Silva Jardim faz quase 300 contratações em período eleitoral

Prefeito renunciou para concorrer a deputado, vice assumiu e acelerou ritmo de nomeações

O uso da máquina administrativa como favorecimento eleitoral é histórico em Silva Jardim, uma pequena cidade do interior do estado do Rio de Janeiro. Já rendeu inquéritos e ações judiciais e pode não ser diferente este ano. Pelo que deverá ser encaminhado ao Ministério Público nos próximos dias, a prefeita Maria Dalva Silva do Nascimento (foto) fez 288 nomeações de pessoal no mês passado, aumentando os gastos com funcionários em cerca R$ 350 mil de julho para agosto, o que aconteceu em tempo de crise financeira, com fornecedores e prestadores de serviços reclamando de atraso no pagamento das faturas, situação que estaria afetando, inclusive, o abastecimento das unidades de saúde.

Silva Jardim faz quase 300 contratações em período eleitoral

Prefeito renunciou para concorrer a deputado, vice assumiu e acelerou ritmo de nomeações

O uso da máquina administrativa como favorecimento eleitoral é histórico em Silva Jardim, uma pequena cidade do interior do estado do Rio de Janeiro. Já rendeu inquéritos e ações judiciais e pode não ser diferente este ano. Pelo que deverá ser encaminhado ao Ministério Público nos próximos dias, a prefeita Maria Dalva Silva do Nascimento (foto) fez 288 nomeações de pessoal no mês passado, aumentando os gastos com funcionários em cerca R$ 350 mil de julho para agosto, o que aconteceu em tempo de crise financeira, com fornecedores e prestadores de serviços reclamando de atraso no pagamento das faturas, situação que estaria afetando, inclusive, o abastecimento das unidades de saúde.

Câmara de Silva Jardim é tão submissa que rejeita até requerimento para substituição de poste de eletricidade danificado

É preciso que os membros da Câmara respondam: Se acovardam em relação a um simples poste, como procederiam diante de uma eventual denúncia de fraude em licitação como as que chegaram ao MP no período do prefeito Anderson Alexandre, que renunciou o mandato em março deste ano para disputar uma cadeira na Alerj? Presidida pelo vereador Jazimiel Batista Pimentel, o Miel da Biovert, a Câmara de Silva Jardim só tem servido mesmo para defender o governo, fechando os olhos para as denúncias de irregularidades e se omitindo quando deveria fiscalizar os atos da administração municipal, principalmente os processos licitatórios, o cumprimento dos contratos firmados e as despesas que não aparecem no sistema aberto para o controle social, o Portal da Transparência determinado por lei. A prova disto está num ato absurdo: um requerimento para que a prefeita Maria Dalva Silva do Nascimento cobrasse da concessionária de energia elétrica a substituição de um poste que ameaçava cair foi rejeitado em plenário. Dias depois, um poste nas mesmas condições ruiu e fez uma vítima.

Na verdade, o pedido para substituição do poste não precisava nem passar pela Câmara se a prefeita estive atenta aos problemas dessa minúscula cidade do interior fluminense, mas já que foi apresentado pela vereadora Ana Kelly Xavier, o que os pares dela deveriam fazer é aprovar, pois se tratava de caso de interesse da população da localidade de Aldeia Velha, em cuja entrada o poste danificado está instalado. Dias depois da omissão explícita dos vereadores, uma fatalidade aconteceu em outra localidade do município.

MP quer suspender pagamento de vereador por fraude em licitação, desvio de dinheiro público e formação de quadrilha em Petrópolis

A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Petrópolis ajuizou recurso contra a decisão judicial garantiu o pagamento de 40% dos subsídios ao vereador Paulo Igor da Silva Carelli (foto), que está afastado do mandato por conta dos crimes de fraude em licitação, desvio de dinheiro público e formação de quadrilha, dos quais é acusado pelo Ministério Público, que também conseguiu na Justiça o afastamento de Luiz Eduardo Francisco da Silva, o Dudu. Segundo o MP os dois vereadores "se associaram, com a ajuda de terceiros, para executar a fraude na licitação em que se sagrou vencedora a empresa Elfe Solução em Serviços, escolhida para a execução de serviços como os de manutenção e limpeza na Câmara, além do fornecimento de insumos".

De acordo com o Ministério Público, "houve superfaturamento nos pagamentos feitos à beneficiária, gerando dano ao erário e enriquecimento ilícito dos denunciados".