Ouvi a tal gravação umas dez vezes e até agora não percebi onde está o crime que Rodrigo Janot e seus “garotos prodígios” estão tentando atribuir ao presidente Michel Temer. Talvez eu seja burro demais e necessite que os doutores que estão se colocando como os únicos brasileiros honestos desenhem para eu entender. Gostaria que me explicassem, por exemplo, onde está evidenciado que o presidente mandou esse bandido da JBS comprar o silêncio de alguém. Eu não vi isso. Talvez além de burro eu seja cego e surdo, pois a única coisa que a mim pareceu cristalina é a insistência de um ladrão de marca maior na tentativa de incriminar o presidente. Na conversa eu identifique apenas um bandido, o empresário Joesley Batista, com quem não vai acontecer nada, já que ele ajudou os meninos do Janot cavarem um buraco ainda mais fundo para a nossa economia.
Em sua fala - na tarde desta quinta-feira - o presidente afirmou que não vai renunciar. Isso frustrou os vazadores de plantão, que acharam que uma matéria no Jornal Nacional iria fazer Temer se borrar de medo e entregar ao Congresso a sua carta de renúncia. Michel mostrou tranquilidade e firmeza. Quer que as investigações sejam aceleradas para que não pairem dúvidas sobre o seu comportamento. Quem achou que derrubaria a República em horário nobre na noite de quarta-feira vai ter que se esforçar um pouco mais e continuar abusando de suas prerrogativas, vazando o que lhe interessar e insistindo em manipular a opinião pública para que o povo cego e com gosto de sangue na boca aplauda suas ações de exceção, lhes dando o apoio necessário para poderem prosseguir com o esforço de jogar por terra o estado democrático de direito.