Empresas de família de vereador faturaram mais de R$ 8 milhões

Alcione foi eleito vereador em 2012 e agora quer ser prefeito Grupo atua com quatro razões diferentes junto à Prefeitura de Guapimirim e faturamento este ano deverá chegar a R$ 3 milhões

Embora a legislação não aprove a contratação de empresa de agentes políticos pelo poder público a relação comercial entre a Prefeitura de Guapimirim e as empresas controladas pela família do vereador Alcione Barbosa Tavares, o Alcione do Posto, que já se apresenta como pré-candidato a prefeito pelo PSDC, vai muito bem, obrigado.

Caso do filho do prefeito de Madalena já está no MP

A sede da administração municipal de Macaé está sendo chamada de casa assombrada Mas Aluizio demorou três anos para descobrir “fantasmas” em seu gabinete

Aprovada para a função de porteiro de escola no concurso público lançado pela Prefeitura de Macaé em 2011, Andresa Ribeiro Ozório da Conceição foi convocada em 27 de dezembro de 2012 e empossada no dia 2 de janeiro de 2013, já na gestão do prefeito Aluizio dos Santos Júnior. Além do “da Conceição” no nome, há outras coincidências com o caso do secretário de Turismo de Santa Maria Madalena, Clementino da Conceição Filho: assim como ele, ela estava à disposição do gabinete do prefeito. Segundo informações de pessoas do próprio governo, os dois nunca teriam sido vistos atuando como porteiro e auxiliar de serviços gerais, respectivamente, funções que disputaram no processo seletivo realizado na gestão do prefeito Riverton Mussi. A dupla, se a resolução tomada através de portaria for mesmo à vera, terão de marcar ponto a partir de agora, desempenhando as funções para as quais foram aprovados no certame.

Filho do prefeito de Macabu teria sido “fantasma” até agosto

O gabinete de Riverton Mussi era chamado de coração de mãe, pois nele sempre cabia mais servidor privilegiado Advogado que chegou a ser preso em março de 2012 estava encostado no gabinete do prefeito de Macaé

Embora formado em Direito e exercendo a profissão de advogado, Pedro Costa Linhares, filho do prefeito de Conceição de Macabu, Claudio Linhares, é servidor efetivo da Prefeitura de Macaé, onde pode ter passado os três últimos anos recebendo sem trabalhar. Pelo menos é isso que está sendo apurado pelo governo, que resolveu chamar de volta às funções nas quais foram admitidos todos os funcionários que estavam cedidos à Câmara de Vereadores e à disposição de outros órgãos da municipalidade. De acordo com o sistema que registra as lotações dos servidores macaenses, Pedro Linhares foi admitido em 2006 como assistente administrativo de logística e ganha R$ 2.912,14. Ele estava “aos cuidados do gabinete do prefeito” desde a gestão passada e lá permaneceu até agosto de 2015.

Sabino com o futuro ameaçado

Alcebíades Sabino está em situação muito delicada Decisão do Tribunal de Justiça sobre o prefeito de Rio das Ostras não é brincadeira de carnaval

Ao contrário do que membros do governo e aliados do prefeito têm propagado em Rio das Ostras, a decisão proferida na semana passada pelo Tribunal de Justiça através da unanimidade dos membros da 12ª Câmara Cível foi frontalmente contra Alcebíades Sabino dos Santos e o vereador Elói Dutra Reis. Partidários dos dois têm espalhado na cidade que os recursos impetrados pela defesa dos políticos foram reconhecidos pelos desembargadores e não rejeitados conforme fora noticiado, o que não configuraria cassação dos direitos políticos, mas a realidade é outra e o novo acórdão complicou e muito a situação do prefeito e do vereador, pois, de acordo com a Lei da Ficha Limpa basta uma condenação em segunda instância para a Justiça Eleitoral negar o registro de candidaturas.

Câmara de Itaguaí vai ter que mostrar suas contas

A Câmara Municipal de Itaguaí gasta muito, mas não divulga com clareza as contas pagas com o dinheiro do povo Justiça manda presidente da Casa que gastou R$ 67 milhões em três anos regularizar Portal da Transparência. Alvo agora é a Prefeitura da cidade

Formada por 17 vereadores e presidida por Nisan Cesar dos Reis (PSD), a Câmara Municipal de Itaguaí gastou mais de R$ 67 milhões nos últimos três anos, R$ 24.068.601,25 somente em 2015, mas a população não consegue saber o quanto está pagando pelos mandatos de seus representantes em subsídios, diárias, salários e vantagens para os assessores, nem mesmo com quantos colaboradores cada membro da Casa conta em seus gabinetes, pois as despesas lançadas pela direção da Câmara não são nada claras. E é exatamente por isso que a 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, em ação movida pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (núcleo Angra dos Reis), deu prazo de 30 dias para que a mesa diretora da Casa publique todas as informações para facilitar o controle social sobre o uso do dinheiro público por um dos poderes legislativos municipais mais caros do estado do Rio de Janeiro.

Cassados os mandatos da dupla Sabino & Eloi

Eloi e Sabino tiveram condenação por superfaturamento de combustíveis mantida pelo TJ e agora terão de correr para conseguirem, no STJ, uma liminar salvadora Tribunal de Justiça rejeitou recursos impetrados pela defesa do prefeito de Rio das Ostras e do vereador contra decisão tomada em julho do ano passado

Em julgamento realizado na tarde de hoje o Tribunal de Justiça rejeitou os embargos impetrados pelos advogados do prefeito de Rio das Ostras, Alcebíades Sabino dos Santos e do vereador Eloi Dutra Reis, contra decisão proferida em julho de 2015, na qual foi mantida sentença de primeira instância que - em março de 2014 - os condenou por improbidade administrativa, perda de mandato e seis anos de inelegibilidade. O processo é resultado de um inquérito do Ministério Público que apontou superfaturamento na compra de combustíveis e os denunciou junto com mais duas pessoas. Os dois agora precisam recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Também foi condenado o ex-presidente da Comissão de Licitação Valério da Silva Medeiros.

Magé: após Terra Prometida investigações continuam

Um passado de escândalos é mancha na história do município Contratos firmados nas gestões Rozan e Dinho estão sendo devassados

Os contratos com as empresas FFM Terra e JM Terra, denunciados em novembro de 2010 por Yacemir de Oliveira Fernandes, o Branco, que acabou assassinado 40 dias após ter feito revelações ao Ministério Público sobre possíveis fraudes em processos licitatórios na Prefeitura de Magé, não são os únicos da gestão anterior sob investigação. Dias após a operação Terra Prometida, na qual o ex-prefeito Rozan Gomes foi preso, representantes de algumas empresas que venceram licitações entre 2008 e 2011 para diversos tipos de fornecimento e realização de obras começaram a ser intimados. Na terça-feira, por exemplo, agentes estiveram na Câmara de Vereadores perguntando por dois membros da Casa e foram recebidos por um terceiro, já que os dois não se encontravam. Ainda não há maiores informações sobre a visita dos agentes, mas um dos objetivos das investigações que estão tendo continuidade seria esclarecer se vereadores ou ex-integrantes do Legislativo teriam algum tipo de envolvimento com empresas contratadas pela Prefeitura.

Caixa-preta ainda guarda contas da Câmara de Casimiro de Abreu

Alessandro Pezão precisa abrir a caixa-preta da Câmara Quanto a Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu está gastando por mês com o pagamento de diárias para os membros da Casa, qual o custo efetivo dos assessores parlamentares e demais ocupantes de cargos comissionados, são respostas que o vereador Alessandro Macabu de Araújo, o Pezão, precisa dar a sociedade e tem de fazer isso, como manda a lei, através do Portal da Transparência, sob pena de responder por improbidade administrativa. Pezão, a exemplo do que aconteceu em 2014, fechou o ano de 2015 escondendo os gastos feitos com recursos públicos.

De acordo com o que já foi publicado, o Legislativo casimirense custou cerca de R$ 7 milhões em 2014, quase o mesmo valor do total repassado para a Casa no exercício de 2015. Como as despesas não são informadas de forma clara o controle social torna-se praticamente impossível de ser feito. Alessandro Pezão está sob investigação do Ministério Público devido a denúncias de que teria ficado com parte dos valores pagos a assessores e ocupantes de funções gratificadas e poderá ser responsabilizado agora por não cumprir a lei da transparência.

Procuradoria Eleitoral tem nova chefia

O procurador regional Sidney Madruga defende ações integradas O procurador regional Sidney Madruga quer formar novas jurisprudências

Assumiu ontem a chefia da Procuradoria Regional Eleitoral o procurador da República Sidney Madruga, que coordenará as ações do Ministério Público Eleitoral no estado do Rio de Janeiro, Ele afirmou que pretende aprimorar as relações institucionais com os promotores eleitorais e com o Tribunal Regional Eleitoral, com a definição de diretrizes conjuntas de atuação. Segundo Madruga a minirreforma eleitoral de 2015 trouxe mudanças significativas que exigirão a construção de nova jurisprudência nos tribunais.

Fraude em licitação pode render 45 anos de cadeia

Os promotores Julia Jardim, Claucio Cardoso, Fabio Corrêa e Elisa Fraga participaram das investigações que resultaram na operação Terra Prometida É quanto o MP acredita que o ex-prefeito de Magé Dinho Cozzolino pode pegar se for condenado na operação Terra Prometida

A operação Terra Prometida realizada ontem pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público no município de Magé é fruto de denúncia apresentada em novembro de 2010 por Yacemir de Oliveira Fernandes, o Branco, assassinado no dia 29 de dezembro daquele ano, pouco mais de um mês após ter revelado em depoimento ao MP que um processo de licitação teria sido montado em 2009 para favorecer a empresa FFM Terra, contratada na gestão do prefeito Rozan Gomes por R$ 22,4 milhões para locar máquinas e caminhões por um período de um ano. De acordo com a promotoria, a firma que era representada pelo empresário Fábio Figueiredo Moraes, o Fabinho, pré-candidato a vereador pelo PR, pertenceria na verdade ao ex-presidente da Câmara e também ex-prefeito da cidade, Anderson Cozzolino, o Dinho. Fábio, Anderson e a ex-deputada estadual e ex-secretária de Educação Jane Cozzolino, além do ex-secretário de Obras Jefferson Oliveira, tiveram prisão preventiva decretada e estão foragidos. Rozan é o único preso até agora e ao todo foram indiciadas 13 pessoas pelos crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção ativa, coação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.