Histórico de prisões de Garotinho deverá ser explorado na campanha pelos políticos por ele atacado

● Elizeu Pires

Em 2025 Garotinho apresentou denúncias no Senado - Foto: Carlos Moura/Agência Senado O candidato a governador pelo Republicanos, Anthony Garotinho (foto) não tem poupado ninguém no universo da política no Rio de Janeiro. Mas não são apenas disparos verbais. Ele também tem encaminhado denúncias gravíssimas aos órgãos de investigação e citado que vários membros da Assembleia Legislativa estariam correndo risco de serem acordados com agentes da Polícia Federal batendo em suas portas.

Investigação do MP estaria causando insônia em Casimiro de Abreu

● Elizeu Pires

Foto: Banco de Dados A concentração de contratos milionários em um seleto grupo de empresas que tem no poder público um rendoso mercado não é novidade em Casimiro de Abreu, pequeno município do interior do Rio de Janeiro. Um mesmo grupo teria vencido licitações para fornecimento e prestação de serviços em várias áreas da administração municipal e só uma empresa recebeu mais de 116 milhões em sete anos, mais precisamente entre 2018 e 2025.

Casimiro de Abreu: Ministério Público investiga fraude em licitações e contratos da Prefeitura e Justiça determina bloqueio de até R$ 270 milhões

Foto: Reprodução Uma empresa que recebeu mais de R$ 116 milhões em 2018 e 2025, nas gestões dos prefeitos Paulo Dames e Ramon Gidalte, é o principal alvo de uma investigação do Ministério Público que apura supostas fraudes em licitações e contratos firmado com a Prefeitura de Casimiro de Abreu.

 No âmbito desse inquérito o Juízo da 3ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital decretou o bloqueio de contas bancárias e bens dos investigados, no valor de até R$ 270 milhões, de pessoas físicas e jurídicas. Os nomes das empresas e das pessoas envolvidas estão sendo mantidos em sigilo.

Casimiro de Abreu: Ministério Público quer maior transparência e controle no uso de veículos oficiais da Câmara de Vereadores

Foto: Arquivo A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé expediu, na última segunda-feira (20), recomendação para que o município de Casimiro de Abreu adote, no prazo máximo de 60 dias, medidas para aumentar o controle, a fiscalização e a transparência no uso de veículos oficiais da Câmara Municipal.

O Ministério Público pede que haja divulgação, no Portal da Transparência, da composição atualizada da frota, com indicação da placa, modelo, ano de fabricação e número patrimonial. Além disso, que durante a utilização, sejam feitos registros de informações do veículo, a data de saída e chegada, horário de saída e retorno, quilometragem inicial e final, destino e o nome do motorista. Por fim, que os veículos oficiais sejam identificados com adesivação padronizada da Câmara Municipal de Casimiro de Abreu, de forma a permitir o reconhecimento pela população e pelos órgãos de controle.

Itaocara: Ministério Público cumpre mandados de busca e apreensão contra denunciados por desvio de recursos da Pestalozzi

Durante a operação foram apreendidos cerca de R$ 70 mil na casa de um dos denunciados - Foto: Divulgação/MPRJ A Promotoria de Justiça de Itaocara obteve na Justiça três mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos nesta terça-feira (21), em endereços de investigados e na Associação Pestalozzi de Itaocara, no Noroeste Fluminense. A ação contou com o apoio de agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

O presidente da associação, Carlos Alberto Soares, e a coordenadora Ana Beatriz Pereira Soares foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pelos crimes de peculato, concussão e lavagem de dinheiro por desvios de recursos públicos destinados à Pestalozzi de Itaocara. Segundo a Promotoria, o prejuízo é superior a R$ 468 mil. 

Decisão da Justiça em ação do MPF garante verba para obras de centro de memória africana no Rio

Foto: Comunicação/MPF O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão favorável na Justiça Federal para obrigar a União a viabilizar, em caráter de urgência, a execução do cronograma inicial das obras de requalificação do Edifício Docas André Rebouças, na Zona Portuária do Rio de Janeiro (RJ). As obras envolvem a instalação do Centro de Interpretação do Cais do Valongo, dedicado à preservação da memória africana. Foi estipulado o prazo de 30 dias para a adoção das medidas necessárias à celebração do contrato e emissão do empenho orçamentário correspondente, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

A decisão ocorre no âmbito de execução provisória de sentença proposta pelo MPF, que acionou a Justiça após identificar, por meio de processos administrativos, o iminente risco de paralisação e descumprimento das obrigações decorrentes de ação civil pública ajuizada em 2018. O entrave nas intervenções do imóvel histórico decorre de um contingenciamento de recursos financeiros do Fundo Nacional de Defesa dos Direitos Difusos (FDD) imposto pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

MPF pede suspensão do programa Tolerância Zero e cobra respeito aos direitos de ambulantes nas praias do Rio

Os ambulantes fizeram protesto contra a proibição imposta pela Prefeitura - Foto: Reprodução O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, para suspender os efeitos do programa Tolerância Zero, instituído pela Prefeitura do Rio para disciplinar o comércio ambulante nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. A ação também pede que a União e o município elaborem, de forma conjunta e participativa, um planejamento para a gestão desses espaços, capaz de conciliar o ordenamento urbano, o enfrentamento do crime organizado e a proteção dos direitos fundamentais dos trabalhadores ambulantes.

Na ação, o procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto Julio Araujo afirma que a prefeitura implantou uma política permanente de fiscalização das praias sem observar as normas federais que disciplinam a gestão desses espaços. Segundo o MPF, o programa foi criado sem diálogo com a União, titular das praias marítimas, sem participação da sociedade e sem medidas voltadas à regularização de situação de milhares de trabalhadores que dependem do comércio ambulante para sobreviver. A petição destaca ainda que o município não celebrou para tais regiões o Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP), nem elaborou o Plano de Gestão Integrada previsto no Projeto Orla, instrumentos considerados essenciais para esse tipo de intervenção.

Memória curta em Rio das Ostras: Oposição parece ter esquecido que MP denunciou ex-prefeito por superfaturamento de mais de R$ 3 milhões

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução Como se estivessem antecipando uma disputa eleitoral que só deveria acontecer em 2028, ano em que ocorrerão as eleições municipais, oposicionistas que sempre ignoraram as ações questionáveis verificadas na gestão do ex-prefeito Marcelino da Farmácia – inclusive batendo palma para tudo na Câmara de Vereadores – estão olhando com lupa os atos da atual gestão, o que é extremamente saudável. Só que, ao que parece, teriam esquecido, por exemplo, que, em setembro de 2025, o Ministério Público ajuizou uma ação civil pública contra o ex-prefeito e a empresa Terrapleno Terraplanagem e Construção, após identificar superfaturamentos de mais de R$ 3,1 milhões em contratos emergenciais firmados entre 2018 e 2020.

Falta de transparência impede que se saiba quanto empresa sem contrato vinha recebendo por cada trabalhador terceirizado lotado na Educação de Petrópolis

● Elizeu Pires

Entre maio de 2022 e junho de 2026 a empresa Capital Ambiental Construção e Serviços recebeu cerca de R$ 340 milhões dos cofres da Prefeitura de Petrópolis, prestando serviços bem distintos de sua principal atividade econômica, que é a coleta de resíduos sólidos, no português claro, recolhimento de lixo.

Sem contrato desde novembro, empresa já recebeu cerca de R$ 340 milhões do Fundo de Educação de Petrópolis, R$ 41,5 milhões só este ano

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução Contratada inicialmente em abril  de 2022 para fornecer mão de obra de apoio em várias funções à Secretaria de Educação de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, a Capital Ambiental Construção e Serviços está sem contrato desde novembro de 2025, o que não a impediu de continuar emitindo faturas e recebendo da Prefeitura.