Itatiaia: Para escapar de possível condenação penal candidato a vice-prefeito faz acordo com o Ministério Público e admite fraude

Elizeu Pires

Candidato a vice-prefeito de Itatiaia na chapa do então prefeito Eduardo Guedes, o Dudu, o ex-vereador Sebastião Mantovani, mais conhecido como Jabá (foto), compareceu na sede da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, em Resende, onde aceitou os termos de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) oferecido pelo Ministério Público. O ANPP é previsto no artigo 28-A do Código Processual Penal, desde que "tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a prática de infração penal sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a 4 (quatro) anos". Na prática, o político trocou o risco de ir parar na cadeia pelo pagamento de cinco salários mínimos a uma entidade pública ou de interesse social a ser indicada pelo MPRJ.

Ministério Público decide pelo ajuizamento de ação para perda do cargo público do procurador Cláudio Lopes

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informa que, em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (5), o Órgão Especial da instituição determinou a propositura de ação judicial em face do procurador de Justiça Cláudio Soares Lopes (foto), visando à perda do cargo público. A decisão foi unânime no sentido do acolhimento da representação, proposta pela corregedora-geral do MPRJ, Luciana Sapha Silveira.

A partir da decisão do colegiado, o Ministério Público proporá a ação civil pública para a decretação de perda do cargo de Cláudio Lopes, em razão da presença de contingente probatório carreado aos autos, observando o devido processo legal e assegurando a ampla defesa e o contraditório.

Superfaturamento a nível municipal é maior no interior que na região metropolitana, aponta o radar do Ministério Público fluminense

De acordo com levantamento do Grupo de Apoio Técnico Especializado, do Ministério Público Fluminense, o superfaturamento em contratos públicos de licitação firmados entre 2017 e 2020 em todo o estado soma cerca de R$ 4 bilhões. A apuração de contratos assinados por órgãos públicos nas esferas estadual e municipal abrange o período de janeiro de 2017 e agosto deste ano, e mostra que o superfaturamento é maior nos municípios do Interior que nas cidades que formam a Região Metropolitana, que concentra a maior parte da população .

Através do Radar MPRJ o Ministério Público acompanhou 833 casos e constatou superfaturamento em 494 deles nas duas esferas. Isso se deu no âmbito de investigações das promotorias de Justiça espalhadas pelo estado e o método adotado pelos técnicos consiste na quantificaram o valor apurado em equipamentos, bens e serviços públicos que poderiam ser implementados, e o resultado é alarmante.

Paraty: Ministério Público juíza ação para que o município abra conta específica para os recursos destinados ao setor de Educação

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada em Educação (GAEDUC/MPRJ) e da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Angra dos Reis, ajuizou ação civil pública, com tutela de urgência, para que o Município de Paraty promova a abertura de conta setorial específica para a área da Educação. A ação também pede que a gestão municipal transfira os recursos previstos no artigo 212, caput, da Constituição Federal (25%, no mínimo, da receita resultante de impostos, incluindo transferências constitucionais) para a conta a ser aberta, além de conferir ao titular da Secretaria de Educação, com exclusividade, a gestão e a ordenação de despesas da mesma.

A ação sustenta que recursos das receitas resultantes dos impostos no município são transferidos a contas que têm como unidade gestora a Prefeitura de Paraty, destinando-se ao pagamento das despesas de todas as secretarias municipais e, com isso, desrespeitando o que diz a Constituição Federal e o artigo 69, caput, e parágrafo 5º, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). A constatação se deu após a instauração em agosto de 2019, pelo GAEDUC/MPRJ, do inquérito civil nº 17/2019, que apurou que, embora o município possua uma conta bancária para depósito dos recursos previstos em lei, a Secretaria Municipal de Educação não possui a gestão exclusiva das verbas e a disponibilidade, para fins de gestão, sobre os recursos públicos vinculados à área educacional.

MP assina novo acordo com Petrobras e governo estadual para preservar o meio ambiente no entorno do Comperj

Itaboraí será o município mais beneficiado pelo acordo garantido pelo MP A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Itaboraí, assinou mais um termo de ajustamento de conduta com o governo do Rio, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Petrobras, visando ações de preservação ambiental no entorno do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Pelo que está no TAC, a Petrobras vai investir cerca de R$ 47 milhões para apoiar financeiramente o estado e municípios que foram a região do complexo. Segundo o documento, R$ 24 milhões serão usados em ações em Itaboraí, Maricá, Cachoeiras de Macacu, Magé, Guapimirim e Duque de Caxias,  R$ 4 milhões para cada um aplicar em  ações de saneamento básico.

Justiça afasta vereador e secretário acusados de ficarem com parte dos salários de assessores nomeados na Prefeitura de Macaé

O juízo da 2ª Vara Cível de Macaé  determinou, nesta terça-feira (19), o afastamento do vereador José Franco de Muros, o Zé Prestes (foto), do seu assessor Luiz Otávio Fernandes Gervásio e do secretário de Agroeconomia de Macaé, Alcenir Maia Costa. Eles são investigados pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé, acusados que são de exigirem e receberem parte da remuneração de funcionários comissionados lotados na Secretaria Municipal de Agroeconomia. Os três foram alvos da "Operação Caixinha", realizada pelo Grupo de Apoio aos Promotores (GAP/MPRJ), para cumprir mandados de busca e apreensão no gabinete do vereador Zé Prestes, na Secretaria Municipal de Agroeconomia, e nas casas do vereador, do secretário municipal e do assessor. Além do afastamento dos agentes públicos, o MPRJ obteve a indisponibilidade dos bens de Zé Prestes e a quebra de seu sigilo bancário e fiscal.

 

Tricano denuncia 12 vereadores por extorsão

Prefeito de Teresópolis fez representação na Procuradora Geral de Justiça

Licenciado do cargo pelo prazo 180 dias, o prefeito de Teresópolis, Mario Tricano (foto) decidiu dar o troco em 12 vereadores que querem cassar seu mandato, caso não retorne ao governo, uma vez que a Câmara resolveu suspender a licença ele concedida. Em comunicado oficial à Mesa Diretora da Casa, Tricano informou que protocolou junto ao Ministério Público a Representação Nº.2017.011.52240 contra os vereadores Pedro Gil Ferreira de Paula, Luciano dos Santos Cândido, Jaime da Silva Medeiros, José Leonardo Vasconcellos de Andrade, Milton Cezar Ramos Rodrigues, Eudibelto José Reis, Wanderley Cunha de Lima, Claudia Lauand, Maurício Lopes dos Santos, Rocsilvan Rezende da Rocha, Ronny Santos Carreiro e Carlos Eduardo Pimentel Barbosa, acusando-os de usarem do mandato para as "práticas de associação criminosa, corrupção passiva, concussão e extorsão", além de coação ao governo, "com o objetivo de indicar empresas vencedoras nas licitações das concessões públicas".

MP pede o segundo afastamento de conselheiro do TCE

E o denuncia, junto com ex-secretário de Magé, por improbidade administrativa

Já afastado de suas funções por conta de denúncias de que estaria envolvido em um esquema de corrupção junto com outros seis membros da corte para liberar contratos para a realização de grandes obras, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Aloysio Neves Guedes, teve um novo pedido de afastamento ajuizado, desta vez pelo Ministério Público Estadual, que protocolou uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ele e o ex-secretário de Turismo, Esportes  e Habitação de Magé, André Vinícius Gomes da Silva. No processo – que tramita na 16ª Vara de Fazenda Pública da Capital – a promotoria pede a indisponibilidade dos bens dos dois no valor individual de R$ 3,047 milhões.  

MP quer garantir transporte a estudantes de Porto Real

O Ministério Público apurou que o sistema de transporte adotado pelo município não atende aos alunos Alunos contaram à Promotoria não terem direito à gratuidade nos ônibus e que sofrem hostilização dentro dos coletivos

A prefeita de Porto Real, Maria Aparecida Rocha, a Cida, vai ter que garantir transporte gratuito aos estudantes. Recomendação nesse sentido foi feita pelo Ministério Público. O MP quer que “sejam tomadas medidas efetivas para garantir de forma efetiva e abrangente o deslocamento dos estudantes às escolas da rede pública da cidade no prazo de 30 dias”. O documento foi expedido a partir de inquérito civil que apurou evidências de que o transporte municipal gratuito não atende - serviço prestado por ônibus alugados pela Prefeitura – não atende a todas as localidades. O inquérito foi aberto devido a uma representação encaminhada por pais e alunos do Colégio Estadual República Italiana. Segundo o MP os estudantes narraram não terem direito à gratuidade nos ônibus e sofrerem hostilização dentro dos coletivos.