Festa do trabalhador em Resende pode acabar em inquérito

Com a insatisfação dos servidores concursados a festa acabou se transformando em comemoração para cargos comissionados; contratados também não festejaram, pois estariam sem pagamento Servidores não participam e lista de presença teria sido pressão para comissionados comparecerem

A comemoração do Dia do Trabalho em Resende, cidade do Sul Fluminense, poderia ter sido realmente uma festa, mas faltou o principal, os trabalhadores que carregam o município nas costas, restando aos ocupantes de cargos comissionados comparecerem ao Estádio do Trabalhador, tentando lotar o espaço, “motivados” por uma lista de presença que teria de ser assinada. Sem motivos para comemorar (estão sem aumento desde 2014) a maior parte dos funcionários efetivos preferiu aproveitar o feriado em outro lugar e o pessoal lotado na Unidade de Pronto Atendimento nem isso pode fazer, pois muitos ainda não teriam recebido o salário de março. Como já vem ocorrendo há pelo menos dois meses, choveram reclamações contra a administração municipal, questionamentos sobre quem pagou o cachê das bandas anunciadas – já que integrantes do governo afirmaram nas redes sociais que as apresentações dos artistas seria “doação sem custo para a Prefeitura”, o que não teria sido publicado por meio de um extrato de doação, conforme determina a lei – e sobre supostos casos de assédio contra os servidores que teriam sido intimidados a comparecer à comemoração.

Fantasmas ainda assombram o prefeito de Macaé

Com ações de improbidade administrativa MP enquadra os poderes Executivo e Legislativo

Até agosto de 2015 o prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio, tinha nada menos que 200 funcionários lotados em seu gabinete, 31 deles efetivos. Entre eles havia duas professoras, dois auxiliares de serviços escolares, duas merendeiras, uma auxiliar de enfermagem, duas técnicas em enfermagem, um motorista de ambulância, dois guardas municipais (um deles com classificado como inspetor), um auxiliar de manutenção de estradas, um engenheiro e até um técnico de esportes. Se todos os 200 resolvessem comparecer ao local de trabalho ao mesmo tempo congestionaria o andar inteiro e ninguém conseguiria desempenhar suas funções, nem mesmo os assessores diretos. Pressionado pelo Ministério Publico que move várias ações de improbidade administrativa contra ele, Aluizio se livrou dos que estavam “aos cuidados do gabinete”, mas ainda não explicou o que essas pessoas faziam, se realmente trabalham e qual a carga horaria de cada um.

Lideranças locais dizem que Porto Real tem dois prefeitos

Aliados falam que filho deputado quer mandar mais que o pai prefeito

Eleito para o terceiro mandato com 54,64% dos votos válidos, Jorge Serfiotis (PMDB), é o que a população classificou como o melhor gestor que Porto Real já teve desde que - há 18 anos - deixou de ser apenas um distrito do município de Resende, mas já no primeiro mês de seu novo mandato, lideranças locais (inclusive aliadas do governo) já perceberam que o município tem hoje dois prefeitos, com, segundo afirmam, o deputado federal Alexandre Serfiotis (foto), filho de Jorge, querendo mandar mais do que o pai. De acordo com relatos de descontentes, embora o município tenha um secretário de Saúde (Cyrano Santos), o deputado é que estaria dando as ordens no setor.

Decreto exclui os contratados de Belford Roxo

Funcionários temporários não sabem o que fazer para receber salários

Usado para mostrar à Justiça que o governo está agindo com boa vontade em relação às reivindicações dos servidores que em alguns casos não recebem desde setembro, o Decreto 4.202 no qual o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), regula o organograma de pagamento dos salários devidos pela Prefeitura de Belford Roxo, não inclui os funcionários contratados por tempo determinado, embora muitos deles ainda continuem trabalhando, principalmente no setor de Saúde. A omissão vai de encontro ao que o próprio prefeito já afirmou ao seu grupo de trabalho: “Quem quiser receber vai ter que abrir um processo administrativo solicitando pagamento”.

Decreto é recebido como declaração de guerra em Belford Roxo

Waguinho vem tropeçando nas próprias palavras e já ganhou dos servidores o apelido de "Pinóquio" Prefeito muda de ideia e amplia prazo para pagar atrasados aos servidores

O prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB), é daqueles que fala uma coisa e escreve outra. Isto é o que ficou claro no Decreto nº 4.202 de 30 de janeiro de 2017, publicado na edição desta terça-feira do Diário Oficial de Belford Roxo, através do qual o governo divide o pagamento dos salários atrasados e do décimo terceiro em doze vezes, com parcelas mínimas de R$ 300. A medida foi recebida como uma declaração de guerra contra o funcionalismo, principalmente pelos servidores da Educação, que poderão entrar em greve a partir de fevereiro. Waguinho vem se perdendo nas falas desde que assumiu o governo. Primeiro ele disse que todos os funcionários - inclusive e pensionistas - receberiam o mês de janeiro na última sexta-feira, mas apenas os aposentados conseguiram receber.

Servidor de Belford Roxo desmente prefeito sobre pagamento

Funcionários do RH dizem que folha da Educação sequer tinha sido enviada ao setor

Embora o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB) tivesse prometido quitar na última sexta-feira o salário de janeiro de todos os servidores - ativos e inativos -, a folha de pagamento do pessoal lotado na rede municipal de ensino de Belford Roxo não havia sido enviada ao departamento de Recursos Humanos até o final do expediente daquele dia. A informação foi passada agora a pouco ao elizeupires.com por uma fonte ligada ao governo. Se confirmada ao longo desta segunda-feira, a declaração desmente a fala do prefeito de que o pagamento dos professores tinha sido autorizado, bem como a informação de que a quitação fora realmente autorizada ao banco pagador oficial e que em alguns casos poderia haver um retardo para (sábado, 28) ou no máximo o dia de hoje (30), “não porque o pagamento não tivesse sido liberado pela administração municipal, mas por problemas operacionais bancários”.

Sabino não decepcionou os seus na saída do governo…

... e adivinhem quem mais dinheiro recebeu

Muitos servidores efetivos da Prefeitura de Rio das Ostras estão com férias vencidas a receber e nenhum funcionário teve o salário corrigido nos últimos três anos, mas os principais colaboradores do ex-prefeito Alcebíades Sabino dos Santos (foto) - secretários e subsecretários - não tem do que reclamar. Uma relação de pagamentos de pessoal feitos em dezembro, a qual o elizeupires.com teve acesso, mostra que o ex-prefeito gastou R$ 932.629,54 pagando subsídios, férias vencidas e proporcionais a um grupo seleto. No topo da lista, com o total de R$ 50.940,20, aparece o chefe de gabinete de Alcebíades, Aldem Vieira de Souza Junior, o mesmo que há dois anos foi condenado (junto com seu chefe) a ressarcir os cofres públicos por recebimento indevido de salários. O documento mostra que Aldem recebeu, além do subsídio e do décimo terceiro, duas férias.

Justiça suspende pagamento à Odebrecht em Rio das Ostras

A Odebrecht derrubou uma lei inconstitucional de Sabino que só serviu para acumular dívida e agora a nova gestão teve de recorrer à Justiça para pagar só o que realmente pode Empresa vai receber agora apenas 10% do que faturava mensalmente

O faturamento da Odebrecht Ambiental no município de Rio das Ostras caiu de R$ 9 milhões mensais para R$ 900 mil, valor que a Prefeitura vai desembolsar a partir de agora pela operação do sistema de esgotamento sanitário. Decisão neste sentido foi tomada hoje (19) pela Justiça em ação com pedido de liminar impetrada pela Procuradoria do Município. “Esta decisão é de vital importância para Rio das Ostras, uma vez que toda receita proveniente dos royalties do petróleo estava sendo retida pelo Banco do Brasil para pagamento das parcelas vencidas, que irão vencer e também para recomposição do Fundo Garantidor da PPP, inviabilizando completamente a capacidade de investimento do município neste momento de crise financeira”, disse o procurador geral Renato Vasconcellos (foto).

E os atrasados, prefeito?

Novo gestor de Caxias diz que vai antecipar salário de janeiro, mas...

Embora o município tivesse recebido R$ 246 milhões em repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação no ano passado, o ex-prefeito Alexandre Cardoso saiu deixando os professores na mão. A Prefeitura de Duque de Caxias pagou apenas parte do salário de outubro, pulando o décimo terceiro e os meses de novembro e dezembro, que não deverão ser pagos tão cedo. Washington Reis (foto) - sucessor de Alexandre - confirmou na manhã desta sexta-feira (6) que vai antecipar para a próxima semana o pagamento do mês de janeiro para todos os servidores municipais, mas não disse quando pretende quitar os atrasados. A exemplo dos profissionais de ensino de Belford Roxo, os professores de Caxias já deixaram claro que não entrarão em sala de aula antes que a situação seja resolvida.