Compra de votos pode ter feito a diferença em Aperibé

Flávio Berriel, era presidente da Câmara quando o cargo de prefeito caiu em seu colo no final de 2015 (Foto:CMA) Além de distribuir material de construção prefeito é acusado de contratações em período eleitoral

Alguns dos que tiveram acesso à íntegra do processo no qual o prefeito Flávio Diniz Berriel, o Dezoito (foto) teve o mandato cassado pelo juízo da 34ª Zona Eleitoral vê poucas chances de ele vir a reverter a situação em instância superior e chegam a apostar numa eleição suplementar, com os eleitores de Aperibé – uma pequena cidade do Noroeste Fluminense –, sendo convocados para eleger novos prefeito e vice. Além disso, a situação jurídica do prefeito que já vista como "muito delicada", pode se complicar com outro processo, esse pela suposta contratação irregular de pessoal, com a Prefeitura recrutando trabalhadores temporários em pleno período eleitoral. Dezoito, que assumiu o governo em dezembro de 2015, foi eleito no ano passado com 3.823 votos, uma diferença de 194 sobre o segundo colocado, o empresário Vandelar Dias da Silva, que concorreu pelo PSDB e obteve 3.629 votos. De acordo o que foi denunciado, Berriel contratou mais de 400 funcionários em 2016, pelo menos 80 em período vedado pela legislação.

Rei do ônibus da Baixada é preso em Portugal

José Carlos dos Reis Lavouras era um dos alvos da Operação Ponto Final

Sócio majoritário do Grupo JAL – dono da maior frota de ônibus da Baixada Fluminense –, o empresário José Carlos dos Reis Lavouras foi preso na noite de ontem, em Portugal, onde também tem negócios. A prisão dele foi decretada pelo juiz federal Marcelo Bretas na última segunda-feira, bem como a de 11 acusados de pagamento e recebimento de propinas. Denominada Ponto Final, a operação já havia detido o empresário o empresário Jacob Barata Filho, o presidente-executivo da Fetranspor Lélis Teixeira e o ex-presidente do Detro Rogério Onofre. Ontem também foi presa a esposa de Onofre.  Dayse Deborah Alexandra Neves detida na Rodoviária de Curitiba, indo para Florianópolis. Segundo o Ministério Público Federal, ela teria tentando reaver US$ 1,8 milhão em contas no exterior. “A investigada teve a ousadia de, apenas três dias após a prisão de seu marido e de decretada a indisponibilidade de seus bens, tentar reaver substancioso montante de dólares em fundo no exterior”, afirma o MPF.

Tribunal derruba condenação decidida só com base em delações

Juiz Sérgio Mouro havia condenado Vaccari a 15 anos e quatro meses de prisão

O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto (foto) teve anulada nesta terça-feira (27) uma condenação a 15 anos e quatro meses de prisão imposta pelo juiz Sergio Mouro. A decisão foi tomada pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em recurso impetrado pela defesa de Vaccari no processo em que ele era acusado dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, por ter, segundo a acusação do Ministério Público Federal, intermediado para o PT R$ 4,26 milhões de propinas acertadas com a Diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobras pelo contrato do Consórcio Interpar. O Tribunal informou que os desembargadores entenderam que as provas contra Vaccari são “insuficientes” e se basearam “apenas em delações premiadas”.

Aterro com lixo é denunciado em Casimiro de Abreu

A montanha de lixo teria de ser removida, mas moradores revelam que o aconteceu foi o aterramento da área Área de antigo lixão era para ter sido limpa com a remoção completa dos resíduos

Condenado em maio de 2014 por prática de crime ambiental, o prefeito de Casimiro de Abreu, Paulo Dames Passos (PSB), teve o nome mencionado em mais uma polêmica envolvendo agressão ao meio ambiente e um novo processo pode estar a caminho. Dessa vez é em relação a área aonde a Prefeitura vinha depositando o lixo recolhido nas ruas da cidade. O terreno anexo a uma usina de compostagem existente na localidade de Ribeirão era para ter sido limpo há muito tempo, com a remoção dos resíduos que lá estavam para uma central de tratamento. Entretanto, de acordo com moradores da região, há poucos dias o lixo foi espalhado e coberto, o que pode ter ampliado a contaminação.

Empresa alvo da Lava-Jato faturou milhões em Itaguaí

Estimativa é que a Construtora Lytoranea tenha recebido mais de R$ 300 milhões desde 2005

Quando, no dia 1º de janeiro de 2005 o ex-prefeito de Mangaratiba Carlo Busatto Junior, o Charlinho (foto), assumiu a Prefeitura de Itaguaí o município tornou-se um eldorado para a Construtora Lytoranea, hoje alvo da Operação Lava-Jato, por ter sido subcontratada pela Odebrecht e dela ter recebido R$ 8,7 milhões, segundo o Ministério Público Federal, antes mesmo de ter iniciado os serviços. Obras federais a parte, a empresa é a que mais faturou em Itaguaí nas duas gestões de Charlinho e continuou faturando nas administrações dos ex-prefeitos Luciano Mota e Weslei Pereira e, de acordo com as estimativas, os pagamentos feitos a ela podem ter ultrapassado a soma de R$ 300 milhões e, revelam dados do sistema de registros de empenho da Prefeitura, ainda tem um saldo de R$ 1.368.655,15 a receber, uma “merreca” para a companhia campeã dos contratos públicos na cidade que ainda é governada por Busatto, apesar de ele estar condenado a uma pena de 14 anos de prisão por fraude em licitação, corrupção passiva e associação criminosa.

E não me venham dizer que estou defendendo o Lula

Delator diz uma coisa e sua empresa prova outra sobre o apartamento do Guarujá

Hoje tecer qualquer critica ao juiz Sergio Moro ou aos procuradores da Lava-Jato, para a maioria dos brasileiros, é estar defendendo bandidos e se colocando contra a operação que tem tudo para moralizar o país, mas quem pensa com a razão e não com o fígado de militante sabe muito que não é bem assim. Trata-se de uma operação necessária, que tem de ser concluída na forma que a sociedade espera para resultar em justiça de verdade. Quem viu o vídeo no qual o delator Léo Pinheiro (foto), sócio da OAS, cita os crimes que teriam sido cometidos pelo ex-presidente Lula, repito, se o analisar sem paixões, perceberá que pelo menos no caso do tríplex do Guarujá o líder maior do PT estaria absolvido hoje. É simples assim: Pinheiro disse que Lula sempre foi dono do tal apartamento, mas a empresa do delator prova exatamente o contrário. A OAS listou o imóvel em processo de recuperação judicial em 2015, inserindo o tríplex entre suas garantias e reiterou isso há três meses, confirmando ser o apartamento uma propriedade da empresa. É daí que acho que Moro pode até condenar o ex-presidente por isso, mas duvido e faço pouco que uma instância superior sustente tal condenação nessas condições. 

Sergio Cabral pode “entregar” MP e Judiciário

Ex-governador do Rio quer evitar pena de 50 anos

Há 133 dias no Complexo Penitenciário de Bangu, o ex-governador do Rio, Sergio Cabral Filho (foto), segundo revelou hoje o jornal Valor Econômico, estaria perto de firmar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e tudo indica que seus principais alvos serão o Poder Judiciário e o Ministério Público Estadual. Cabral está sujeito a uma pena de pelo menos 50 anos pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.Ele foi preso no dia 17 de novembro pela Polícia Federal sob as acusações de ter recebido mais de R$ 200 milhões em propina para fechar contratos públicos e de ser chefe de uma organização criminosa. A prisão ocorreu durante a Calicute, em ação das forças-tarefa da Lava Jato do Rio e do Paraná.

‘Homem forte’ de Nova Iguaçu pego em grampo com Garotinho

Homem com nome idêntico ao do atual secretário de Governo em Nova Iguaçu é flagrado em escuta telefônica sobre material didático que seria apresentado a um tal de Rogério

Aliados do prefeito Rogério Lisboa (foto) estão preocupados com o loteamento de cargos em Nova Iguaçu para pessoas ligadas ao ex-governador Anthony Garotinho e ao senador Lindberg Farias. Lindberg governou a cidade por cinco anos e três meses, deixou uma herança maldita de R$ 1,2 bilhão em dívidas e arrombou as finanças do fundo de previdência dos servidores. O senador foi um dos principais apoiadores de Rogério e já teria disponibilizado para ele vários nomes de São Paulo, alguns deles tiveram muito poder na desastrosa gestão lindbergniana. Um dos nomes que mais insatisfação tem causado nos “carregadores de piano” da campanha do hoje prefeito é o do secretário de Governo, Cleiton de Souza Rodrigues, que passou a ser visto com desconfiança a partir do vazamento de uma escuta telefônica feita por ordem da Justiça em uma linha usada por Garotinho, na qual um homem identificado como Cleiton de Souza Rodrigues conversa sobre aquisição de material escolar, um livro comprado pela Prefeitura de Campos, mas que é distribuído de graça aos municípios pelo governo federal.