Onde está o crime, doutores?

Ouvi a tal gravação umas dez vezes e até agora não percebi onde está o crime que Rodrigo Janot e seus “garotos prodígios” estão tentando atribuir ao presidente Michel Temer. Talvez eu seja burro demais e necessite que os doutores que estão se colocando como os únicos brasileiros honestos desenhem para eu entender. Gostaria que me explicassem, por exemplo, onde está evidenciado que o presidente mandou esse bandido da JBS comprar o silêncio de alguém. Eu não vi isso. Talvez além de burro eu seja cego e surdo, pois a única coisa que a mim pareceu cristalina é a insistência de um ladrão de marca maior na tentativa de incriminar o presidente. Na conversa eu identifique apenas um bandido, o empresário Joesley Batista, com quem não vai acontecer nada, já que ele ajudou os meninos do Janot cavarem um buraco ainda mais fundo para a nossa economia.

Em sua fala - na tarde desta quinta-feira - o presidente afirmou que não vai renunciar. Isso frustrou os vazadores de plantão, que acharam que uma matéria no Jornal Nacional iria fazer Temer se borrar de medo e entregar ao Congresso a sua carta de renúncia. Michel mostrou tranquilidade e firmeza. Quer que as investigações sejam aceleradas para que não pairem dúvidas sobre o seu comportamento. Quem achou que derrubaria a República em horário nobre na noite de quarta-feira vai ter que se esforçar um pouco mais e continuar abusando de suas prerrogativas, vazando o que lhe interessar e insistindo em manipular a opinião pública para que o povo cego e com gosto de sangue na boca aplauda suas ações de exceção, lhes dando o apoio necessário para poderem prosseguir com o esforço de jogar por terra o estado democrático de direito.

Câmara de Casimiro de Abreu retalia denunciante de nepotismo

Advogada responsável por denúncia que resultou na exoneração de filha e genro do prefeito da cidade vai ter a vida profissional devassada pelos vereadores

Responsável pelas denúncias que levaram a Justiça a determinar a exoneração de uma filha e um genro do prefeito Paulo Dames, a advogada Sônia Moura agora vai ter sua vida profissional devassada pela Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu, cujo presidente, Rafael Jardim (foto), colocou em votação um requerimento de informações sobre a atuação dela no setor jurídico da Secretaria de Fazenda, no período de 2009 a 2012. A aprovação, por unanimidade, está sendo vista no município como retaliação pela fiscalização que a advogada vem fazendo na atual gestão. Fiel escudeiro de Dames, o presidente da Casa vem fechando os olhos para os atos do Poder Executivo, assim como a maioria dos vereadores. O prefeito e seus aliados não digeriram ainda a decisão do juiz do Rafael Azevedo Ribeiro Alvez na representação feita pelo Ministério Público para que Erica Dames e Rodrigo Ramos fossem exonerados, dos cargos dos comandos das secretarias de Governo e Fazenda, respectivamente.

Resende enche o tanque com combustível sem licitação

Primeiro o prefeito Diogo Balieiro abriu uma licitação para comprar combustível, depois alegou emergência porque nenhuma empresa teria se interessado em concorrer e resolve contratar na marra Prefeitura alega que nenhuma empresa quis participar do processo licitatório em abril. Como assim? Quem não teria aceitado concorrer, topou vender na tal “emergência”?

Os carburadores dos contratos de Resende, no sul do Estado, parecem mesmo estar desregulados. Nos próximos dois meses, a Prefeitura deverá desembolsar quase R$ 600 mil, fruto de um contrato sem licitação para custear combustíveis fornecidos pela empresa Paraíso Lubrificantes. O governo alega que a contratação possui caráter emergencial e faz parte de um processo (4266/2017) publicado no começo de abril, que previa inicialmente a aquisição de até R$ 4,5 milhões em combustíveis por 12 meses. Como a concorrência acabou não acontecendo, não se sabe ao certo o valor real suficiente para abastecer os veículos das diversas secretarias atendidas. Também não ficou claro se nenhuma empresa se interessou pela licitação milionária ou se a Prefeitura “errou na mão” no valor anunciado na tal licitação, mas para muitos o contrato emergencial também tem cheiro de enxofre e poderá custar mais uma denúncia ao Ministério Público contra a gestão do prefeito Diogo Balieiro Diniz, que ao que tudo indica consumirá uma média de R$ 10 mil por dia em combustíveis a partir da vigência da aquisição.  Na verdade a justificativa de “licitação deserta”, não está convencendo, pois qual empresa, em tempos de crise, não se interessaria em ter um negócio garantido por pelo menos um ano, ao custo global de R$ 4,5 milhão?

Porto Real paga caro pelo transporte de estudantes

A Prefeitura vai pagar mais de R$ 725 mil em três meses a uma empresa para usar o serviço de outra. Já que o contrato foi feito sem licitação não sairia mais barato fazer a locação direto com a dona dos ônibus? Contrato firmado pela Secretaria de Educação é de R$ 725 mil por apenas três meses de serviço. No ano passado o Tribunal de Contas suspendeu licitação por causa do valor absurdo

Ao que parece, de nada adiantou o puxão de orelhas dado pelo Tribunal de Contas do Estado, quando, no ano passado, determinou a suspensão de uma licitação que tinha como objeto a contratação do transporte para dos estudantes universitários de Porto Real para três cidades vizinhas. Isso aconteceu em abril, quando a então prefeita Maria Aparecida Rocha, a Cida, pretendia pagar R$ 2,6 milhões pelo aluguel de seis ônibus pelo período de um ano, o que daria R$ 440 mil por veículo. Agora, alegando emergência, a Prefeitura resolveu contratar o serviço sem licitação junto à empresa JH de Paula Transporte e Turismo, que vai receber R$ 725.944,56 em três meses, o que chegaria a mais de R$ 2,9 milhões se o compromisso fosse firmado pelo prazo de 12 meses. Além da alegada emergência e do valor ainda maior que o questionado pelo TCE, chama a atenção o fato de o contrato ter sido feito com uma empresa e os veículos locados pertencerem a outra, o que sugere que se a locação tivesse sido feita diretamente com a dona dos ônibus o custo final poderia ser menor.

A pobre Paracambi está zerando conta com os servidores…

... e na rica Duque de Caxias nem decisão judicial tem ajudado

A Prefeitura de Paracambi está completando o pagamento de vencimentos atrasados a 85% dos funcionários, que passaram o fim de ano sem o décimo-terceiro e o salário de dezembro. Para normalizar a situação a prefeita Lucimar Ferreira (foto) fez um calendário de pagamento e vem conseguindo quitar os vencimentos da atual gestão até o quinto dia útil de cada mês. Em relação ao abono de natal os servidores já receberam 97% do valor total. O cronograma foi estipulado em fevereiro, dividindo os funcionários por grupos de acordo com seus vencimentos líquidos. Neste mês, o grupo pago foi o dos colaboradores que recebiam até R$ 2 mil líquidos. No pacote é pago dezembro e o 13º, segundo a situação do funcionário. Para a prefeita, o salário do servidor é prioridade.  "Pagar os funcionários em dia é nosso dever, é uma das formas que temos de respeitar e valorizar as pessoas que trabalham conosco. Vamos sempre nos esforçar para manter a regra", afirmou.

Promotoria quer limpar a Câmara de Petrópolis

Pastor Sebastião foi afastado do mandato pela Justiça e Vadinho chegou a ser preso em março junto com quatro ex-assessores. Ele é acusado de ser o chefe da organização que ficava com parte dos salários pagos aos nomeados O Legislativo petropolitano gastou mais de R$ 34 milhões em 2016, a maior parte com salários. O Ministério Público investiga pagamentos a assessores fantasmas

De acordo com o relatório de gestão fiscal da Câmara Municipal de Petrópolis no ano passado o funcionamento da Casa custou exatamente R$ 34.117.430,16, a maior parte consumida pelos salários e as gratificações. Durante o exercício de 2016 surgiram várias denúncias contra vereadores e em março deste ano o suplente de vereador Osvaldo Fernandes do Vale, o Vadinho (PSB) foi preso na Operação Casa Limpa, promovida pelo Ministério Público. Oswaldo foi autuado por peculato, associação criminosa e concussão (ato de exigir dinheiro em função do cargo). Na última quarta-feira (10), a Justiça determinou o afastamento do vereador Sebastião da Silva (foto), mais conhecido como Pastor Sebastião. Ele era o 2º Secretário da Casa na legislatura passada, quando a Câmara era presidida pelo vereador Paulo Igor da Silva Carelli, que continua no cargo. O pastor é acusado de ficar com parte dos salários pagos a seus assessores, alguns deles “fantasmas”, mesma acusação que resultou na prisão de Vadinho, que já exerceu dois mandatos.

Mais humilhação em Resende

Os elevadores para cadeirantes instalados nos ônibus da São Miguel estão sempre enguiçados. Os transtornos causados são muitos, coisa que a fiscalização míope da Prefeitura não vê São Miguel volta a constranger cadeirante em Resende.  Moradores suspeitam que blitz da Prefeitura é só um jogo de cena do poder concedente

O dia das mães terminou em frustração para uma cadeirante de Resende, no Sul Fluminense, que pretendia utilizar o transporte público como parte de um passeio de domingo. Após tentar embarcar sem sucesso em quatro veículos da São Miguel, cujos elevadores de acesso não funcionam, a moradora acabou desistindo e retornando para casa. O episódio voltou a causar revolta na população, já que a concessionária insiste em violar o direito de ir e vir dos cadeirantes e o poder público municipal teima em fazer vista grossa para o caos que se transformou o transporte público coletivo.  O problema atinge em cheio o prefeito Diogo Balieiro Diniz, eleito no ano passado com a promessa de que reduziria para R$ 2,40 o valor da tarifa e abriria um processo licitatório para a implantação de uma empresa concorrente, já que a São Miguel detém há 17 anos o monopólio do transporte coletivo e presta um péssimo serviço à população.

TJ bloqueia bens de ex-prefeitos de Magé

Decisão foi tomada em processo por compra superfaturada de gás

Os ex-prefeitos Rozam Gomes e Anderson Cozzolino, o Dinho (foto), tiveram os bens bloqueados pela Justiça em decisão tomada pela desembargadora relatora Maria Regina Nova, da 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, que relatou recurso impetrado pelo Ministério Público contra uma do juízo da 1ª Vara Cível da Comarca de Magé, que se posicionara antes contra a indisponibilidade. O pedido foi reforçado pela 9ª Procuradoria de Justiça de Tutela Coletiva, em ação de improbidade administrativa nos quais os dois são responsabilizados por uma compra superfaturada de gás, feita junto à empresa Agip Comércio de Gás, também atingida pela medida.

Câmara de Macaé custa mais de R$ 6 milhões por mês

O Poder Legislativo local esconde as contas públicas como se fossem segredos de estado. A "casa do povo" gastou mais de R$ 250 milhões em menos de cinco anos

Formado por 17 membros, o Poder Legislativo de Macaé está custando caro demais ao contribuinte, gastando muito dinheiro sem dar o retorno esperado pela população. Marcada por denúncias de irregularidades e fraudes em processos licitatórios nos últimos anos, a Câmara gastou mais de R$ 230 milhões entre janeiro de 2013 e dezembro de 2016 e os repasses mensais feitos à Casa pela Prefeitura estão ainda maiores este ano, com valor mensal fixo de R$ 6.053.719,81, uma soma de R$ 24.214,000,00 no primeiro quadrimestre de 2017. De acordo o sistema que registra os gastos do município, as transferências para a Câmara vêm aumentando ano após ano. Foram R$ 45.676.213,15 em 2013, R$ 55.181.354,54 em 2014, R$ 61.618.463,52 em 2015 e R$ 68.340.719,82 no ano passado. Para o exercício de 2017 já está empenhado em favor do Legislativo o total R$ 72,6 milhões.

TJ mantém prazo de 48 horas para Caxias pagar aos servidores

Se a Prefeitura não comprovar pagamento de dezembro e a quitação do restante dos proventos de novembro para aos inativos nesta segunda a receita poderá ser arrestada

Com a confirmação pela 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de decisão tomada pela juíza Renata de Lima Machado Rocha, titular da 3ª Vara Cível de Duque de Caxias, o prefeito Washington Reis (foto) tem até amanhã para pagar o salário de dezembro aos servidores do município. Reis, alegando falta de recursos financeiros, recorreu contra a determinação do juízo de primeira instância, que também decidiu pelo arresto de R$ 11,3 milhões nas contas da administração municipal, caso não ficasse comprovado a quitação dos proventos de novembro aos aposentados e pensionistas, assunto sobre o qual que até o fim do expediente de sexta-feira nada havia sido informado pela assessoria de comunicação da Prefeitura.