Resende divide em suaves prestações a conta das humilhações

Por causa da fiscalização míope da Prefeitura, a concessionária do transporte público expõe os usuários a humilhações e sacrifícios. Sem poder usar elevador para cadeirantes a senhora das imagens não teve outra saída senão carregar no colo Governo finge que arrocha e empresa de ônibus finge que respeita as regras

Um vídeo exibindo uma mulher carregando uma cadeirante nos braços durante o desembarque de um ônibus causou revolta na população de Resende, no Sul Fluminense, esta semana e apertou ainda mais a “saia justa” do prefeito Diogo Balieiro Diniz (foto), eleito em 2016 com a promessa de peitar a São Miguel, empresa que há 17 anos detém o monopólio do transporte público de passageiros e que nos últimos tempos parece ter se especializado em humilhar os moradores, expostos à própria sorte diariamente no interior das latas velhas ambulantes da companhia.

ANTT não cogita retirada de pedágio em Magé

Eleito prefeito em 1996, Nelson do Posto foi o primeiro político da região a peitar a CRT. Mandou quebrar, em 1997, uma barreira de concreto que fechava a saída de uma via municipal Órgão estuda apenas a possibilidade de distribuir os locais de cobrança

Em nenhum momento foi cogitada a retirada do posto principal de cobrança de pedágio existente em Magé, que conta ainda com mais duas bases auxiliares, o que muito tem prejudicado o município. A Agência Nacional de Transportes Terrestres admite apenas um estudo para dividir os pontos, distribuindo-os ao longo dos 142,5 quilômetros da Rodovia Santos Dumont (BR-116/RJ), o que poderá resultar na redução do valor da tarifa praticada na base principal, na entrada de Piabetá, na altura do bairro Bongaba, hoje fixada em R$ 17,10 ou - na melhor das hipóteses - na isenção de 100% para os moradores. Mesmo assim as possíveis medidas só seriam adotadas a partir de 2021, quando, com o fim do atual contrato de concessão, um novo consórcio entraria em operação. Também não pode ser descartada a permanência da Concessionária Rio Teresópolis (CRT), já que ela não está impedida de participar da nova licitação, que deverá acontecer no final do segundo semestre de 2020. Até lá o que vale é o desconto de 50% para os veículos emplacados no município e a isenção total para os moradores do entorno da base de Bongaba.

Guapimirim ilumina suas contas com luz de velas

O farol sobre os gastos públicos no município, ao que tudo indica, ainda vai demorar muito para ser aceso. Prefeitura diz que tem transparência, o problema é achar os números

Depois de quatro meses dificultando o acesso às informações sobres as receitas e as despesas da municipalidade, o governo começou a disponibilizar alguns registros, mas os contratos, dados sobres os processos licitatórios e as despesas com pessoal permanecem escondidos, como se a administração do prefeito Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (foto) não desse a mínima importância para a Lei da Transparência, que determina a divulgação de forma clara das contas públicas, visando facilitar o controle social. A Prefeitura informa em seu site que já licitou mais de R$ 30 milhões, mas não revela como isso deu nem mostra em seu portal os avisos. Dessas licitações uma chama atenção de observadores mais atentos. É o Pregão 05, gerado a partir do Processo 0173/2017, para locação de máquinas e caminhões, no valor global de R$ 14,4 milhões, pelo prazo de um ano.

Guapimirim virou “eldorado” para empresas recém-criadas

Segundo os registros na Receita Federal a World Papers está sediada no número 800 da Rua Martha Alcântara Fares, mas no trecho da via apontado no mapeamento do Google como localização da sede o que existe são duas pequenas residências e uma placa instalada em um terreno há uns 300 metros pode confundir eventuais clientes Firmas novas estréiam com contratos de quase R$ 2 milhões com a Prefeitura

A empresa World Paper Comércio e Serviços estreou bem em sua atividade comercial. Foi aberta no dia 12 de janeiro deste ano, exatos onze dias após a posse do prefeito Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (PDT) e pouco mais de dois meses depois venceu a sua primeira licitação, o pregão gerado a partir do processo  974/2017, homologado no último dia 3, no valor global de R$ 974.400,00, tendo como objeto a locação de impressoras multifuncionais e mais o fornecimento de toner, cartuchos e cilindros. Outra empresa que começou bem na realização de eventos – atividade para qual foi registrada no dia 3 de agosto de 2016 – é a Bizu Comunicação, que em fevereiro firmou um contrato de R$ 939.898,00 para fazer o carnaval de Guapimirim e já recebeu R$ 789.659,10 dos cofres da municipalidade, o que significa ser o seu dono um homem de muita sorte, pois fornecedores com faturas vencidas há mais de um ano sequer são atendidos na Prefeitura quando vão cobrar o que lhes é devido. 

Empresa alvo da Lava-Jato faturou milhões em Itaguaí

Estimativa é que a Construtora Lytoranea tenha recebido mais de R$ 300 milhões desde 2005

Quando, no dia 1º de janeiro de 2005 o ex-prefeito de Mangaratiba Carlo Busatto Junior, o Charlinho (foto), assumiu a Prefeitura de Itaguaí o município tornou-se um eldorado para a Construtora Lytoranea, hoje alvo da Operação Lava-Jato, por ter sido subcontratada pela Odebrecht e dela ter recebido R$ 8,7 milhões, segundo o Ministério Público Federal, antes mesmo de ter iniciado os serviços. Obras federais a parte, a empresa é a que mais faturou em Itaguaí nas duas gestões de Charlinho e continuou faturando nas administrações dos ex-prefeitos Luciano Mota e Weslei Pereira e, de acordo com as estimativas, os pagamentos feitos a ela podem ter ultrapassado a soma de R$ 300 milhões e, revelam dados do sistema de registros de empenho da Prefeitura, ainda tem um saldo de R$ 1.368.655,15 a receber, uma “merreca” para a companhia campeã dos contratos públicos na cidade que ainda é governada por Busatto, apesar de ele estar condenado a uma pena de 14 anos de prisão por fraude em licitação, corrupção passiva e associação criminosa.

Guapimirim tem 115 dias de contas no escuro

Prefeitura tranca seus números em caixa-preta e a população não tem acesso a informações sobre receita e despesas, dados que pela Lei da Transparência precisam estar às claras

O prefeito Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (foto) está completando nesta terça-feira (25) 115 dias de mandato e ninguém sabe onde e em que ele está aplicando os recursos do município. Não há informações sobre os gastos com pessoal e manutenção dos serviços essenciais, pois o sistema da Prefeitura de Guapimirim não disponibiliza as contas públicas como determina a lei. As edições do boletim informativo também sumiram. No site oficial só aparecem duas e com o mesmo número: 169, datadas de 2 e 6 de janeiro. Não se vê avisos de licitação, resultados dos pregões, nomes das empresas fornecedoras e sobre quanto a administração municipal esta gastando, por exemplo, com merenda escolar, alimentação no hospital, medicamentos e materiais de consumo. Perguntar ao governo soa como ofensa. Ninguém fala nada. 

Mesquita paga por transparência que não existe

Empresa contratada por R$ 1,2 milhão em janeiro ainda não disponibilizou as contas da Prefeitura

Quem tenta acessar o Portal da Transparência da Prefeitura de Mesquita não consegue obter qualquer informação, simplesmente porque a página sequer abre. Isso não deveria estar acontecendo, pois desde o dia 26 de janeiro a administração municipal conta - pelo mesmo no papel - com uma empresa encarregada do “fornecimento de licenças de software destinado à gestão pública e data center para hospedagem de nota fiscal eletrônica e o Portal da Transparência”. Trata-se da Modernização Pública e Informática, sediada em Saquarema, que se está prestando os outros serviços para os quais foi contratada às pressas, por 180 dias, ao preço de R$ 1.264.320,00, com certeza não está cuidando da tal transparência, já que nenhum dado sobre a receita acumulada as despesas feitas pela gestão do prefeito Jorge Miranda (foto) estão disponíveis.

Fim das praças de pedágio em Magé seria “papo furado” da ANTT

O que pode acontecer é a desativação das bases secundárias e a distribuição dos postos ao longo de 145 quilômetros, o que resultaria na redução do valor da tarifa na praça principal, em Bongaba

Não existe nenhuma possibilidade concreta de remoção da base principal de cobrança de pedágio, a Praça Engenheiro Pierre Berman (foto), localizada em Bongaba, na altura de Piabetá. A informação de assessores técnicos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), colide de frente com a declaração do diretor geral do órgão regulador do setor, Jorge Bastos, de que a partir de 2020, com nova licitação para a privatização do trecho da BR-116 que vai de Saracuruna a Além Paraíba, as praças de pedágio instaladas no município de Magé poderiam ser desativadas. Segundo eles, o máximo que poderá vir acontecer seria a distribuição dos pontos de cobrança ao longo de todo os 142,5 quilômetros, o que contribuiria para a redução da tarifa praticada na base principal e a desativação dos postos de Santa Guilhermina e Santo Aleixo, todas em território mageense.

Depois dos protestos Resende tira 20 centavos da tarifa de ônibus

O prefeito Diogo Balieiro só se mexeu depois dos protestos de domingo, mas esqueceu que durante a campanha eleitoral achava que a tarifa a R$ 2,40 estava de bom tamanho Só que o  prefeito - que prometera rever o aumento que elevou a passagem de R$ 3,40 para R$ 3,80 - optou pelo meio termo e ignorou os R$ 2,40 que pregava como justos durante campanha eleitoral

Empresa que atua na saúde não paga trabalhadores em Porto Real

O Hospital Municipal São Francisco de Assis tem vários serviços terceirizados, mas o sistema da Prefeitura não informa quanto isso custa aos cofres da municipalidade Eles atuavam nas unidades de atendimento médico e agora não sabem a quem cobrar, pois foram contratados por uma firma que compartilha o CNPJ com outra e seria ligada à Locanty

Desde o final de 2012 - quando vários contratos foram prorrogados sem licitação, com o comprometimento de cerca de R$ 80 milhões - que a terceirização de serviços e mão de obra vem causando polêmica em Porto Real, um pequeno município da região Sul do estado do Rio de Janeiro. Os contratos são originários da primeira gestão do prefeito Jorge Serfiotis (de 2005 a 2008), se arrastaram pelo segundo mandato dele (de 2009 a 2012) e tiveram continuidade na administração da prefeita Maria Aparecida Rocha, sucedida este ano por Serfiotis, que vem mantendo a terceirização. Ocorre que centenas de trabalhadores foram demitidos recentemente e não sabem a quem cobrar seus direitos, entre eles os salários de fevereiro e março, pois foram contratados pela Space 2000 Comércio e Serviços, substituída pela Laquix Comércio e Serviços, que aparece com o mesmo número de CNPJ da Space.