Centro de Abastecimento de São Pedro da Aldeia promete impulsionar a economia da região, gerando inicialmente dois mil empregos

Empreendimento, que será o maior complexo de alimentos e logística do interior fluminense, deve gerar cerca de dois mil empregos diretos e indiretos – Foto: Michele Reis Mais de R$ 200 milhões. Esta é a previsão do impacto financeiro que o Centro de Abastecimento de São Pedro da Aldeia – Ceasp deve movimentar, só no primeiro ano de seu lançamento. A estimativa é que o empreendimento, já em fase adiantada de construção, às margens da Rodovia Amaral Peixoto, seja entregue ainda este ano, reaquecendo a economia da região e gerando dois mil empregos diretos e indiretos.

O complexo será um espaço de alimentos, logística e escoamento de diversos produtos, diminuindo a distância entre produtores e população. Para quem tem interesse em investir, a partir do dia 8 de fevereiro corretores estarão em horário comercial no estande, no Km 116 da Rodovia.

Lixo de Rio das Ostras terá de ser descartado agora em outra cidade: aterro sanitário local foi interditado pelo Instituto Estadual do Ambiente

Desde maio do ano passado que a Prefeitura de Rio das Ostras vem sendo alertada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) sobre irregularidades nas operações no aterro sanitário do município. No dia 12 daquele mês o órgão notificou a administração municipal sobre o vazamento de chorume que atingiu o solo da área, e determinou a tomada de providências. Na época a Prefeitura simplificou a situação, alegando que o que ocorrera foi o rompimento de alguns geobags, um tipo de bolsa usado na filtração de resíduos. Comprovando que a coisa não era tão simples assim e que o lençol freático havia sido contaminado, o Inea voltou a agir no dia 5 de junho, interditando o aterro. Esta semana o órgão decidiu suspender as atividades do aterro.

Com o aterro local fechado, o serviço de coleta e destinação final do lixo poderá ficar mais caro, pois a Prefeitura terá de pagar pelo descarte numa central de tratamento de resíduos localizada em outro município. A opção  mais próxima é o CTR de Macaé, que no ano passado chegou a receber o lixo de Rio das Ostras por um período, mas o município pode optar ainda pelo aterro de São Pedro da Aldeia, ou operar no CTR de Itaboraí, que também já socorreu Rio das Ostras antes.

Precariedade no serviço de coleta de lixo suja a imagem das cidades praianas: queixas são maiores em Cabo Frio

Em Macaé multidão na orla no réveillon não resultou em sujeira no dia seguinte Segundo estimativa do IBGE, Macaé, no Norte Fluminense, tem cerca de 260 mil moradores, universo que não engloba a população flutuante formada por quem chega às segundas-feiras para trabalhar e retorna para casa nas sextas. Mais gente, mais lixo, mais trabalho para as equipes da limpeza urbana. A 82 quilômetros está Cabo Frio, que não conta com o universo flutuante, tem 40 mil moradores a menos e só produz mais lixo que Macaé na alta temporada, mas vem deixando muito a desejar em termos de limpeza urbana, segundo reclamam moradores e visitantes.

No réveillon, por exemplo, o que se viu em Cabo Frio, reclamam, foram ruas tomadas de gente e de lixo, sugerindo que a limpeza urbana, que vem acumulando queixas desde 2017, não teria melhorado em nada. Voltando a Macaé, no ultimo dia de dezembro cerca de 100 mil pessoas resolveram festejar a virada do ano nas praias. Não se viu lixo nas ruas nem na orla. A coleta extra registrou 20 toneladas retiradas da areia logo depois da festa, mostrando uma diferença enorme entre a gestão do prefeito Aluízio dos Santos Junior, o Dr. Aluízio e a administração do prefeito Adriano Moreno, o Dr. Adriano.

Denunciada por lavagem de dinheiro, secretária de Educação de Arraial do Cabo é afastada do cargo

A secretária de Educação de Arraial do Cabo, Monica Nilze Porto Vieira, foi alvo de uma ação de busca e apreensão realizada ontem (12) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do órgão. Na mesma ação os agentes cumpriram mandado de prisão expedido contra o policial federal Leonardo Carvalho Siqueira, marido de Mônica. O casal foi denunciado pelo MP por lavagem de dinheiro, cuja origem seria "a atuação em organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas". A Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares em relação à secretária, inclusive com a suspensão da função pública.

De acordo com a denúncia do MP, Leonardo integraria uma organização do tráfico de drogas que atuava em Cabo Frio, São Pedro da Aldeia e Arraial do Cabo, da qual, ainda segundo o MP, o ex-presidente da Empresa Cabista de Desenvolvimento Urbano e Turismo (Ecatur), Francisco Eduardo Freire Barbosa era líder.

Polícia Civil faz operação simultânea em Magé, Guapimirim, São Pedro da Aldeia e Petrópolis um ano após a morte de Paulinho P9

Um ano e dois meses após o assassinato do suplente de vereador e influenciador digital Paulo Henrique Dourado Teixeira, o Paulinho P9, 33 – ocorrida em março de 2018 – agentes da Delegacia de Homicídio da Baixada, com apoio de outros núcleos da Polícia Civil, cumprem hoje (21) mandados de busca e apreensão em vários endereços nos municípios de Magé, Guapimirim, São Pedro da Aldeia e Petrópolis, um deles do deputado estadual Vandro Lopes Gonçalves, o Vandro Família.

A ação desta terça-feira é no âmbito que apura o crime. Batizada de P9, a operação visa cumprir 20 mandados emitidos pela Justiça com o objetivo de encontrar alguma coisa que possa ligar os alvos a um suposto grupo de extermínio.

Empresa do grupo Locanty se beneficia com erros no edital e contrato da coleta de lixo vai sendo esticado pela Prefeitura de Rio Claro

O prefeito de Rio Claro, pequena cidade no Sul Fluminense, José Osmar de Almeida, vai ter que tomar providências urgentes e concluir o processo licitatório da limpeza pública se não quiser ter problemas com o Tribunal de Contas do Estado e possivelmente até com a Justiça. É que um contrato de 2013 vem sendo esticado com aditivos em favor da Rio Zin Ambiental, empresa controlada pelo mesmo grupo da Locanty, que passou a usar outros nomes como Própria e Rio Zin. A licitação do lixo deveria ter sido feita em 2017, foi remarcada para este ano, já foi suspensa pelo menos umas duas vezes e sofreu mais um cancelamento. A última data escolhida foi 11 de setembro, mas no dia 10 foi publicado o adiamento sine die, com a Prefeitura alegando "não haver tempo hábil para analisar as impugnações interpostas", embora os problemas com o edital já fossem conhecidos há bastante tempo...

O edital questionado é o que sustentaria o Pregão 014/2017, no valor global de R$ 3.027.662,54, R$ 412.148,47 a mais que o valor atual do contrato 053/2013, que vem sendo corrigido anualmente e estendido através de termos aditivos. O adiamento da licitação – causado pelas impugnações feitas no edital – acabou favorecendo a Rio Zin que vai garantindo o faturamento sem precisar concorrer com nenhuma outra empresa.