Exoneração de secretário de 19 anos não encerra polêmica em Japeri e Ministério Público deverá ser acionado

Datada de 1º de agosto, a edição 4.692 do boletim oficial da Prefeitura de Japeri só foi disponibilizada nesta terça-feira (4), trazendo a Portaria 628, com data de 31 de julho, coincidentemente 24 horas após o RJ-TV ter revelado a nomeação de um estudante de 19 anos, Yuri Santos Oliveira, para o cargo de secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, setor no qual já estavam nomeadas a avó e a mãe dele.

A portaria exonera o estudante, mas não encerra o caso: uma representação deverá ser encaminhada ao Ministério Público ainda esta semana para que seja investigada a nomeação. A suspeita é de que Yuri – que chegou a receber duas parcelas de R$ 600 do auxilio emergencial do governo federal - tenha sido indicado para comandar a pasta pelo ex-secretário Kerly Gustavo Bezerra Lopes, que, desta forma, continuaria com influência na secretaria.

CPI das fake news chega ao fim em Rio das Ostras: relatório será apresentado amanhã e pode sobrar para o prefeito e membros do governo

Está marcada para amanhã (4), a leitura do relatório final da Comissão de Investigação instalada pela Câmara de Vereadores de Rio das Ostras para apurar o envolvimento do uso de setores da administração municipal e participação de membros do governo na distribuição de fake news contra adversários do prefeito Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia. Os ataques a críticos do governo foram denunciados em entrevista a uma emissora de rádio em abril deste ano pelo advogado Eneas Rangel, ele mesmo vítima do que passou a ser chamado de “Milícia Digital do Governo”. Além da comissão da Câmara de Vereadores, também foi apresentada denúncia na Delegacia de Crimes Digitais e feita uma representação ao Ministério Público.

Entre os convocados para prestar esclarecimentos na Câmara de Vereadores estão o prefeito e uma filha dele, Mayra Borba, além de vários membros do governo. A denúncia é de que perfis falsos teriam sido criados nas redes sociais com o uso de CPFs de pessoas falecidas. A comissão da Câmara foi formada a partir da colaboração e um servidor do município, que teria integrado a milícia digital.

Prefeitos que fizerem mal uso de dinheiro da previdência dos servidores terão contas reprovadas pelo TCE, alerta o órgão fiscalizador

Rodrigo Nascimento pontua no documento que o uso indevido será apreciado na prestação de contas dos prefeitos Os recursos dos fundos de previdência próprios dos servidores públicos são exclusivamente para o pagamento de aposentadorias e pensões, mas, ao que parece, muitos prefeitos não sabem disso. A esses o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro manda o recado: quem usar o dinheiro dos previs indevidamente terão as contas de gestão reprovadas e poderão até responder por improbidade administrativa.

Nota técnica nesse sentido foi aprovada pelo TCE orientando os prefeitos sobre as regras e sobre como "como fomentar a qualidade da informação contábil e a transparência da gestão fiscal".  O documento esclarece, por exemplo, que "as despesas com afastamentos por incapacidade temporária para o trabalho (auxílio-doença) e o salário-maternidade deverão ficar a cargo do tesouro do ente federativo", no caso dos municípios, por conta das prefeituras e não dos órgãos previdenciários. Também está vedado o pagamento “de salário-família e de auxílio-reclusão com recursos previdenciários”.

Decisão de Dias Tófolli devolve cadeira ao prefeito de Barra Mansa: Rodrigo Drable tinha sido afastado do cargo pelo TJ a pedido do MP

Drable ganhou recurso no STF, mas é alvo de processo de impeachment na Câmara de Vereadores Afastado do cargo há 17 dias por decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o prefeito de Barra Mansa, Rodrigo Drable (foto), retornará ao mandato. Determinação nesse sentido foi dada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Tóffoli, que julgou recurso impetrado pelos advogados Rafael Matos e Flavio Mirsa, o que pode ser conferido aqui.

Conforme o elizeupires.com revelou na matéria Prefeito de Barra Mansa é investigado por corrupção ativa: é acusado de oferecer dinheiro para vereadores aprovarem sua prestação de contas, Drable foi acusado de ter oferecido  propina a vereadores para esses aprovassem sua prestação de contas, derrubando o parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas do Estado.

Witzel se transforma em ‘patinho feio’ e presença nos palanques já começa a ser barrada antes mesmo do início das campanhas

● Elizeu Pires

Clóvis Tostes, prefeito de Miracema, nomeou o sogro de Witzel. Servidores denunciaram o que ele não comparecia ao local onde foi lotado. A alegação do governo é de que o nomeado trabalhava em casa Político do interior adora aparecer ao lado de governador e guardar a foto para usar em campanha, seja qual for o partido do dito cujo. No estado do Rio de Janeiro, até mesmo nas menores cidades, tem pré-candidato se esforçando para apagar de suas redes sociais a imagens nas quais aparece com Wilson Witzel, o representante da nova política que veio para acabar com a corrupção e levou pouco mais de um ano para ter o nome envolvido em denúncias graves que podem lhe tirar o mandato e até mesmo a liberdade, segundo muitos acreditam.

Advogado citado como representante da Unir Saúde diz ser amigo do governador, revela que vez doação para a campanha de Witzel, mas nega que seja representante da OS investigada por fraude

Para reabilitar a OS Witzel ignorou dois pareceres emitidos por procuradores do Estado "Somos amigos. Conheci o governador quando ele era juiz, há algum tempo atrás". A declaração é do advogado Antônio Vanderler de Lima, citado por representantes do Instituto Unir Saúde como advogado da organização social, que está sob investigação por fraudes na gestão de várias UPAs na Baixada Fluminense. Ele confirmou ainda que doou R$ 40 mil para a campanha de Witzel, mas nega ligação com a instituição. Segundo ele, quem presta serviços a Unir é um escritório de advocacia, do qual Antonio Vanderler de Lima Junior, seu filho, é sócio.

Antonio prestou depoimento ontem (29) junto à Comissão de Fiscalização dos Gastos na Saúde Pública Durante o Combate do Coronavírus e da Comissão de Saúde, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. "Nunca fui advogado de nenhuma OS e não presto serviço para nenhuma empresa ligada ao governo do estado. Há 40 anos trabalho no escritório Oliveira Lima Advogados Associados e o único contrato feito com o governo foi há quatro anos, em uma prestação de serviço com a Cedae", disse.

Busca por apoio a Witzel na Alerj começa pelo baixo clero

É no bloco dos chamados "de pouca expressão" que o governo vê o solo mais fértil para plantar suas ofertas de cargos

André Moura foi chamado por Witzel para tentar arrumar as coisas na Alerj Nomeado na última sexta-feira (24), o super secretário André Moura (foto) já começou a trabalhar para tentar montar um bloco de apoio ao governador Wilson Witzel na Assembleia Legislativa. O ex-juiz conseguiu ganhar tempo com  a liminar concedida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, dissolvendo a comissão de inquérito montada contra o governo, que recorreu à corte alegando que o princípio da proporcionalidade não foi respeitado. Porém, quem entende do riscado diz que o remédio dado a Witzel tem efeito de curta duração, pois uma nova composição pode ser definida dentro da proporcionalidade ou a Alerj poderá vir reverter a situação do próprio STF em agosto. Como seguro morreu de velho, Moura está garimpando apoio no baixo clero, ala vista como mais suscetível às ofertas por cargos no governo.

TRE nega afastamento imediato de Max Lemos pedido pelo MDB

Defesa comemora porque o processo só deverá ser julgado agora no final de 2021

O desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro, acatou recurso impetrado pelo deputado estadual Max Lemos (foto), contra a pretensão do MDB, que pediu o afastamento imediato do parlamentar por conta de sentença proferida pelo plenário da Corte no último dia 15, na qual foi decretada a perda de mandato por infidelidade partidária.

“Não há André Moura que dê jeito. Não somos jujuba”, diz um deputado sobre a nomeação de um super secretário nomeado com a missão de salvar o mandato do governador do Rio

Moura foi chamado de volta ao governo para tentar salvar o mandato de Witzel A nomeação do ex-deputado federal pelo estado de Sergipe Andre Moura para comandar a super Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Governo e Casa Civil foi a última cartada do governador do Rio, Wilson Witzel para tentar conseguir apoio suficiente para barrar a CPI que pode lhe tirar o mandato. O anúncio do retorno de Moura ao governo foi anunciado nesta sexta-feira (24). Ele volta para ser o interlocutor com a Assembleia Legislativa e sua missão é levar o maior número de deputados possível para a base de Witzel para barrar o impeachment, uma vez que a Casa instalou uma comissão para apurar irregularidades no governo denúncias de fraude com recursos da Saúde.

Mal noticiou-se a volta de Moura iniciou-se comentários tipo "isso é uma missão impossível". Mais contundente, um parlamentou falou ao elizeupires.com que "não há Andre Moura que dê jeito".

“Qualquer um, menos ele”, dizem aliados do prefeito de Nova Iguaçu sobre a hipótese de ex-vereador filiado ao PV vir a ser escolhido como vice

Fora da vida pública desde sua participação na considerada desastrosa gestão do prefeito Lindberg Farias, o ex-vereador Antonio de Araújo Ferreira, o Tuninho da Padaria (foto), ao que parece, não terá facilidade em sua luta para ser escolhido como candidato a vice na chapa do prefeito Rogério Lisboa, que concorrerá à reeleição pelo PP. Nos últimos dias o nome de Tuninho frequentou as redes sociais com a informação inverídica de que ele já teria sido escolhido.

A boataria que teria sido plantada por pessoas ligadas ao PV – partido da base do governo  ao qual o ex-vereador é filiado – não ajudou em nada. Muito pelo contrário. Fez aumentar a rejeição. "Se Tuninho entrar por uma porta muitos sairão por outra. É um nome que não agrega nenhum valor à campanha, pois ele não tem voto. Se tivesse disputaria um mandato de vereador. Tem muita gente preocupada com isso no grupo do prefeito. Aceitamos qualquer nome, menos o dele", diz um aliado do prefeito.