, Alessandro Macabu Araújo, o Pezão ter o nome envolvido em esquema de corrupção montado para tomar a maior parte dos salários pagos aos assessores, uma nova gravação sugere que a pouca vergonha vai além do já denunciado. Um ex-assessor do vereador Luiz Ribeiro da Silva Junior, o Juninho, gravou um depoimento no qual acusa o parlamentar de exigir o repasse de parte do que ele recebia na Câmara, inclusive o décimo-terceiro salário e um abono chamado de décimo-quarto. O clima na Casa Legislativa está quente, mas as denúncias sobre esse esquema não deverão ser apuradas por seus membros, ficando a sociedade na expectativa de ações por parte do Ministério Público.

Vereadores ignoram denúncias na Câmara de Casimiro de Abreu

Alessandro Pezão ficou em maus lençóis Servidores efetivos que pediram investigação de atos da presidência substituem carta e as confissões de assessores que devolveram dinheiro durante dois anos são ignoradas

“Alguém vai ter que morrer”.  A afirmação feita pelo vereador Adair Abreu de Souza, o Kinha, recentemente no plenário da Câmara de Casimiro de Abreu passou em branco. Seus pares não o interpelaram quando ele, ao microfone, falou que pedia a Deus para não aparecer uma gravação dele na Justiça, pois "alguém teria que morrer". Assim como se omitiram nesse caso, os membros do Legislativo local não deram a mínima importância a uma carta entregue por servidores que renunciaram as funções de confiança que ocupavam e denunciaram possíveis irregularidades atribuídas ao presidente da Casa, Alessandro Macabu, o Pezão. A carta acabou substituída por outra, mas as denúncias continuaram e em tom ainda mais grave, expressas em gravações de ocupantes de cargos comissionados confessando que nos últimos dois anos vinham devolvendo a maior parte do que recebiam, entregando o dinheiro ao chefe de gabinete da presidência, para esse repassar ao presidente. Apesar da firmeza dos assessores, os vereadores não deram um passo sequer no sentido de, pelo menos, tentarem esclarecer a situação. O que se fala nos corredores do poder é quem ninguém na Casa teria moral para apontar o dedo.

Preferência por outro nome deixa vaga aberta na Alerj

Chico Machado chegou a se despedir da Câmara A cadeira deixada por Domingos Brazão deveria ter sido ocupada pelo sexto suplente, mas bloco do PMDB aparenta preferir o sétimo da lista, um ex-deputado com base eleitoral em São Gonçalo

Legalmente dono da vaga de deputado aberta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com a saída (no dia 28 de abril) de Domingos Brazão - que assumiu uma cadeira de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE) -, o sexto suplente do PMDB, Francisco Machado, já perdeu o prazo para ocupá-la e poderá ser substituído na próxima semana pelo sétimo suplente, o ex-deputado Aristeu Rafhael Lima, o Rafhael do Gordo. Chico Machado, como é mais conhecido em Macaé, onde é vereador, vem tentando assumir o mandato de deputado deste o dia 5 de maio e até chegou a se despedir dos colegas, mas teve de retornar no dia 13 porque a Mesa Diretora da Alerj decidiu que só o empossaria e se ele renunciasse ao mandato de vereador, o que Machado se recusa a fazê-lo, pois a vaga na Assembleia não é garantida: caso um dos parlamentares licenciados decida deixar o cargo que ocupa no governo do estado Chico não seria mais deputado nem vereador.

Corrupção abala a Câmara de Casimiro de Abreu

De acordo com depoimentos de dois assessores, a maior parte do salário era entregue a Jairo para ser repassada a Pezão Denúncia sobre esquema de devolução dos salários de assessores pode derrubar o presidente da Casa e afetar a estrutura do Legislativo

O presidente da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu, Alessandro Macabu Araújo, o Pezão (PSC), pode ser afastado do cargo, medida resultado de procedimento investigativo do Ministério Público, solicitado a partir de denúncias sobre um suposto esquema de corrupção montado para que a maior parte dos salários pagos a assessores do gabinete da presidência da Casa retornasse para o presidente. De acordo com depoimentos gravados, pelo menos 70% dos valores pagos a alguns assessores era devolvido ao chefe de gabinete de Pezão, Jairo Macabu. Segundo informações passadas na noite de ontem, o afastamento do presidente deverá ser pedido à Justiça para que as investigações não sejam prejudicadas. O clima verificado nos meios políticos da cidade nos últimos dias é de muita tensão e essa deu ontem lugar ao medo, pois passou a circular a informação de que algumas pessoas teriam sido ameaçadas de morte por conta das denúncias, mas nenhum registro policial nesse sentido havia sido feito até o fim do expediente de terça-feira.

Vice de Magé vai deixar o PMDB para disputar Prefeitura

Claudio Rodrigues ficou sem espaço no PMDB Claudio da Pakera agora dispara contra aliados que o inseriram na vida pública

Pouco mais de um mês após ter afirmado (em evento público na Câmara de Vereadores, no dia 15 de abril) que não é político, não tem interesses políticos e que estava arrependido de  ter se envolvido em política, o vice-prefeito de Magé, Cláudio Ferreira Rodrigues, o Cláudio da Pakera, parece ter se transformado em político nos últimos dias: diz agora que pretende disputar a Prefeitura em 2016 e que para isso vai sair do PMDB. Foi o que ele deixou bem claro sexta-feira, durante o primeiro encontro do Movimento Todos por Magé, criado para discutir os problemas da cidade e apontar possíveis soluções. Claudio, que vinha se movimentando junto à lideranças estaduais, para, segundo alguns membros do partido, ser imposto pelo diretório estadual ao PMDB local como candidato, caiu na realidade agora: se quiser mesmo disputar um mandato de prefeito terá de deixar o partido e buscar abrigo em outra legenda.

Reação política em Porto Real

Hotz recuperou o cargo de presidente da Câmara Entendendo não ter passado de "uma grande injustiça" o afastamento do presidente da Câmara de Vereadores de Porto Real, Sergio Hotz, por cerca de cinco meses, um grupo forte quer lançá-lo candidato a prefeito para, afirmam os integrantes desse bloco, "destronar os que se acham donos da cidade". Hotz retornou ao cargo em abril, saudado por quem o classifica como "o melhor presidente que a Casa já teve". O retorno foi retardado pelo ex-presidente interino, Gilberto Caldas, que não interpretou corretamente uma decisão judicial proferida em janeiro, tendo o Tribunal de Justiça sido obrigado a fazê-lo a entender ao pé da letra do que já havia sido decidido e por ele ignorado.

Para os integrantes do grupo, Hotz fez muitos inimigos ao adotar medidas que teriam desagradado os "donos" de Porto Real, nas agrada bastante a opinião pública. O grupo pretende convencer o presidente da Câmara a aceitar o desafio. De acordo com um dos membros do bloco pró-candidatura de Sergio Hotz, "essa é a hora de emplacar o novo na gestão municipal", para, segundo ele, "não haver um retrocesso".

Agora é a vez de Quatis. Depois será Itatiaia e Resende

O Ministério Público constatou nomeados exercendo funções de provimento efetivo na Câmara Municipal Câmaras de vereadores terão de demitir comissionados

Em 150 dias a Câmara de Vereadores de Quatis, pequeno município do Sul Fluminense, terá de exonerar todos os ocupantes de cargos comissionados que não exerçam atribuições exclusivas de direção, chefia e assessoramento. É isso que ficou definido no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado com o Ministério Público através do núcleo de Resende da Promotoria de Tutela Coletiva do Núcleo Resende, que constatou a existência de comissionados exercendo funções de provimento efetivo.