Nestor diz que um simples levantamento mostraria a verdade

Nestor Vidal: 'Trata-se de um grupo que se reuniu com propósito de apoderar-se do governo' Advogados acreditam que a cassação poderá ser derrubada na Justiça no máximo em uma semana

A defesa do prefeito de Magé, Nestor Vidal, cassado ontem por decisão política da Câmara de Vereadores com voto de 12 dos 17 vereadores, já está com recurso pronto para tentar reverter a situação. Em nota divulgada agora a pouco o prefeito afirmou que sua cassação é resultado do esforço de um grupo formado para tomar o governo. Com a saída de Nestor o sucessor será o presidente da Câmara, Rafael Santos Souza, o Tubarão, pré-candidato a prefeito pelo PPS. “A Câmara Municipal de Magé votou a minha cassação por dois motivos de fácil apuração dos fatos. Um simples levantamento de documentos comprovaria a inexistência ou não de irregularidades para afastamento do prefeito. Porém trata-se de um grupo que se reuniu com propósito de apoderar-se do governo e usar a máquina pública para benefícios pessoais”, diz um trecho da nota, na qual Nestor também fala sobre as denúncias que resultaram na formação de comissões processantes contra ele.

Vereadores de Magé cassam mandato do prefeito

Nestor vai recorrer à Justiça amanhã para permanecer no cargo

      Em decisão tomada agora a pouco a Câmara de Vereadores de Magé cassou o mandato do prefeito Nestor Vidal, reeleito em 2012 com a maior votação da história do município. Com a saída dele assume o governo o presidente da Casa, Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão, já que o vice-prefeito Claudio Ferreira Rodrigues, o Claudio da Pakera, renunciou em novembro do ano passado. Nestor informou que estará recorrendo à Justiça nessa sexta-feira para reverter a situação. Ele já havia conseguido anular no Tribunal de Justiça os atos de duas comissões processantes e acredita que conseguirá manter-se no cargo até o dia 31 de dezembro, quando termina seu mandato. Os motivos alegados pela Câmara, afirma ele, são muito frágeis. “Não tem outro caminho. É a lei e a Justiça. Do contrário estaremos regredindo, indo contra tudo que defendi nos meus discursos. Não posso utilizar de mecanismos que combati e combato durante a minha vida toda. Talvez este seja o maior legado. Se vencido, o exemplo fica. Se o ato for derrubado fica a determinação da Justiça, que representa a verdade”, afirmou o prefeito.

Fantasma derruba vereador em Macaé

Maxwell Vaz foi processado pelo MP que o acusou de manter assessor fantasma em seu gabinete Defensor da moralidade na gestão pública foi condenado por improbidade administrativa

Egresso do PT, o vereador Maxwell Vaz (Solidariedade), é um ferrenho opositor ao governo municipal na Câmara de Vereadores de Macaé, onde se coloca como defensor da moralidade e da transparência na gestão pública, mas uma decisão judicial divulgada agora a pouco pelo Ministério Público sugere que o parlamentar pode ser daqueles que se enquadram na máxima do façam o que eu digo e não o que eu faço. É que Maxwell foi condenado por ato de improbidade administrativa e perda do cargo público, por, segundo denúncia do MP, manter um funcionário fantasma em seu gabinete. Pela decisão do juízo da 2ª Vara Cível do município o vereador terá ainda que ressarcir os cofres municipais pelos gastos gerados pela nomeação do assessor em valor a ser calculado.

Cassados três vereadores em São Pedro da Aldeia

André, Jorge e Luciano serão substituídos por suplentes Decisão atinge ainda o primeiro suplente do PSD

Pelo menos três suplentes de vereador já podem comprar o terno da posse para assumir em São Pedro da Aldeia. É que deverá ser publicado nos próximos dias acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a decisão que confirma a cassação dos vereadores André Luiz Santos, o André de Gilson (PSB), Luciano de Azevedo Leite, o Guga de Mica (PMDB) e Jorge Antônio Lessa Tavares, o Jorginho (PSD). Em substituição a este último quem será convocado é o segundo suplente da legenda, pois o primeiro, Aguinaldo Sodré, também foi atingido pela sentença. Os quatro foram condenados por abuso de poder econômico durante a campanha de 2012 e condenados a oito anos de inelegibilidade com base na Lei da Ficha Limpa.

Sabino não é mais o “patrão” na Câmara de Rio das Ostras

Sabino vem perdendo fôlego, apoio e sustentação na Câmara Prefeito perde força com vereadores e “apanha” nas ruas

Faltando oito meses para o fim do seu terceiro mandato como prefeito de Rio das Ostras, Alcebíades Sabino dos Santos já não impõe respeito a ninguém, inclusive entre o seu próprio secretariado, onde muitos o criticam pelas costas, enquanto outros passam mais tempo se metendo em assuntos da Prefeitura de Casimiro de Abreu que tentando amenizar a situação do governo ao qual deveriam servir. O maior sinal da perda de força do prefeito vem da Câmara Municipal, onde ele sempre conseguiu o que quis, controlando o comportamento da maioria dos membros da Casa. Lá Sabino conta hoje com a obediência de apenas dois vereadores, pois boa parte dos parlamentares resolveu pular do barco e muitos deles já teriam passado para o lado do ex-prefeito Carlos Augusto Balthazar, pré-candidato a prefeito.

Crise não impede viagem dos vereadores de Japeri

Presidente da Câmara, Cezar Melo faz uma gestão nada transparente Membros da Câmara da cidade mais pobre da Baixada Fluminense passaram um semana fora à custa do povo

A administração municipal de Japeri vem contando centavos para pagar as contas e manter os serviços básicos, fazendo cortes e adequações em contratos por força da queda na receita que vem se acentuando a cada mês, mas parece que isso não incomoda em nada aos vereadores do município, membros de uma Câmara que gasta cerca de R$ 6 milhões ao ano e não se preocupa em cumprir a Lei da Transparência, tornando públicos os seus gastos. Prova disso foi dada este mês, com uma viagem à Brasília, supostamente para participação no 4° Encontro Nacional de Vereadores, realizado nos dias 15, 16 e 17, para um debate sobre a fixação dos subsídios de vereador no período de 2017 a 2020.

PSC vira filial do PT em Silva Jardim

Ex-prefeito estava pronto para embarcar no PDT, mas ganhou Partido Social Cristão de presente

     Réus em processo que apura possíveis fraudes em licitações para compra de peças e consertos de veículos da frota municipal no período entre 2009 e 2012, ação proposta pelo Ministério Público, na qual tiveram as contas bancárias bloqueadas liminarmente pela Justiça, o ex-prefeito de Silva Jardim Marcelo Cabreira Xavier, o Marcelo Zelão e o ex-vice-prefeito e ex-secretário de Educação Fernando Augusto Bastos ganharam mais uma opção de abrigo político. Decididos a pular do naufragado navio petista os dois ganharam de presente o PSC para concorrerem nas eleições deste ano. Marcelo Zelão estava prestes a entrar do PDT e também havia cogitado o PV, mas com a saída dos vereadores Robson Azeredo e Flavio Brito que trocaram a legenda do peixinho pelo PMDB, o Partido Social Cristão foi entregue de bandeja para socorrer os egressos do PT, que poderão confirmar filiação nos próximos dias.

Prejuízo vai virar lucro em Macaé

As composições do VLT de Macaé vai ser transferidas para o governo estadual e passarão a circular no ramal Saracuruna-Magé-Guapimirim VLT adquirido em contrato considerado irregular pelo Tribunal de Contas será trocado por obra de R$ 65 milhões

Sei anos depois de um contrato considerado irregular pelo Tribunal de Contas do Estado - feito pelo então prefeito Riverton Mussi para aquisição de unidades de VLT (Veículo Leve sobre Trilho) de um metrô de superfície que descarrilou antes mesmo da primeira viagem - alguns vereadores de Macaé resolveram agir, mas não para responsabilizar o ex-gestor pela compra precipitada, mas para supostamente apurar o grau de depreciação das duas composições vendidas pela empresa Bom Sinal Indústria e Comércio, única concorrente de uma estranha licitação que comprometeu, para nada, cerca de R$ 25 milhões. Aparentemente bem intencionada, a primeira vista mostrando zelo com o bem público, a proposta do grupo de oposição teria por trás a tentativa de melar um negócio e tanto para o município, que em troca de um projeto viário orçado em R$ 65 milhões vai entregar ao governo estadual as composições que hoje não tem qualquer utilidade para a população local, já que Riverton fez a compra, mas esqueceu que sem a adaptação dos trilhos e a construção das estações de embarque e desembarque o VLT não serve para coisa alguma.

Ex-prefeito com ficha borrada quer voltar ao poder indiretamente

Riverton decidiu abraçar o pré-candidato Chico Machado Riverton Mussi monta força tarefa para tentar eleger Chico Machado em Macaé

Cheio de pendências com o Tribunal de Contas do Estado e enquadrado pela Justiça Eleitoral na Lei da Ficha Limpa em 2014, o ex-prefeito de Macaé, Riverton Mussi, já sabe que não conseguiria registrar uma eventual candidatura às eleições deste ano e já escolheu a quem apoiar. Ele optou pelo pré-candidato do PDT, o vereador Francisco Alves Machado Neto, o Chico Machado.  A má situação jurídica de Riverton ficou muito clara para ele em 2014, quando sua candidatura a deputado estadual pelo PMDB foi impugnada pelo TRE. Mussi disputou amparado por uma liminar e teve 26.035 votos, mas sua votação (suficiente para deixá-lo na nona suplência) não foi computada.

Prefeito de Magé depõe na Câmara nessa segunda

O prefeito Nestor Vidal diz que vai comparecer e responder tudo o que lhe por perguntado pelos membros da CPI Nestor Vidal diz que vai de peito aberto e que não teme as apurações

Embora o Tribunal de Justiça tenha suspendido os efeitos de todas as sessões realizadas durante o período de recesso pela Câmara Municipal de Magé, pelo menos uma comissão de inquérito está em ritmo acelerado e o prefeito Nestor Vidal está com depoimento marcado para as 9h dessa segunda-feira. De acordo com uma fonte ligada ao Poder Legislativo, tudo indica que, independente da consistência ou não das denúncias, a intenção é mesmo cassar o mandato do prefeito para que o presidente da Casa, Rafael Santos de Souza, o Tubarão, assuma o poder. Ainda de acordo com a fonte, alguns membros da Casa não estariam se sentindo a vontade no processo, mas não retrocederiam numa votação supostamente pelo medo de serem substituídos por suplentes no resto dos mandatos.