Justiça mantém prefeito de Teresópolis afastado

     Em decisão tomada na tarde de hoje o juiz Mauro Penna Macedo Guita, da 2ª Vara Cível de Teresópolis, indeferiu recurso com pedido de liminar impetrado pela defesa do prefeito Arlei Rosa, mantendo seu afastamento provisório. Arlei foi afastado temporariamente do cargo pela Câmara de Vereadores, em comissão processante que apura, entre outras coisas, o rombo financeiro no instituto dos servidores do município. O juiz entendeu que "não existe prova de qualquer ilegalidade na decisão da Câmara Municipal e que o fato se constitui em ato administrativo legitimo". Os advogados do prefeito deverão recorrer ao Tribunal de Justiça nessa segunda-feira.

Farra das desapropriações em Macaé foi ainda mais ampla

Igor prega moralidade, mas se olhar pelo retrovisor vai ver seus pai sendo beneficiados por uma desapropriação no mínimo suspeita Família do hoje líder da oposição na Câmara de Vereadores recebeu mais de R$ 3,8 milhões por área pela qual pagara apenas R$ 15 mil. Também foram beneficiados  parentes de uma ex-vice-prefeita, de vereadores. ex-vereadores e um próprio integrante da Câmara, além do ex-diretor da Casa

Sete anos após o elizeupires.com ter revelado o esquema de desapropriações de casas, prédios e terrenos de parentes de vereadores e amigos do governo em Macaé entre 2005 e 2007, pelo prefeito Riverton Mussi, a administração municipal descobriu que a coisa foi mais ampla e que a maior parte das áreas adquiridas a preços apontados como superiores ao valor de mercado na época, não foi utilizada pela Prefeitura, embora Riverton alegasse que as desapropriações fossem de interesse público. A descoberta mais recente aponta para uma transação envolvendo os pais do líder do bloco de oposição ao prefeito Aluizio dos Santos Junior, Igor Sardinha. No total, conforme fora noticiado no dia 16 de agosto de 2008, a Prefeitura gastou mais de R$ 70 milhões com desapropriações amigáveis em favor de familiares da ex-vereadora e ex-vice-prefeita Marilena Garcia, dos vereadores Chico Machado e Paulo Antunes, dos ex-vereadores Luiz Fernando Borba e João Sérgio de Lima, do ex-secretário de Desenvolvimento Social Jorge Tavares Siqueira, do ex-secretário-geral da Câmara Nélio Nochi Emerick e do então presidente da Associação Comercial, Francisco Mancebo Agostinho.

Pagamento de hora extra pode resultar em improbidade

A Câmara de Belford Roxo foi denunciada pelo MP Prefeitos, secretários e servidores municipais deverão ser questionados na justiça, pois horas não trabalhadas eram pagas como gratificação

Um servidor público desavisado foi se queixar do corte das horas extras que todos os meses recebia e acabou se dando mal. Funcionário de uma Prefeitura da Baixada Fluminense ele representou contra a administração municipal que desde março não lhe paga mais as horas extras. Ele só não sabia que os pagamentos por ele recebidos como horas trabalhadas a mais foram ilegais, pois ele cumpria carga de 40 horas semanais e o que recebia além disso era uma espécie de "gratificação" para complementar o ganho dele. Agora tanto ele, como o chefe do setor em que é lotado e o prefeito da cidade deverão ser processados por improbidade administrativa, pois as horas extras só podem ser pagas se efetivamente trabalhadas e isso não pode ser oficializado como gratificação.

Guapimirim precisa provar que investigação é para valer

André Azeredo, presidente da Câmara, prometeu rigor e seriedade. É esperar para ver o resultado Se for "à vera" membros da Câmara de Vereadores terão de cortar na própria carne

 “Vamos apurar todas as denúncias com rigor. Se houver indícios de irregularidades o caminho será a cassação do mandato do prefeito pela Câmara”. A afirmação é do presidente da Casa, André Azeredo e foi feita logo após a sessão na qual foi aprovada, por unanimidade, a formação de uma Comissão Especial de Inquérito para apurar denúncias de irregularidades na administração municipal. O tom firme de André sugere uma completa independência do Poder Legislativo, mas ele terá de provar mais que isso, com a  Câmara mostrando que realmente é imparcial e que o pau que cantar lombo de Francisco vai doer também nas costas de Chico. É que uma das denúncias envolve (direta ou indiretamente)  um membro da Casa, o vereador Alcione Barbosa Tavares, o Alcione do Posto, cuja família controla o posto de revenda onde, diz a denúncia, "foi comprado combustível suficiente para uma ida à lua".

Reacesa a chama do golpe em Guapimirim

Marcos Aurélio está vivendo um mau momento em sua gestão Grupo estaria trabalhando para tirar prefeito e tomar o poder. Investigação é legítima e deve mesmo ser feita, mas possíveis pressões para renúncia do vice visando deixar o caminho livre gera insegurança jurídica e apreensão

A operação realizada pelo Ministério Público na Prefeitura de Guapimirim no dia 22 de julho em busca de documentos sobre licitações que haviam sido solicitados através de ofícios e não encaminhados pelo então secretário de Saúde Eliel Ramos, teria despertado em um grupo de vereadores uma antiga ideia de pressionar o vice-prefeito a renunciar o cargo, cassar o prefeito e empossar como chefe do Poder Executivo o chefe do Poder Legislativo, substituto legal do titular no caso de vacância do cargo de vice. De acordo com uma fonte ligada à Câmara de Vereadores, essa manobra teria sido pensada pela primeira vez no final do ano passado, voltou a ser cogitada em março deste ano e na última terça-feira teria sido tirada da caixa de maldades do grupo que estaria buscando o poder. O presidente da Câmara, André Azeredo já formalizou uma comissão de inquérito, mas nega a possibilidade de um "golpe de estado" com pressões sobre o vice, mas o que se comenta nos bastidores é que a meta é sentar na cadeira de prefeito.

Mais dias de turbulências para Seropédica

Wagner parece que está mesmo disposto a tomar o lugar do prefeito Alcir Martiazzo Presidente da Câmara prepara novas ações para assumir o Poder Executivo

Duas vezes derrotado na Justiça em sua tentativa de assumir um cargo eletivo para o qual não concorreu nas urnas, o presidente da Câmara de Vereadores de Seropédica, município da Baixada Fluminense, Wagner Vinícius de Oliveira, o Waguinho do Emiliano (PRB) estaria preparando - com apoio de um grupo formado por membros da Câmara e pessoas de fora do município - novas ações para tomar o governo. Informações de fonte ligada ao grupo dão conta de que duas novas comissões processantes deverão ser formadas contra o prefeito Alcir Martinazzo (reeleito pelo PSB e atualmente sem partido) para apurar supostas irregularidades na aplicação de recursos destinados aos setores de Saúde e Educação, já com o resultado final definido, independente do que for comprovado: a cassação.

Apadrinhados de Paulo Melo perdem ‘boquinha’ na Alerj

Paulo diz que todos trabalhavam, mas o MP está investigando Denúncia encaminhada ao MP e ao TCE diz que 14 indicados pelo hoje secretário de Governo recebiam sem trabalhar

Dirigir um carro de som para o deputado estadual licenciado Paulo Melo (PMDB), pode ser um excelente emprego. Pelo menos poderia ter sido até semana passada, quando Alcides Gomes de Oliveira foi exonerado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani. Ele e outras 13 pessoas indicadas por Melo estavam nomeadas em cargos de confiança na Alerj, uma delas no gabinete do suplente em exercício de mandato, Jorge de Moura Teodoro, o Dica, que assumiu a vaga deixada por Paulo, que saiu para exercer o cargo de secretário de Governo. Alcides, que segundo uma denúncia encaminhada ao Ministério Público, dirigia um carro de som em Saquarema, recebia salário de R$ 9.853,00.  De acordo com a denúncia, que será apurada em inquérito aberto pelo MP, todos recebiam salários sem exercerem funções na Casa.

Sexta pode ser mais um dia de golpe em Seropédica

Alcir Martinazzo se sente vítima de um golpe orquestrado por gente sem compromisso com o povo de Seropédica Presidente da Câmara de Vereadores estaria articulando uma nova sessão para cassar o prefeito mais uma vez e tomar o poder

A decisão do juiz Alex Quaresma Ravache de reconduzir ao cargo o prefeito reeleito de Seropédica Alcir Martinazzo, pouco mais de uma semana após a Câmara de Vereadores ter cassado o mandato do governante, não encerrou a disputa pelo poder no município e o presidente da Casa, Wagner Vinícius de Oliveira, o Waguinho do Emiliano (PRB), parece mesmo disposto a sentar na cadeira de prefeito de qualquer maneira. Ele, que caminhou em triunfo pelas ruas da cidade logo após a sessão extraordinária realizada no último dia 10 e se empossou no cargo de prefeito, estaria preparando para essa sexta-feira uma nova sessão plenária para, mais uma vez, cassar Martinazzo. De acordo com o juiz, a cassação do prefeito se tornou nula porque Wagner participou de todo o processo e se beneficiou dele. Agora, para tentar evitar uma nova decisão judicial com esse mesmo argumento, ele se licenciaria da presidência da Câmara por 24 horas, participaria da votação apenas como vereador e depois, consumada a cassação, reassumiria o cargo de presidente para, em seguida, assumir o governo.

Negócio em família pode derrubar prefeito

Segundo o MP, Genivaldo Cantarino - prefeito de Cardoso de Moreira - fez uma transação fraudulenta para beneficiar um irmão e a cunhada Governante comprou terreno da cunhada em transação fraudulenta e ontem a Justiça bloqueou os bens dele e de mais quatro

Os cerca de 13 mil moradores de Cardoso Moreira, pequena cidade do Norte Fluminense, foram surpreendidos ontem por um fato que já vinha sendo investigado há mais de um ano em segredo de Justiça: com a maior cara de pau do mundo, o prefeito Genivaldo Cantarino, o Gegê (PRB), usou o dinheiro do povo para beneficiar a cunhada e um irmão, comprando deles para o município uma área de 15 hectares, que, segundo foi apurado, não valeria nem a metade dos R$ 301.313,17 pagos pela Prefeitura, em transação realizada em novembro de 2013. Pior que isso: a área, denominada Sítio São José, não podia ser negociada, pois estava penhorada em cinco ações de execução propostas contra Nivaldo Cantarino, irmão do prefeito e verdadeiro dono. Em decisão anunciada ontem, o juiz Rodrigo Pinheiro Rebouças, titular da Comarca de Italva/Cardoso Moreira, decretou a indisponibilidade dos bens do prefeito e de todos os envolvidos no caso, estabeleceu um aporte de R$ 1,2 milhão para garantir o ressarcimento aos cofres públicos e determinou a quebra do sigilo fiscal para que a Receita Federal encaminhe cópia das declarações de imposto de renda de todos eles.