Do inferno ao céu em três anos

Claudio Vieira diz que aceita o desafio Depois de prisão por crime não cometido, secretário ganha força e indicação para disputar Prefeitura de Japeri em 2016

O ano de 2012 foi de muita turbulência no município de Japeri, onde as disputas eleitorais sempre foram consideradas de risco por conta de ações de grupos que em pleno século 21 ainda teimam em querer ganhar o poder na marra e não voto livre, com o exercício pleno da democracia, mas nada marcou mais que a prisão do então secretário de governo, Claudio Vieira, tio e braço direito do prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor. Claudio foi acusado de encomendar o assassinato do comerciante Andre da Silva Conceição e a prisão dele, na época foi considerada como ação política para prejudicar o prefeito que disputava a reeleição, e, supostamente, beneficiar o deputado estadual André Ceciliano (PT), que pela segunda vez consecutiva foi derrotado por Timor nas urnas. Agora livre da acusação, Cláudio poderá ser o adversário direto de André, que embora não tenha nenhuma ligação com a cidade, pretende disputar a Prefeitura de Japeri pela terceira vez em 2016.

Prefeito de Queimados estaria de olho em Japeri

Max Lemos estaria trabalhando para governar o município de Japeri através de um indicado Max Lemos já trabalharia para eleger um candidato a prefeito e governar junto

A mobilidade garantida pelo Arco Metropolitano, empreendimento que está levando grandes indústrias para a Baixada Fluminense, está fazendo a cidade mais pobre da região ser cobiçada por políticos vizinhos. Depois de André Ceciliano (PT) - ex-prefeito de Paracambi que desde 2008 vem tentando governar Japeri - o interessado da vez seria o prefeito de Queimados. Max Lemos (PMDB), que só não transferiu ainda seu domicilio eleitoral por causa de um entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de que uma eventual candidatura de político que esteja cumprindo o segundo mandato de prefeito em uma determinada cidade a um pleito subsequente em outro município, para o mesmo cargo, seria uma disputa pelo terceiro mandato.

MP fará audiência pública sobre educação em Japeri

No encontro serão discutidos os problemas e apresentadas as possíveis soluções Encontro será dia 2 de março na Escola Municipal Ary Schiavo, com início previsto para as 14h

Lançado no último dia 5 em Japeri, o programa Ministério Público pela Educação (MPEduc), instituído através de uma parceria entre Ministério Público Federal e  Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, vai promover, no dia 2 de março, a 1ª audiência pública no município. O objetivo, segundo o procurador da República Eduardo El Hage, é saber se o dinheiro público está sendo bem utilizado e identificar quais são os problemas das escolas da região. “O objetivo do MPEduc no município é identificar as causas que estão fazendo com que o Ideb de Japeri, principalmente nos anos finais do ensino fundamental esteja tão abaixo da média. No entanto, em parceria com o gestor, com certeza alcançaremos os resultados almejados”, afirmou o promotor federal.

Ano novo, salário novo em Japeri

Timor diz que pretende pagar aos professores o melhor salário da categoria na região Reajuste vai de 5% a 20%, dependendo da categoria

Os servidores municipais de Japeri, efetivos e comissionados, terão no contracheque de janeiro percentual de reajuste de 5%, 8%, 15% e 20%, variando de acordo com a categoria. No setor de educação o aumento foi de 15% para os professores e 20% para o pessoal de apoio. Os funcionários administrativos de curso superior receberam 5% e os de níveis médio e fundamental 15%.

E não é que tem vice que trabalha

Guigo percorre os bairros todos os dias. "É preciso saber das prioridades", diz ele Em Japeri vice-prefeito vira coordenador de infraestrutura e põe a mão na massa

Conhecidos com eternos “come-e-dorme”, por na maioria das vezes receberem o salário no fim do mês sem darem qualquer retorno à população, os vice-prefeitos também são chamados de “calos”, por pegarem no pé dos prefeitos na busca de uma oportunidade de sentarem na cadeira do titular do governo, mas um bom exemplo vem da Baixada Fluminense, onde os de Magé, São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita, Paracambi e Itaguaí não mais rezam pela cartilha dos seus companheiros de chapa e buscam novos rumos. Trata-se do vice-prefeito de Japeri, Oswaldo Henrique de Almeida Gonçalves, o Guigo (PMDB), que pula cedo da cama para acompanhar as obras em andamento e dar sugestões nas ações do governo, demonstrando uma sintonia fina com o prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor (PSD). “Nossa cidade tem muitos problemas e poucos recursos. Temos de falar a mesma língua, remar na mesma direção para chegarmos a algum lugar. Sem união não há conquistas e sem trabalho não há realização. Aqui o que conta é o que de bom podemos levar para a população”, diz Guigo, que atua como coordenador de Infraestrutura.

Caixa-preta esconde gastos da Câmara de Japeri

Cezar de Melo não mostra as despesas da Câmara da cidade mais pobre da Baixada O Poder Legislativo do município mais pobre da Baixada Fluminense custa cerca de R$ 6 milhões por ano

Todos os meses saem dos combalidos cofres do município de Japeri para manter a Câmara Municipal - formada por 11 vereadores, funcionários administrativos e assessores - cerca de R$ 500 mil, um total de R$ 6 milhões anuais, mas onde e em que esse dinheiro é gasto é um ministério, já que a presidência da Casa, comandada pelo vereador Cezar de Melo (PSD), não disponibiliza os gastos para os contribuintes verem e transparência parece uma palavra desconhecida para ele. Além do salário, os vereadores japerienses tem direito a receber diárias se saírem do município a trabalho e ainda podem viajar à custa do erário público supostamente para participarem de congressos e seminários, eventos quase sempre realizados em cidades litorâneas dos estados do nordeste, como já fizeram algumas vezes nos últimos anos.

Baixada tem bom e péssimo exemplos de gestão

Sandro fecha 2014 com pendências, enquanto Timor encerra o exercício com compromissos quitados e aumento programado para janeiro São João de Meriti faz feio e Japeri fecha o ano com contas pagas e servidores satisfeitos

O ano que está terminando definitivamente foi péssimo para São João de Meriti, principalmente para os servidores municipais, que amargam atrasos de até três meses nos salários, ficaram sem o décimo terceiro e viram as contas, aluguéis e até pensões alimentícias se acumularem sem ter como saldar esses compromissos. Essa situação, segundo o prefeito Sandro Matos, ocorre porque houve queda de receita, o que os números do governo federal desmentem. Para quem conhece o problema mais de perto e a realidade financeiro-contábil da Prefeitura, o problema é de gestão e não de falta de dinheiro. Não muito distante de Meriti, com um universo populacional cinco vezes menor e arrecadando dez vezes menos que a cidade governada por Sandro, está Japeri, município mais pobre da Baixada Fluminense, que fecha o ano dando um bom exemplo de administração e sem nenhuma conta em atraso.

Tribunal de Justiça livra ex-secretário de governo de Japeri da acusação de ter mandado matar comerciante em 2012

     O ex-secretário de Governo de Japeri, Cláudio Vieira, está livre da acusação de ser um dos mandantes do assassinato do comerciante Andre da Silva Conceição, o Andrezinho, de 39 anos, crime ocorrido em 2012. Cláudio foi impronunciado em decisão do Tribunal de Justiça, que concluiu pela inexistência de indícios suficientes para manter a pronuncia feita em juízo de primeira instância contra ele. Claudio  foi acusado em investigação conduzida pela 63ª Delegacia Policial e chegou a ser preso preventivamente. O que se comenta na cidade é que Vieira e outras pessoas ligadas a administração municipal teriam sido denunciadas por questões políticas, uma vez que se tratava de período eleitoral e o prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, sobrinho do então secretário, liderava as pesquisas de intenção de votos contra o deputado estadual André Ceciliano e o ex-prefeito Carlos Moraes Costa, o que se confirmou depois com a reeleição de Timor com 41,79% dos votos válidos.

     Durante os três meses da campanha eleitoral de 2012 o município foi abalado por uma série de denúncias contra a administração municipal, sem que nada tivesse sido concluído como verdadeiro até agora, tendo inclusive as contas de gestão da Prefeitura referentes aos exercícios de 2012 e 2013 aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Professores de Japeri terão abono e reajuste salarial

     O prefeito de Japeri, Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, confirmou ontem o pagamento de um abono, além do 13º salário, em dezembro, para os profissionais da rede municipal de ensino. Ele informou ainda que os professores terão reajuste salarial em janeiro, percentual ainda não definido. Os aumentos salariais concedidos aos servidores da Educação desde 2009 atingem percentual de mais de 60%. O abono pode chegar a R$ 2,4 mil para os professores e a R$ 800 para o servidor de apoio.

     Com o reajuste de janeiro os professores de Japeri passarão a receber um dos maiores salários iniciais da Baixada Fluminense. Serão beneficiados professores da Educação Básica (PEB) I e II, orientadores pedagógicos e educacionais e supervisores educacionais. "Temos uma política de valorização que foi implantada em 2009 e desde então já demos aumento de mais de 60%", disse.

Japeri tem de dividir o seu pouco com os vizinhos

Localizado na Baixada Fluminense, o município de Japeri sempre foi visto com o "patinho feio" da região, além de sofrer discriminação na hora da distribuição dos recursos federais e estaduais. Mesmo assim investe pesado para melhorar os serviços prestados a população e para valorizar o setor de educação, garantindo aos profissionais de ensino condições de trabalho e salários melhores. Nos últimos quatro anos Japeri recebeu apenas R$ 30 milhões do estado para obras de infraestrutura, enquanto que para Queimados se destinou dez vezes mais. Fazendo divisa com os municípios de Queimados, Seropédica e Paracambi, o "patinho feio" não recebe o que lhe é devido, mas tem sido uma "mão na roda" para seus vizinhos.

Os números de Queimados são invejáveis: R$ 300 milhões para obras de infraestrutura e pelo menos R$ 50 milhões para melhorar o setor de saúde, mas é no vizinho mais pobre que está o socorro médico para muitos moradores de Queimados. De acordo com as estatísticas, pelo menos 15% dos procedimentos em saúde realizados na rede de Japeri são para atender moradores de Queimados e outros 10% são em favor de pacientes que residem em Seropédica e Paracambi. Esse volume não é ressarcido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que repassa os recursos tendo como base o universo populacional de Japeri.