Disque Denúncia oferece R$ 2 mil de recompensa para quem informar paradeiro do presidente da Câmara de Japeri

Quem tiver informações sobre o paradeiro do presidente da Câmara de Vereadores de Japeri, Wesley George de Oliveira, o Miga, pode colaborar com a Justiça enviando informações via Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados (21) 98849-6099 ou para a Central de Atendimento do Disque Denúncia (21) 2253-1177, podendo fazê-lo também através do Facebook/(inbox), endereço: https://www.facebook.com/procurados.org/; e pelo aplicativo Disque Denúncia RJ. A recompensa é de R$ 2 mil e o anonimato é garantido. Miga teve a prisão decretada junto com o prefeito Carlos Moraes Costa e o vereador Claudio José da Silva, o Cacau, denunciado pelo Ministério Público por associação para o tráfico de drogas. Miga é   acusado pelo MP de usar suas funções de parlamentar para fraudar licitações e desviar dinheiro público em favor de traficantes do Complexo do Guandu.

 

Além da prisão preventiva, Justiça decretou também o afastamento do prefeito e dois vereadores de Japeri

Caso o prefeito Carlos Moraes Costa, o Carlinhos Japeri, não consiga reverter sua situação, obtendo uma liminar no Tribunal de Justiça, o vice-prefeito Cesar Melo vai assumir a Prefeitura. O mesmo acontecerá em relação à Câmara de Vereadores, cujo presidente, Wesley George de Oliveira, Miga, também teve a prisão preventiva decretada. Wesley – que está foragido – será substituído pelo vice-presidente da Casa, Alex dos Santos Silva Gonçalves, Pastor Alex. É que o Ministério Público conseguiu a suspensão do exercício da função pública do prefeito, do presidente e do vereador Claudio José da Silva, Cacau.

Carlos e Cacau foram presos ontem (27) em operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil. Na denúncia apresentada à Justiça o MP afirma que o prefeito e os dois vereadores integravam o núcleo político da organização criminosa que domina o tráfico de drogas no Complexo do Guandu, no município de Japeri. Segundo o MP, eles se aproveitavam do peso e prestígio de seus cargos para atuar em favor dos interesses criminosos dos traficantes de drogas, em especial do traficante Breno de Souza.

Contrato emergencial em Japeri é visto agora como ‘ação entre amigos’

Fotos divulgadas em rede social mostram pai de um dos donos da empresa contratada por mais de R$ 8 milhões ao lado do prefeito da cidade durante a campanha eleitoral gesticulando o 11 do PP

Apontado como "ilegal e superfaturado" pelo Tribunal de Contas do Estado, um contrato firmado sem licitação pela Prefeitura de Japeri com a DN Gril Produtos Alimentícios para o fornecimento de produtos para a merenda escolar, está sendo visto agora, um ano e quatro meses depois de firmado, como "ação entre amigos". A nova visão foi despertada por uma fotografia divulgada via redes sociais, na qual Jonas Neves, pai de um dos donos da empresa, aparece ao lado do prefeito Carlos Moraes Costa, gesticulando o 11 do Partido Progressista, legenda de Moraes. Ao tono a DN Gril firmou três contratos com a Prefeitura, no total de mais de R$ 8 milhões. Também existem outras imagens, nas quais os dois sócios da firma também parece fazendo o mesmo gesto.

Japeri vai intensificar fiscalização da merenda escolar

Decisão foi tomada depois de inspeção do Tribunal de Contas

A partir desta semana as diretoras das escolas municipais de Japeri só vão receber os gêneros alimentícios destinados ao preparo da merenda mediante apresentação, por parte do fornecedor, da nota fiscal correspondente a entrega, cópias do contrato, da ata de registro de preços e do pedido feito pelo setor de nutrição escolar. A medida tomada pela secretária de Educação Roberta Bailune (foto), explica ela, é para garantir a conferência da especificação do objeto contratado e um melhor acompanhamento.

Mesmo com investigação do Ministério Público a Prefeitura de Japeri mantém “sucatões” transportando alunos por R$ 2,7 milhões

Quem esperava que o prefeito Carlos Moraes Costa (foto) tomasse esta semana uma atitude em relação à frota de "sucatões" colocada pela Prefeitura a disposição dos alunos da rede municipal de ensino de Japeri se decepcionou. O cancelamento de um contrato de R$ 2,7 milhões firmado com a empresa JL Transporte para locação de 12 ônibus velhos e em situação irregular, só deverá ser feito mesmo debaixo de "vara", com uma decisão da Justiça em possível pedido do Ministério Público, que abriu dois inquéritos: um para apurar o estado dos veículos e outro para verificar se houve fraude no contrato emergencial assinado em fevereiro de 2017 e averiguar o processo licitatório que resultou no contrato maior.

Conforme já foi revelado, o serviço de transporte de alunos contratado pela Prefeitura de Japeri não tem a mínima condição de funcionar, tanto pelas precárias condições da frota locada como pela falta de documentação dos veículo. O prefeito conhece o problema, mas pelo menos até o fim do expediente de ontem não havia tomado nenhuma providência.