Discurso do “sou, mas diferente” adotado na campanha de 2016 é retomado em Magé por deputado que quer ser prefeito

Renato só conseguiu ser deputado por causa do peso que a tia ex-prefeita, escândalos a parte, ainda tem em alguns bairros do município Nem Dinho (Anderson Cozzolino), nem Núbia (Cozzolino). O candidato da família que governou Magé por cerca de 30 anos – e desde 2016 vem tentando retornar o poder – , deverá ser mesmo, até por questões jurídicas, o deputado estadual Renato Cozzolino Harb, filho da ex-deputada Jane Cozzolino, que teve o mandato cassado pelo plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em 2008. Renato já tem se manifestado como pré-candidato a prefeito e até voltou a ensaiar o discurso da disputa anterior, de que ele é ele, e os familiares, familiares…

Na campanha para prefeito em 2016 Renato tinha um discurso para os eleitores de alguns bairros e outro bem diferente nos considerados redutos da ex-prefeita Núbia Cozzolino, que apesar dos escândalos, denúncias de corrupção e prisões, é apontada como grande "fazedora de obras" e é muito querida entre os menos favorecidos, sendo dona de um capital eleitoral ainda significante.

Prefeito de Nova Friburgo se atrapalha com as contas: Renato Bravo fez suplementações além do limite em 2018 e esbarra com o Tribunal

Renato Bravo havia sido multado antes pelo TCE Com receitas correntes estimadas em pouco mais de R$ 430 milhões para o exercício de 2018, o prefeito de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio de Janeiro, abriu créditos suplementares que passaram de R$ 194 milhões, superando R$ 27,5 milhões o limite fixado pela lei orçamentária. Foi o que apontou o Tribunal de Contas do Estado ao analisar a prestação de contas apresentada por Renato Bravo, que pode ficar inelegível por pelo menos oito anos se o parecer contrário emitido esta semana pelo TCE for mantido pela Câmara de Vereadores.

Esta não é a primeira vez que o prefeito Renato Bravo tem problemas com o Tribunal de Contas. No ano passado ele foi multado pelo TCE em R$ 6.587,80 por ter demorado a corrigir itens considerados irregulares apontado pela Corte de Contas no edital da licitação para manutenção do sistema de iluminação pública.

Desembargadora afasta o prefeito de Casimiro de Abreu: Paulo Dames é acusado de montar um esquema de compra de votos na Câmara para deixar adversário inelegível

Paulo Dames é acusado de ter comandado um esquema de votos na Câmara Quatorze dias após ter decretado o afastamento do vice-prefeito de Casimiro de Abreu determinou o afastamento do vice-prefeito de Casimiro de Abreu, Adair Abreu de Souza, o Kinha, e o vereador Ademilson Amaral da Silva, o Bitó, desembargadora Katya Monnerat, do Grupo de Câmaras do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decidiu, nesta quinta-feira(19), afastar também o prefeito da cidade, Paulo Dames e mais dois vereadores, o ex-presidente da Câmara Rafael Jardim e Bruno Miranda (confira aqui)

“Registre-se que os denunciados Paulo Cezar Dames Passos, Rafael Jardim Pereira Ramos e Bruno Miranda encontram-se no exercício dos mandatos, respectivamente, de prefeito e de vereadores do município de Casimiro de Abreu. O que demonstra a existência de risco concreto de possível reiteração criminosa e de embaraço à atuação estatal. Em vista disso é imperiosa a necessidade de afastar tais agentes de suas respectivas funções públicas. Motivos pelos quais, com fulcro no artigo 319, inciso VI, do Código de Processo Penal2, determino o afastamento do prefeito Paulo Cezar Dames Passos e dos Vereadores Rafael Jardim Pereira Ramos e Bruno Miranda, das respectivas funções públicas na Prefeitura e na Câmara Municipal de Casimiro de Abreu”, disse a desembargadora em seu despacho.

Rio das Ostras: Justiça acaba com a novela da inelegibilidade do ex-prefeito Carlos Augusto, que pretende disputar as eleições de 2020

Carlos Augusto foi condenado inicialmente a três anos de inelegibilidade, pena depois ampliada para cinco anos e caducou no dia 5 de outubro de 2016, três dias após ele ter sido eleito Livre e desimpedido. Assim está e sentido o ex-prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar, com uma vitória por sete votos a zero no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Embora tivesse o mandato conquistado em 2016 cassado, ele poderia ter concorrido na reeleição suplementar realizada no ano passado e chegou a apresentar o registro de candidatura, que foi indeferido pelo juízo eleitoral local, levando ele a renunciar a candidatura, apesar de sua pena de inelegibilidade ter vencido em 5 de outubro de 2016 e de não haver mais impedimento. "Sou pré-candidato a prefeito em 2020 e, se Deus permitir estarei na disputa", disse ele agora há pouco.

Uma pena, dois castigos – Carlos Augusto havia sido condenado a três anos de inelegibilidade por ter participado de um culto em ações de graça pelo aniversario de sua esposa durante a campanha pela reeleição em 2008. Reeleito, ele cumpriu o mandato até o fim e, em 2014, em situação regular, ele foi eleito deputado estadual. Dois anos depois conquistou um terceiro mandato de prefeito e governou até abril de 2018 quando, em novo entendimento da Justiça Eleitoral, a pena já vencida foi ampliada para oito anos, tendo caducado no dia 5 de outubro de 2016, três dias após ele ter sido eleito prefeito.

MP aponta que Queiroz recebeu mais de R$ 2 milhões em depósitos de assessores do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj

Queiroz já havia tido que era o responsável pelas contratações no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj Ex-homem de confiança do hoje senador Flávio Bolsonaro, o policial militar reformado  Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar, recebeu, através de 483 depósitos, R$ 2.062.360,52. É o que revela um relatório do Ministério Público do Rio de Janeiro, informando ainda que os depósitos foram feitos por funcionários do gabinete então deputado estadual Flávio.

De acordo com as informações que foram divulgadas ontem (18) com exclusividade pela revista Crusoé e confirmadas pelo jornal O Estado de São Paulo, o dinheiro foi depositado por 13 assessores. Para chegar ao valor o Ministério Público analisou as movimentações financeiras de Queiroz após afastamento do sigilo bancário dele decretada pela Justiça em abril deste ano.

Caso da “rachadinha”: Ministério Público faz busca e apreensão em endereços da filha de Queiroz e de parentes de ex-mulher de Jair Bolsonaro

Agentes do Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriram na manhã desta quarta-feira  (18) mandados de busca e apreensão em endereços de ex-assessores do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). A operação aconteceram na Capital e em Resende, no Sul Fluminense. Os alvos foram endereços de Fabrício Queiroz – ex-homem de confiança do senador Flávio Bolsonaro (PSL) – e seu familiares e de parentes de  Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro. 

No Rio os agentes estiveram nas casas de Maria José de Siqueira e Marina Siqueira, tias de Ana Cristina Vale e apartamento (foto) de Evelin Queiroz, filha de Fabrício. Ela está na lista de contratados pelo gabinete de Flávio, quando este exercia mandato de deputado estadual.

Ex-governador da Paraíba é alvo de mandado de prisão

A Operação Calvário visa combater um grupo criminoso investigado por desviar recursos públicos destinados aos serviços de saúde na Paraíba

Policiais federais, além de procuradores da República e auditores da Controladoria Geral da União (CGU) deflagram nesta terça-feira (17) a Operação Calvário – Juízo Final e cumprem 54 mandados de busca e apreensão e 17 de prisão preventiva, nos estados da Paraíba, do Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, de Goias e Paraná. A operação visa combater um grupo criminoso investigado por desviar recursos públicos destinados aos serviços de saúde na Paraíba. Dentre os alvos, está Ricardo Coutinho (foto), ex-governador da Paraíba, além de deputados, prefeitos, secretários e empresários. Coutinho é alvo de mandado de prisão preventiva.

Previdência dos servidores de São Gonçalo tem mais de R$ 600 milhões a receber da Prefeitura, revelam acordos de parcelamento

Nanci vem administrando dificuldades O Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) do município de São Gonçalo ,na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, está vencido há mais de cinco anos, resultado de dívidas com o instituto de previdência dos servidores, o IPASG, acumuladas pela retenção das contribuições por vários anos, mas este não é o maior problema, já que a dívida que a Prefeitura tem com a instituição responsável pelos proventos de aposentados e pensionistas – despesas que, de acordo com documentos disponíveis aqui, passaram de R$ 10,8 milhões em outubro –, atinge uma soma assombrosa.

Administrando dificuldades, o prefeito José Luiz Nanci tem motivos de sobra para jogar a responsabilidade pelo caos financeiro no instituto nas costas dos gestores anteriores, mas ele não pode tirar o corpo fora totalmente, pois o último balancete disponível no portal do IPASG mostra que até outubro ele só tinha repassado as contribuições patronais referentes aos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho e julho, um total de pouco mais de R$ 17 milhões (confira aqui), uma ninharia diante dos mais de uma dívida de R$ 661,5 milhões.

TCE aprova as contas dos prefeitos de Mesquita e Nilópolis. Pareceres foram emitidos na sessão desta terça-feira

Em sessão realizada nesta quarta-feira (11), o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), por unanimidade, aprovou as contas das prefeituras de Mesquita e Nilópolis, referentes ao exercício de 2018, sob a responsabilidade dos prefeitos Jorge Miranda e Farid Abrão.

O conselheiro Rodrigo Nascimento foi o relator das contas de Mesquita. O município aplicou 19,58% das receitas resultantes de impostos próprios em Saúde, superando, assim, o mínimo de 15% previsto na Lei Complementar 141/12. Na Educação, foram investidos 45,52%, respeitando o limite mínimo de 25% exigido pelo artigo 212 da Constituição Federal. .

Justiça determina afastamento de vice-prefeito e vereador em Casimiro de Abreu: denúncia é de recebimento de propina

De acordo com o MP, Kinha e outros seis recebiam um "mensalinho" A desembargadora Katya Monnerat, do Grupo de Câmaras do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, determinou o afastamento do vice-prefeito de Casimiro de Abreu, Adair Abreu de Souza, o Kinha. A decisão afeta ainda o vereador Ademilson Amaral da Silva, o Bitó. Os dois foram denunciados pelo Ministério Público pelo suposto recebimento de propinas para darem sustentação ao ex-prefeito Antonio Marcos Lemos na Câmara. Ante de ser eleito vice-prefeito em 2016, Kinha exerceu seguidos mandatos de vereador naquele município.

A denúncia contra os dois afeta ainda os ex-vereadores João Medeiros, Lázaro Mangifeste, Luiz Robinson da Silva Júnior e Odino Miranda do Nascimento, além do próprio ex-prefeito e empresários que tinham contrato com o município.