Denúncias sem provas mostram que políticos derrotados em Japeri ainda não desceram do palanque e estariam buscando um atalho até ao poder

Fernanda diz que está sendo alvo de denúncias infundadas A julgar pelo pronunciamento feito na tarde desta terça-feira (28) pela prefeita Fernanda Ontiveros (PDT), os políticos que perderam a disputa pela Prefeitura de Japeri, na Baixada Fluminense, não teriam se conformado com o resultado das urnas, e estariam tentando abrir uma espécie de atalho, mantendo o fogo do palanque acesso, mas usando como material inflamável, "denúncias vazias", como ela afirmou hoje em suas redes sociais: "Mais uma denúncia vazia, leviana e com o objetivo de manchar a minha imagem".

A prefeita se refere a uma denúncia feita pelo polêmico vereador Tiago da Silva Souza, mais conhecido como Tiago Careca, eleito pelo PSC, partido que lançou candidatura própria ao governo municipal e perdeu. Pelo que se comenta nos corredores do poder em Japeri, irritado pelo fato de seu candidato ter sido derrotado por Fernanda, Tiago estaria apelando para denúncias sem provas para criar um clima de instabilidade, provocar uma situação para tirar Ontiveros do cargo, e entregar o poder ao vice-prefeito Carlos Alberto Januário.

Para que serve o 39º Batalhão da PM? É o que querem saber moradores dos bairros dominados pela bandidagem em Belford Roxo

Sai um comandante e entra outro no 39º Batalhão da Polícia Militar, mas a sensação de que não há força de segurança em Belford Roxo é a mesma, pois a bandidagem continua pintando e bordando, fazendo isso a qualquer hora do dia ou da noite. No bairro Shangri-lá, por exemplo, moradores se queixam de que não estão seguros nem dentro de casa.

No último sábado um homem foi tirado de dentro de casa e está desaparecido. Revoltados com a falta de ação da polícia, moradores fizeram um protesto. Fecharam Estrada Miguel Couto e atearam fogo a objetos no meio da via para chamar a atenção das autoridades.

Japeri: Dois secretários poderão concorrer a deputado em 2022

Decisão será tomada até março

Francisco diz que não estava pensando em disputar um mandato agora, mas que se for apontado pela prefeita Fernanda Ontiveros não vai "fugir da raia" Com cerca de 120 mil habitantes e 75,5 mil eleitores, o município de Japeri, na Baixada Fluminense, sempre foi visto com uma espécie de "patinho feio" na região. Extremamente carente, tornou-se alvo fácil no período de eleições gerais, quando candidatos a deputado chegam de longe com discurso bonito, promessas vazias e bolsos cheios para remunerar o trabalho dos cabos eleitorais. Voto dado, vitória garantida nas urnas, os eleitos, acometidos de uma amnésia conveniente, metem o pé para voltarem quatro anos depois com os mesmos argumentos.

Professores de Japeri terão R$ 10 mil a mais na conta

Dinheiro proveniente de resíduos do Fundeb será liberado na próxima semana

Está vindo do município mais pobre da Baixada Fluminense um exemplo que prefeitos de cidades vizinhas como Seropédica e Queimados, por exemplo, deveriam seguir. Enquanto algumas gestores estão enrolando para decidirem o que fazer com os resíduos do Fundeb, a Prefeitura de Japeri confirmou para os próximos dias pagamento extra aos profissionais da rede municipal, dinheiro que estará nas contas até o dia 31.

Magé: Déficit da previdência dos servidores em 2020 foi maior que o verificado no ano anterior, aponta o Tribunal de Contas

● Elizeu Pires

Em 2019, apontou o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, a Prefeitura de Magé, na Baixada Fluminense, deixou de repassar R$ 11.501.498,11 para a previdência do servidores, um dos fatores que levaram o órgão fiscalizador a emitir parecer contrário à prestação de contas da administração municipal referentes ao exercício daquele ano, de responsabilidade do prefeito Rafael Santos de Souza. Agora, ao analisar as contas de 2020, o TCE constatou uma retenção ainda maior, o que causou um déficit de mais de R$ 18 milhões no caixa do fundo de aposentadoria, que, ao longo dos últimos anos tem gasto muito mais do que arrecada, gerando uma situação de caos financeiro que vai sobrecarregar em muito os cofres do governo municipal daqui para frente.

Hospital da Posse disponibiliza exame de alta complexidade que ajuda no diagnóstico de doenças do coração

O Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), que é uma das principais emergências da Baixada Fluminense, passará a fazer o exame de ecocardiograma transesofágico em pacientes internados que precisam confirmar o diagnóstico de alguma doença cardíaca. A expectativa é que o agendamento já comece nesta semana.

A oferta do novo exame irá colaborar para reduzir o tempo médio de permanência do paciente internado e também é uma forma de enfrentar a superlotação, problema diário na unidade. Isso porque o exame será feito dentro do HGNI, sem necessidade de transferir o paciente. Anteriormente, quem precisasse do ecocardiograma transesofágico era inserido no sistema de regulação, aguardava a liberação da vaga para ser transferido a outra unidade. Todo esse processo levava cerca de três meses, gerando transtorno com locomoção e assistência.

Servidores da Cedae poderão ser realocados após conclusão das concessões de água e esgoto

Os empregados públicos do quadro permanente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), após conclusão das concessões de água e esgoto, poderão ser lotados e realocados para a Secretaria de Planejamento até que se conclua a ampliação da captação, adução e distribuição do sistema de abastecimento d’água da Baixada Fluminense. É o que determina o Projeto de Lei 4.894/21, de autoria do deputado Gustavo Schmidt (PSL), que a Assembleia Legislativa aprovou na semana passada. O texto seguirá para o governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

A proposta considera empregado público o agente que ingressou na companhia mediante concurso público de provas ou provas e títulos. Por sua vez, o Poder Executivo deverá disciplinar as normas de aproveitamento provisório dos empregados da Cedae. Esses funcionários não terão redução salarial. “O projeto ajudaria a realocação de trabalhadores que dedicaram sua trajetória profissional ao desenvolvimento do Estado do Rio e que se encontram angustiados e ansiosos por decorrência da incerteza sobre o seu futuro na Cedae e, consequentemente, o impacto financeiro e social causado em suas famílias”, justificou o autor.

Pente fino da CGU em contratos firmados em 2020 pela Prefeitura de Japeri pode resultar em bloqueio de bens e contas bancárias

● Elizeu Pires

Com base em análises da Controladoria Geral da União a Polícia Federal vem avançando nas investigações Em matéria veiculada no dia 16 de junho de 2020 o elizeupires.com revelou que a Secretaria de Saúde de Japeri, na Baixada Fluminense, optou por comprar, sem licitação, R$ 1,8 milhão em equipamentos hospitalares – inclusive respiradores – de uma empresa que tem apenas R$ 5 mil de capital social, sem lastro algum para cumprir o contrato, e que não funcionava no endereço mencionado como sede. Quatro meses depois, atendendo pedido da Polícia Federal, a Justiça determinou o afastamento da então titular da pasta, Rozilene Souza Moraes dos Anjos, no âmbito de inquérito que resultou na Operação Apneuse, realizada pela PF em outubro do ano passado.