As escolas de lata surgiram na gestão de Carlos Augusto e parecem aprovadas por Alcebíades Sabino, que na campanha prometeu acabar com elas, mas as mantém Vereadores rejeitam projeto de lei que limitaria o uso de contêineres como salas de aula
Desde a gestão do prefeito Carlos Augusto Balthazar que o município de Rio das Ostras vem gastando boa parte da receita destinada ao setor de Educação com o aluguel de contêineres para serem usados como salas de aula, o que nos últimos dez anos já teria consumido dinheiro suficiente para a construir ao menos 20 escolas com o mínimo de seis salas cada uma. Entretanto, embora o atual prefeito tivesse prometido na campanha eleitoral que acabaria com as escolas de lata, se depender dele e do seu bloco de apoio na Câmara Municipal, essa prática vai continuar por muito tempo. É que a Casa reprovou um projeto de lei apresentado pelo vereador Deucimar Toledo, que pretendia limitar em 180 dias, no máximo, o uso dessas estruturas. Dos 13 membros da Câmara um faltou à votação, dois se retiraram do plenário na hora da apreciação e sete votaram contra, liberando o prefeito Alcebíades Sabino dos Santos para continuar locando contêineres na quantidade e pelo tempo que quiser, mantendo o desconforto de alunos, que certamente não devem ter nenhum grau de parentesco com o prefeito, com a secretária de Educação Andréa Machado ou com qualquer membro do Poder Legislativo.