Geraldo posou abraçado com o prefeito Diogo Balieiro, mas a presença de João Marques Borges (último a direita) - denunciado pelo desvio de material cirúrgico da fundação hospitalar do município - queimou o filme Diogo Balieiro não estaria deixando o vice falar para não crescer politicamente
O bom relacionamento entre prefeitos e vices, tem mostrado a história, é efêmero, podendo não passar, em muitos casos, de alguns meses após a posse. A linha que os une é tênue no sentido mais exato do termo, tão frágil que pode arrebentar ao menor descuido, e, ao que parece, isso já aconteceu em Resende, município do Sul Fluminense, governado desde o dia 1º de janeiro pelo médico Diogo Balieiro. O que já circulava a boca pequena pelos bastidores políticos locais tornou-se público na semana passada: o vice-prefeito Geraldo da Cunha estaria impedido de falar durante os atendimentos que presta à comunidade em seu gabinete, localizado no pátio da sede administrativa. A suposta “mordaça” colocada em Geraldinho, como o vice é popularmente conhecido, é mais uma polêmica na coleção do prefeito e teria como pano de fundo um conflito de interesses, já que o vice pretende se candidatar ao cargo de deputado estadual em 2018.