Vício da ‘velha política’ assombra deputado do PSL, que teve cargos na Câmara do Rio, em duas prefeituras da Baixada e na de Teresópolis

Crítico em público do que os bolsonaristas chamam de "velha política", o deputado estadual Rodrigo Amorim (foto), pode ser flexível se o "velho" lhe favorecer. É o que sugere o fato de ele estar na mira de uma sindicância na Prefeitura de Mesquita, na Baixada Fluminense, por suspeita de ter sido funcionário fantasma entre 2015 e 2016, na gestão do enrolado prefeito Gelsinho Guerreiro, denunciado à Justiça em várias situações, inclusive por organização criminosa. Amorim foi nomeado para o cargo de subsecretário de Governo e Planejamento, função pela qual recebeu salário no mesmo período em atuou na Câmara do Rio, lotado no gabinete do então vereador Jimmy Pereira. Entre 2011 e 2012 Amorim ele esteve nomeado nas prefeituras de Nova Iguaçu e Teresópolis.

O deputado, que na campanha eleitoral do ano passado ajudou a quebrar uma placa com o nome da vereadora assassinada Marielle Franco, e posou com para foto com um pedaço na mão, poderá ser processado por improbidade administrativa, e, se condenado, terá de devolver aos cofres públicos de Mesquita o que recebeu como salário.

Empresa com contrato de R$ 2 milhões em Japeri tem como endereço um escritório de advocacia, em Belford Roxo

De acordo com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, a DSTEC Comércio e Serviços de Informática está sediada na sala 203 do prédio 1.327 da Avenida Benjamim Pinto Dias, em Belford Roxo. No painel existente próximo ao elevador não há nenhuma placa indicando a localização da empresa e o funcionário que estava na portaria na manhã de ontem (16) afirmou que a desconhecia. Se o visitante não acreditar no porteiro e subir ao segundo andar para conferir, não vai deparar com qualquer indicação e se bater à porta da sala 203 o que vai encontrar é um escritório de advocacia.  Isso foi feito ontem na busca pela empresa que ganhou um contrato (038/2018) de R$ 2.050 milhões na Prefeitura de Japeri...

Mais tarde, por telefone, uma funcionária do escritório de advocacia passou um número de contato da empresa, um telefone diferente do informado no CNPJ (o disponibilizado no cadastro pertence a um escritório de contabilidade) e quem atendeu disse que quem poderia falar pela DSTEC não se encontrava no momento, mas que a firma funciona na sala 202, em cuja porta também não havia, ontem, nenhuma identificação.

Ex-prefeitos de Bom Jesus de Itabapoana enquadrados por fraude

Marido e mulher foram denunciados pelo MP por improbidade administrativa

Dois ex-prefeitos de Bom Jesus de Itabapoana, cidade do interior fluminense, vão responder processo por improbidade administrativa. Miguel Ângelo Barbosa da Motta  e Maria das Graças Ferreira da Motta, além do arquiteto da Secretaria Municipal de Obras Leopoldo Guilherme Laborne Mathias e do empresário Marco Antônio Silva Teixeira, foram denunciados pelo Ministério Público, através da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (núcleo de  Itaperuna).  A denúncia à Justiça é referente a uma licitação para obras de pavimentação de cinco ruas. Em diligências nas vias o MP constatou que o serviço fora feito em apenas uma delas; em três só foram encontradas obras antigas ou inacabadas, e uma das ruas não foi localizada.