Coação seria para evitar eleição de opositor a presidência da Câmara de Rio das Ostras
O que deveria acontecer em sessão plenária com voto aberto, dentro do que sustenta o estado democrático de direito, tornou-se caso de polícia em Rio das Ostras, com ações mais comuns a bandidos que a homens públicos escolhidos para representar a sociedade como parlamentares. É isso que evidencia os depoimentos prestados por quatro vereadores no cartório da 128ª Delegacia Policial, onde foi registrada a ação de seguranças do prefeito Alcebíades Sabino dos Santos, que acompanharam o vice-prefeito Gelson Apicelo numa incursão para tentar impedir que o grupo de oposição, formado por sete vereadores, votasse em massa contra a reeleição do atual presidente da Câmara, Alzenir Pereira de Mello, o Nini, numa eleição que só deveria acontecer em dezembro, mas foi antecipada para o dia 27 de maio e acabou não acontecendo, exatamente por conta do que o grupo classificou como “coação e intimidação”.