‘Bloco’ da limpeza de Macaé tira onda com o de Rio das Ostras, onde moradores foram chamados de lixo ao protestarem contra sujeira

O clima de tranquilidade e a limpeza da cidade foram motivos de elogio por parte de visitantes - Fotos:Divulgação/PMM/Rui Porto Filho "Mas amor, amiguinhos, vamos deixar de ser lixo". A infeliz colocação feita através das redes sociais pela secretária de Turismo Aurora Siqueira, em resposta à multidão que durante um show no início deste mês protestou contra o excesso de lixo nas ruas – reação contra a precariedade do serviço de limpeza na cidade administrada pelo prefeito Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia –, foi motivo de revolta em Rio das Ostras, assim como a precariedade do serviço de coleta que, de acordo com alguns moradores e comerciantes, ainda não voltou ao normal.

Bem em contrário, a 23 quilômetros da cidade da baleia de bronze, a limpeza vem sendo tratada como realmente essencial. Enquanto os cidadãos riostrenses e visitantes deparam com a ineficiência, em Macaé a gestão dos resíduos sólidos se destaca como um dos pontos mais positivos da administração do prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio.

Confirmado: decisão do TJ manda Prefeitura de Rio das Ostras suspender novo concurso e validar o certame de 2012

A decisão judicial é bem clara, ao contrário do que a Prefeitura quis fazer crer Publicado pelo Tribunal de Justiça no final da tarde desta sexta-feira (28), o acórdão da decisão que tornou inválido o Decreto nº 762/2013 baixado pelo então prefeito Alcebíades Sabino para anular o  VI Concurso Público de Rio das Ostras, realizado 2012, confirma a informação dada na matéria Rio das Ostras: TJ valida concurso de 2012 e anula o realizado este ano, veiculada no dia 18 deste mês pelo elizeupires.com, contestada pela Prefeitura em nota oficial.

A decisão tomada pela maioria dos desembargadores da 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça no último dia 18, ao contrário do que a administração municipal quis fazer crer em sua nota, é ainda muito mais ampla, pois, além do decreto de Sabino - que prejudicou os cerca de 3.500 candidatos aprovados no concurso de 2012 -, anula também o Termo de Ajuste de Conduta firmado pelo então prefeito com o Ministério Público.

Rio das Ostras: TJ valida concurso de 2012 e anula o realizado este ano

Decisão beneficia cerca de 3.500 pessoas

Os cerca de 3.500 candidatos aprovados no concurso realizado em 2012 pela Prefeitura de Rio das Ostras podem festejar.  O Tribunal de Justiça validou hoje (18) o certame feito na gestão do prefeito Carlos Augusto Balthazar e, na mesma decisão, anulou o mais recente, aberto pelo prefeito Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia, que mesmo sabendo que o VI Concurso Público estava sub judice e poderia ser validado a qualquer momento deu prosseguimento ao processo .

Secretária de Turismo de Rio das Ostras pede a quem protesta contra o péssimo serviço de coleta para “deixar de ser lixo”

"... mas amor, amiguinhos, vamos deixar de ser lixo" - Reprodução/Facebook/Os Bastidores de Rio das Ostras Já apontado como o pior prefeito da história de Rio das Ostras, o ex-vereador Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia (PV), ao que parece, não tem nenhum controle sobre os seus principais colaboradores, secretários que fazem o que querem, falam o que bem entendem sem se preocuparem com o fato de estarem queimando ainda mais filme do governo. Esta semana a secretária de Turismo Aurora Siqueira foi alvo de muitas críticas depois que a página Os Bastidores de Rio das Ostras, a mais acessada do município, revelou mais uma colocação infeliz da secretária que, em dezembro do ano passado, sugeriu "energizar" a água do lago da Praça da Baleia, um dos pontos turísticos da cidade.

A secretária não gostou das manifestações de moradores contra o acúmulo de lixo nas ruas, embora a Prefeitura tenha feito, em um ano e meio, seis contratos sem licitação para a limpeza urbana, uma soma de R$ 22,4 milhões. Os protestos aconteceram na noite do último sábado (8) durante um show da cantora Sandra de Sá, exatamente no momento em que ela interpretava o hit "Joga fora no lixo". Aurora usou sua rede social para criticar quem protestou. "Eu teria vergonha de ter ido ao show. Afinal foi Marcelino (o prefeito) quem proporcionou isso. Mas amor, amiguinhos, vamos deixar de ser lixo".

Mais limpa que a cidade vizinha, Macaé vem atraindo visitantes que antes se destinavam às praias de Rio das Ostras

Macaé vem levando vantagem sobre a cidade vizinha - Foto:Divulgação/PMM Com seis contratos emergências firmados em 18 meses – uma soma de R$ 22,4 milhões – a empresa Albanq Serviços de Locação de Equipamentos recebeu R$ 11,2 milhões dos cofres da Prefeitura de Rio das Ostras em 2019, fora os valores pagos no exercício anterior, quando a atual gestão homologou a primeira dispensa de licitação em favor dela, com valor global de mais de R$ 5 milhões para seis meses de resíduos sólidos. Apesar disto os últimos dias foram de lixo acumulado nas ruas e muitas reclamações, um sujo e malcheiroso contraste em relação a Macaé, que pouco a pouco vem tomando os turistas de Rio das Ostras.

Enquanto comerciantes de Macaé festejam o movimento maior, em Rio das Ostras há os que colocam a debandada na conta do serviço de coleta de lixo, cuja qualidade, reclamam bastante por lá, teria caído muito nos últimos meses nos últimos dias.

Rio das Ostras: transferência de responsabilidade e retenção de pagamento podem gerar mais um contrato emergencial no lixo

Em um ano e meio a Prefeitura firmou sete contratos sem licitação para serviços voltados para a limpeza urbana A cargo da Albanq Serviços de Locação de Equipamentos, a coleta de lixo, de acordo com moradores e comerciantes de Rio das Ostras, está a cada dia pior, mas em vez de cobrar mais eficiência da empresa, a Prefeitura estaria transferindo a responsabilidade, ao sugerir que a sujeira ocorre por culpa de outra firma, a responsável pela retirada dos resíduos do aterro sanitário interditado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), não pela remoção dos resíduos domiciliares ou da rede de saúde.

Atualmente o lixo coletado pela Albanq esta sendo levado para a central de tratamento de Macaé, assim sendo, a situação do aterro local nada teria a ver com a retirada do lixo dos resíduos sólidos das ruas, o que tem de ser feito todos os dias e de forma eficiente - pelo que consta no contrato emergencial 003-20 -, pela Albanc, que, em um ano e meio, já firmou seis contratos sem licitação com a gestão do prefeito Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia, dois deles no mês passado, e poderá até vir a ganhar mais um se a firma que venceu a licitação para o transbordo tiver o contrato cancelado ou renunciá-lo por falta de pagamento.

Emergências do lixo em Rio das Ostras podem deixar prefeito em maus lençóis e gerar processo por improbidade

Marcelino Borba autorizou seis contratos emergenciais do lixo em um ano e meio Quando, no dia 16 de outubro do ano passado, a Prefeitura de Rio das Ostras – depois de um longo período de adiamentos – fez a concorrência pública do serviço de coleta de lixo, imaginou-se que havia chegado ao fim o festival de emergências, com faturamento garantido para empresa Albanq Serviços de Locação de Equipamentos. Mero engano, pois o prefeito Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia, autorizou mais dois contratos emergenciais, um do total de seis desde 16 de julho de 2018, primeiro dele como governante.

Pelo que está nos contratos 004 e 033, datados de 13 de janeiro de 2020, a Albanq vai receber R$ 5,4 milhões (confira aqui) por 180 dias de um serviço apontado como péssimo por moradores e comerciantes da cidade. Quanto ao processo licitatório esse foi parar na Justiça, porque a Prefeitura desclassificou, aparentemente sem justa causa, duas firmas que concorreram com a Albanq, e a aposta é grande que essa licitação pode vir ter o mesmo destino de outras já questionadas no Poder Judiciário, o arquivo das anuladas.

Lixo de Rio das Ostras terá de ser descartado agora em outra cidade: aterro sanitário local foi interditado pelo Instituto Estadual do Ambiente

Desde maio do ano passado que a Prefeitura de Rio das Ostras vem sendo alertada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) sobre irregularidades nas operações no aterro sanitário do município. No dia 12 daquele mês o órgão notificou a administração municipal sobre o vazamento de chorume que atingiu o solo da área, e determinou a tomada de providências. Na época a Prefeitura simplificou a situação, alegando que o que ocorrera foi o rompimento de alguns geobags, um tipo de bolsa usado na filtração de resíduos. Comprovando que a coisa não era tão simples assim e que o lençol freático havia sido contaminado, o Inea voltou a agir no dia 5 de junho, interditando o aterro. Esta semana o órgão decidiu suspender as atividades do aterro.

Com o aterro local fechado, o serviço de coleta e destinação final do lixo poderá ficar mais caro, pois a Prefeitura terá de pagar pelo descarte numa central de tratamento de resíduos localizada em outro município. A opção  mais próxima é o CTR de Macaé, que no ano passado chegou a receber o lixo de Rio das Ostras por um período, mas o município pode optar ainda pelo aterro de São Pedro da Aldeia, ou operar no CTR de Itaboraí, que também já socorreu Rio das Ostras antes.

Cidade limpa é outra coisa: apontada como a mais bem cuidada na região, Macaé vem recebendo mais visitantes nos últimos anos

A Praia dos Cavaleiros é um dos belos cartões postais de Macaé - Foto: PMM/Rui Porto Filho Com cerca de 300 toneladas de resíduos sólidos recolhidas a cada dia, o município de Macaé é apontado hoje como o mais bem cuidado e mais limpo da região, em comparação ainda com cidades como Campos, Quissamã, Carapebus, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Cabo Frio e Arraial do Cabo, entre outras, e vem lucrando com isso: o aumento do número de visitantes, com Macaé – importante destino de negócios do  estado do Rio de Janeiro – passando a se destacar também com opções de lazer para toda a família.

Em 2018 o Ministério do Turismo destacou o município como opção também para o turismo de lazer, chegando Macaé ao topo do ranking do turismo nacional, resultado do trabalho desenvolvido pela administração municipal a partir de 2013, o que colocou a cidade na rota dos grandes destinos do pais. A cidade oferece muito mais que o lazer das praias, serras e cachoeiras. Completa o roteiro com festivais gastronômicos e culturais.

Precariedade no serviço de coleta de lixo suja a imagem das cidades praianas: queixas são maiores em Cabo Frio

Em Macaé multidão na orla no réveillon não resultou em sujeira no dia seguinte Segundo estimativa do IBGE, Macaé, no Norte Fluminense, tem cerca de 260 mil moradores, universo que não engloba a população flutuante formada por quem chega às segundas-feiras para trabalhar e retorna para casa nas sextas. Mais gente, mais lixo, mais trabalho para as equipes da limpeza urbana. A 82 quilômetros está Cabo Frio, que não conta com o universo flutuante, tem 40 mil moradores a menos e só produz mais lixo que Macaé na alta temporada, mas vem deixando muito a desejar em termos de limpeza urbana, segundo reclamam moradores e visitantes.

No réveillon, por exemplo, o que se viu em Cabo Frio, reclamam, foram ruas tomadas de gente e de lixo, sugerindo que a limpeza urbana, que vem acumulando queixas desde 2017, não teria melhorado em nada. Voltando a Macaé, no ultimo dia de dezembro cerca de 100 mil pessoas resolveram festejar a virada do ano nas praias. Não se viu lixo nas ruas nem na orla. A coleta extra registrou 20 toneladas retiradas da areia logo depois da festa, mostrando uma diferença enorme entre a gestão do prefeito Aluízio dos Santos Junior, o Dr. Aluízio e a administração do prefeito Adriano Moreno, o Dr. Adriano.