Empresa mal pagadora é a preferida em Silva Jardim

Anderson Alexandre abriu de novo as portas para uma empresa que é acusada de não pagar os direitos do pessoal que terceiriza para a municipalidade Calote em trabalhadores não é empecilho em licitação para terceirização de mão de obra

Para o prefeito de Silva Jardim, Anderson Alexandre, ao que parece, o direito do trabalhador e pode ser o mesmo que nada se tanto faz se uma empresa fornecedora de mão de obra para a sua administração honra ou não seus compromissos com os funcionários, mesmo recebendo dos cofres da municipalidade pelo menos o dobro do que efetivamente paga de salário por cada um deles. É isso que sugere a escolha, novamente, da empresa General Contractor, que venceu o Pregão Presencial 106/2015 para terceirizar pessoal para as funções de copeiro, cozinheiro, motorista, trabalhador braçal, vigia e operadores de máquinas pesadas e roçadeiras. Essa empresa é alvo de pelo menos 400 ações de cobrança movidas por trabalhadores contratados para a Prefeitura a partir de uma licitação vencida em 2014, certame que, no entender do Ministério Público, foi um jogo de cartas marcadas.

Porto Real esconde o jogo sobre as contas públicas

Maria Aparecida precisa cumprir a lei do acesso à informação Números sobre receita e despesa são verdadeiros mistérios

Em 2013, assim que a prefeita Maria Aparecida da Rocha Silva, a Cida (PDT), assumiu o governo, a Prefeitura de Porto Real renovou por termos aditivos contratos de prestação de serviços terceirizados envolvendo três empresas, no total R$ 80 milhões. Passados três anos e chegada a reta final dessa gestão, a população não sabe a quantas andam as finanças do município e quais são os fornecedores e prestadores de serviços que mais faturam junto à Prefeitura, pois navegar pelo Portal da Transparência da administração municipal é o mesmo que procurar por uma agulha no palheiro. Apontado pelo Ministério Público Federal como um dos mais falhos no estado do Rio de Janeiro em termos de transparência, o município de Porto Real divide com Areal e Trajano de Moraes a 82ª colocação no Ranking da Transparência do MPF, mas isso parece não fazer a menor diferença para a prefeita, uma vez que nem os relatórios de gestão financeira são disponibilizados de forma clara e não há nenhum relatório de gestão referente ao ano passado e muito menos sobre os primeiros meses de 2016.

MPs federal e estadual somam forças por eleições limpas

O coordenador da PRE/RJ Sidney Madruga quer integração de promotores e procuradores por eleições limpas este ano Procuradoria Regional abre canal direto com promotores fluminenses

Os promotores estaduais que atuam na Justiça Eleitoral nos 92 municípios fluminenses passaram a contar com um canal direto com a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Rio de Janeiro, órgão do Ministério Público Federal (MPF), podendo de subsídios da PRE/RJ para sua atuação a qualquer momento, inclusive finais de semana e feriados. A proposta é assegurar eleições limpas, combatendo irregularidades, evitando, por exemplo, a captação ilícita de sufrágio, a popular compra de voto, que já começou a ser feita nas localidades mais pobres, com assessores dos pré-candidatos recolhendo cópias e títulos de eleitores com a alegação de que estes estão sendo escolhidos para trabalhar no dia da eleição na chamada boca de urna, o que é ilegal e que na verdade consiste em arregimentar um maior número de pessoas possível para votar em um determinado candidato.

Guapimirim tem quatro prefeitos

O prefeito Marcos Aurélio Dias ainda não mostrou a que veio e secretários ditam as regras de um jogo truncado Cidade conta com quatro “mancha-chuvas”, mas a “chuva” não cai de jeito nenhum

Os compromissos assumidos com a população ficaram apenas na promessa, a cidade parou no tempo e as realizações estão no passado, os projetos das gestões do prefeito Nelson Costa Mello, o Nelson do Posto, com quem o atual prefeito trabalhou durante muito tempo, mas, ao que aparece, não aprendeu nada, pois faltando pouco mais de oito meses para o fim do seu mandato, Marcos Aurélio Dias anda não mostrou a que veio e a cada dia que passa vai sendo reforçado aquilo que a maioria dos que acompanham a administração municipal de perto costuma dizer: “o prefeito não governa, é governado; não manda, é mandado”.

MP abre mais um inquérito contra Quaquá

Quaquá não gosta muito de dar satisfações sobre seus atos Prefeito de Maricá se nega a fornecer informações sobre contratação de obras e serviços, como o contrato de cerca de R$ 30 milhões firmado em 2015 com a empresa Ônix Serviços

Repousam desde setembro do ano passado nas gavetas do gabinete do prefeito Washington Luiz Cardoso Siqueira, o Quaquá (PT) pelo menos 40 requerimentos formulados pelo vereador Felipe Auni (PSD) com pedidos de informações sobre vários contratos firmados pela Prefeitura de Maricá para a realização de obras e prestação de serviços. Como nenhum deles foi respondido o parlamentar recorreu ao Ministério Público que então decidiu abrir mais um inquérito para apurar possível prática de improbidade administrativa.

Assim ele vira herói, doutores

. Quem me acompanha sabe que não morro de amores pelo ex-presidente Lula, que penso que o PT já perdeu o prazo de validade e que eu gostaria que a presidente Dilma Roussef (presidenta só para os aliados, a militância e a mídia chapa branca) já tivesse sido apeada do poder. Como cidadão adoraria ver Luiz Inácio Lula da Silva preso, assim como todos os saqueadores da Petrobras, petistas ou não. Porém, enquanto profissional de imprensa tenho de deixar meus desejos pessoais de lado e me pautar na legalidade que deveria conduzir tudo nesse país e o fato é que andam metendo os pés pelas mãos quando tentam fazer justiça em relação a Lula, promovendo um atropelo que o faz ser visto como vítima diante de todos e transforma os afobados fazedores de justiça em cabos eleitorais do cacique de língua presa.

 

Ex-prefeito de Silva Jardim tem conta bloqueada pela Justiça

Pré-candidato a prefeito Marcelo Zelão ficou em situação difícil Marcelo Zelão, ex-vice e mais 13 pessoas são réus em processo por supostas fraudes em licitação

O ex-prefeito de Silva Jardim, Marcelo Cabreira Xavier, o Zelão, o ex-vice e ex-secretário de Educação, Fernando Augusto Bastos (ambos do PT) e mais 13 pessoas tiveram suas contas bancárias bloqueadas pela Justiça em processo que apura possíveis fraudes em processos licitatórios para compra de peças e consertos de veículos da frota municipal no período entre 2009 e 2012. A ação é a segunda em tramitação impetrada pelo Ministério Público por possíveis irregularidades em licitações na área de transporte durante a gestão de Zelão. Um dos processos levou a Justiça a suspender o contrato de aluguel de ônibus para o transporte de cerca de 250 estudantes universitários, porque o MP apontou que a empresa Auto Viação Esperança contratada para o serviço teria vencido um pregão de “cartas marcadas”.

Procuradoria Eleitoral fará triagem dos potenciais “fichas sujas”

O procurador Sidney Madruga.quer evitar candidaturas de "fichas sujas" Sistema da Procuradoria Geral da República nacional contra inelegíveis será atualizado

Cento e dez órgãos públicos e entidades de classe no estado do Rio de Janeiro foram notificados pela Procuradoria Regional Eleitoral para inserirem, num banco de dados nacional, informações sobre pessoas potencialmente inelegíveis.  A medida é para garantir a aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições municipais deste ano. O SisConta Eleitoral foi desenvolvido pela Procuradoria Geral da República e vai facilitar o trabalho de procuradores regionais e promotores eleitorais na análise de registros de candidaturas.

Contratada em jogo de “cartas marcadas” volta à Silva Jardim

Anderson já foi enquadrado pelo MP por causa dessa mesma empresa, mas parece que de nada adiantou Empresa de terceirização de mão de obra, segundo o MP, foi escolhida em licitação esquisita em 2014, mas apesar da Promotoria, ela venceu mais uma

De acordo com entendimento do Ministério Público a contratação da empresa General Contractor para fornecimento de mão de obra a Prefeitura de Silva Jardim, ocorrida em 2014, teria se dado de forma fraudulenta, a partir de um processo licitatório que, segundo o MP, teria sido um jogo de cartas marcadas, mas para o prefeito Anderson Alexandre, ao que parece, a posição da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (núcleo de Araruama) e nada é a mesma coisa, pois a empresa está de volta ao município e a ata de registro de preços até já foi homologada. A nova contratação foi assegurada no Pregão Presencial 106/2015 e tem como objeto a terceirização de pessoal para as funções de copeiro, cozinheiro, motorista, trabalhador braçal, vigia e operadores de máquinas pesadas e roçadeiras.

Programa de urbanismo tem custo camuflado em Maricá

A Avenida Jardel Filho foi o maior contrato da Ônix em 2014 e a maioria das placas que anunciam as intervenções não mostra os valores a serem pagos Sistema da Prefeitura não informa, por exemplo, o quanto foi pago por cada intervenção feita pela empresa Ônix Serviços, que só em 2015 teve a seu favor dois empenhos que somam mais de R$ 91 milhões e em 2014 firmou um contrato de cerca de R$ 30 milhões

De acordo com estimativas da Prefeitura de Maricá foram investidos, só nos últimos três anos, mais de R$ 300 milhões em obras, boa parte disso através de um programa de urbanismo denominado “Meu Bairro Mudou”, que somente em 2014 registrou empenhos no total de cerca de R$ 106 milhões. O problema, de acordo com algumas lideranças comunitárias, é saber quanto efetivamente custou cada projeto executado, uma vez que a falta de informações completas no sistema da administração municipal dificulta o controle social, impedindo que o cidadão faça o acompanhamento, direito que lhe é garantido por lei. No ano passado, por exemplo, a empresa Onix Serviços, uma das maiores credoras da Prefeitura, que só em um contrato faturou cerca de R$ 30 milhões, teve, no ano passado, dois empenhos a seu favor, um no valor de R$ 48.190.041,98 e outro no total de R$ 45.390,046,98, sendo que desses dois aparecem no sistema pagamentos consolidados de pouco mais de R$ 20 milhões, R$ 11.817.858,46 no primeiro empenho e R$ 9.417.758,46 no segundo.