Witzel pode entregar os anéis para não perder os dedos

Governador do Rio estaria disposto a apelar para distribuição de cargos para barrar cassação na Alerj

Witzel agora entende que precisa dialogar "com todo mundo" Acuado por denúncias de corrupção envolvendo sua administração, o governador do Rio começou a semana tentando salvar a própria pele. Alvo de dois pedidos de impeachment já bem encaminhados na Assembleia Legislativa, Wilson Witzel deverá usar o Diário Oficial para tentar barrar os processos de cassação, mas já teria começado mal na escolha de um novo líder de governo, o deputado Rosenverg Reis, apontado como "fraquinho" por boa parte dos parlamentares, que também não querem o secretário Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, como interlocutor.

Nova Iguaçu inicia programa ‘Iguaçu Mais Seguro’: câmeras auxiliam o patrulhamento ostensivo no centro da cidade

O secretário Igor Porto quer implantar um "cinturão eletrônico" para proteger a cidade - Foto:Divulgação As secretarias municipais de Segurança Pública e Transporte implantaram esta semana o programa "Iguaçu Mais Seguro". Desde segunda-feira (25), uma central móvel de monitoramento está instalada na Praça Rui Barbosa, está auxiliando no patrulhamento ostensivo do centro do município. Contando com tecnologia avançada, a central funcionará diariamente entre 8h30 às 20h. São sete câmeras e três estações de trabalho. O monitoramento será feito por dois agentes programa "Segurança Presente". A ideia é levar o serviço a funcionar 24h por dia.

Além de auxiliar na segurança, o sistema vai ajudar a garantir o cumprimento dos protocolos de combate à covid-19, A unidade móvel está integrada ao Centro de Operações de Nova Iguaçu (CONIG). As suas 52 câmeras, que são utilizadas pela Secretaria de Transporte para o controle de trânsito da cidade, vão auxiliar nas ações de segurança pública.

Governador do Rio diz que PF engaveta inquéritos de interesse de Bolsonsaro e acelera investigações contra adversários do presidente

Wilson Witzel acusa o presidente Jair Bolsonaro de usar a Polícia Federal para fazer perseguição política Prometendo não baixar a cabeça e lutar "contra contra esse fascismo que está se instalando no país, contra essa ditadura de perseguição", o governador do Rio acusou a Polícia Federal de trabalhar pelos interesses do presidente da República. Em pronunciamento ontem (26), depois de ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal que apreendeu o aparelho de telefone celular e o computar usado por ele, Wilson Witzel classificou a atuação da PF como um ato de perseguição política de Jair Bolsonaro.

Se declarando inocentes em relação às irregularidades que estão sendo apontadas nas contratações emergenciais feitas para o enfrentamento do coronavírus no estado, o governador chamou o presidente de fascista e afirmou que o senador Flávio Bolsonaro deveria estar preso. "Não abaixarei minha cabeça, não desistirei do estado do Rio e continuarei trabalhando para uma democracia melhor, continuarei lutando contra esse fascismo que está se instalando no país, contra essa ditadura de perseguição. Não permitirei que esse presidente que ajudei a eleger se torne mais um ditador na América Latina", afirmou

Polícia Federal acorda o governador do Rio: operação é deflagrada contra desvio de recursos destinados ao enfrentamento da pandemia

Os agentes da Polícia Federal chegaram cedo ao Palácio Laranjeiras - Foto: Foto: Pilar Olivares/Agência Reuters O governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, foi acordado por agentes da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (26), no Palácio Laranjeiras, residência oficial . Ele é um dos alvos da Operação Placebo, deflagrada para cumprir 12 mandados de busca e apreensão, dentro das investigações de um suposto esquema de corrupção envolvendo o Instituto Iabas, contratado sem licitação para instalação de hospitais de campanha, por R$ 850 milhões.

Além do governador estão sendo investigações os diretores da instituição contratada e membros da cúpula da Secretaria de Saúde. Os agentes estiveram ainda no Palácio Guanabara, sede do governo, e no bairro Grajaú, onde Witzel morou até dezembro de 2018. Foram recolhidos vários documentos que serão encaminhados ainda nesta terça-feira a sede da Polícia Federal, em Brasilia.

Escândalo no ‘governo da moralidade’: Saúde do Rio comprou respiradores com sobrepreço de R$ 123,5 milhões, aponta auditoria

A gestão de Witzel foi abalada pelas irregularidades na pasta então comandada por Edmar Santos, exonerado e depois nomeado em outra função, o que para alguns seria "um jeitinho para garantir foro privilegiado" Superfaturamento, favorecimento a empresas na hora de escolher os fornecedores e fraude na dispensa de licitação. É o que o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro encontrou ao analisar os processos de compra de mil respiradores por dispensa de licitação feita pela Secretaria Estadual de Saúde em nome do enfrentamento da covid-19. As irregularidades constam de relatório de um auditoria do TCE (confira aqui), documento que destaca sobrepreço de R$ 123.588.000 e aponta o ex-secretário de Saúde Edmar Alves dos Santos e o ex-subsecretário Gabriell Carvalho Neves Franco, como "principais responsáveis" por elas.

Eleito com discurso de moralidade, o ex-juiz Wilson Witzel assumiu o governo do estado prometendo arrumar a casa e varrer a corrupção, mas há dez dias a Polícia Federal fez uma operação para prender um dos maiores credores do estado, o empresário Mario Peixoto, que, segundo as investigações, comandava um esquema que estaria operando ainda nos dias de hoje. Isto ocorreu uma semana depois das prisões de membros do atual governo, apontados como responsáveis pela contratação das obras de implantação de hospitais de campanha e compra de equipamentos para eles. Para algumas lideranças políticas, os últimos acontecimentos mostram que “caiu a máscara do governo da moralidade”.

Com porta aberta no município por Mario Peixoto, cooperativas receberam cerca de R$ 400 milhões em Mesquita até 2016

Na gestão de Gelsinho as cooperativas faturaram altos, mas tem trabalhador que até hoje não recebeu os direitos trabalhistas Os meses de novembro e dezembro de 2016 foram marcados por protestos e revolta em Mesquita por conta de calote aplicado a trabalhadores contratados através de cooperativas para prestarem serviços à Prefeitura, o que não deveria acontecer, pois instituições como Multiprof, Captar Cooper, Coopsege e Renacoop receberam cerca de R$ 300 milhões durante a gestão do prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro.

Três das quatro instituições foram citadas no inquérito que resultou na prisão do empresário Mario Peixoto, na Operação Favorito realizada pela Polícia Federal na última quinta-feira (14). A Multiprof e Captar por serem dirigidas por homens de confiança dele e a Renacoop, citada por emitir nota fiscal para uma firma do esquema de Peixoto e aparecer como mutuaria da Atrio-Rio, empresa apontada como braço forte do que a Polícia Federal classificou de "organização criminosa".

Prisão de Mario Peixoto derruba mais um: secretário de Saúde do Rio é exonerado e outras demissões podem estar a caminho do diário oficial

● Elizeu Pires

Alegando desgaste com as denúncias de irregularidades e corrupção nas compras emergenciais e contratação de serviços através de sua pasta, Edmar Santos (foto), vinha dizendo que deixaria o cargo nos próximos dias "por vontade própria", mas a saída foi rápida e não a pedido. O secretário estadual de Saúde foi exonerado neste domingo (17) pelo governador Wilson Witzel, ele próprio em situação delicada, "na gangorra", como diriam os mais antigos.

Empresa do escândalo dos respiradores em Santa Catarina é da Baixada

Consta como sediada em Nilópolis e teria recebido R$ 33 milhões adiantados pelos equipamentos ainda não entregues

A compra de 200 respiradores feita pelo governo de Santa Cantarina por R$ 33 milhões pagos adiantados, já derrubou dois secretários e está fazendo o governador Carlos Moisés (PSL) tremer na cadeira. O secretário de Saúde Helton Zeferino foi exonerado, e neste domingo (10) Douglas Borba, chefe da Casa Civil, pediu exoneração alegando que precisa cuidar da sua defesa, já que foi apontado nas investigações como responsável pela escolha da empresa Veigamed Material Médico e Hospitalar, que consta na Receita Federal como sediada em Nilópolis, na Baixada Fluminense e tem capital social de pouco mais de 5% do valor contratado.

Rio das Ostras aprova CPI para investigar milícia digital: Câmara vai apurar denúncia de que fakes seriam financiados com dinheiro público

No cargo desde julho de 2018, após vencer uma eleição suplementar, o prefeito Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia (foto), vem sendo classificado como o pior gestor que o município já teve. Também é chamado de antidemocrático ao não admitir críticas, e vem sendo acusado agora de usar uma milícia digital para atacar quem critica seu governo. Ataques a honra veiculados por uma página apócrifa no Facebook estão sendo atribuídos a pessoas que teriam algum tipo de vínculo com administração municipal, através e cargos comissionados.

A central de destruição de reputações foi denunciada em 22 de abril pelo advogado Eneas Rangel em entrevista a uma emissora de rádio local. Ele revelou, conforme denúncia já feita à Polícia Civil, que "montaram uma organização criminosa ao lado do prefeito da cidade, para denegrir quem critica o governo municipal".